Bacharelado em Engenharia de Pesca - DEDC8
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Navegando Bacharelado em Engenharia de Pesca - DEDC8 por Assunto "Bioindicadores"
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- ItemInfluência Sazonal do Microplástico Sobre Cladocera em Áreas de Lazer e Piscicultura no Submédio São Francisco(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Diniz, Rodrigo Costa Neri; Silva, Tâmara de Almeida e; Santos , Fatima Lucia de Brito dos; Nogueira, Eliane Maria de SouzaEste estudo investigou as variações espaço-sazonais dos microplásticos e Cladocera em dois reservatórios do rio São Francisco, na modalidade de cultivo de Oreochromis niloticus em tanques-rede e em área de lazer. O objetivo foi identificar qual ambiente apresenta maior poluição por microplásticos e se esses influenciam os microcrustáceos. Foram realizadas seis coletas de plâncton em 2024 e 2025 totalizando 24 amostras que foram realizadas através da filtragem de 100 litros de água com rede de 64 µm e balde, e fixadas em formol com bórax a 4%. No laboratório, realizaram-se análises qualitativas e quantitativas de Cladocera e microplásticos. Foram identificadas 14 espécies de Cladocera e vários tipos de microplásticos, incluindo filamentos e fragmentos em diversas cores, tanto no sistema de tanques-rede quanto na área de lazer. A densidade de microplásticos variou sazonalmente, com filamentos azuis predominando nos períodos de estiagem e chuva em tanques-rede (1720 e 1350 mic/m³). A maior densidade Cladocera ocorreu no período chuvoso, com 2940 org/m³ na piscicultura e 1950 org/m³ na área de lazer, sendo Bosminopsis deitersi, associada a indícios de poluição antrópica em ambos os locais. Observou-se uma tendência de redução na densidade e na riqueza das espécies de Cladocera com o aumento das densidades de microplásticos. Assim, os sinais de poluição nos ambientes evidenciam que podem contribuir para a diminuição dessas espécies. E por fim, destaca-se a necessidade de aprofundar estudos para entender melhor a interação entre Cladocera e microplásticos, visando fornecer informações que minimizem os impactos desse poluente.
- ItemRelações sedimento – meiofauna como indicadoras de estresse ambiental em praias urbanas: um enfoque na ocorrência de Copepoda(2025-08-04) Santos, Nilmara; Silva, Adriana Maria Cunha daAs praias arenosas urbanas são ecossistemas dinâmicos que sofrem diversas pressões antrópicas, afetando a composição das comunidades bentônicas. A meiofauna, composta por organismos microscópicos dos sedimentos, é amplamente empregada como bioindicadora da qualidade ambiental devido à sensibilidade às variações físicas e químicas do habitat. Entre os grupos meiofaunais, os Copepoda se destacam pela abundância e rápida resposta às mudanças ambientais. Este estudo foi realizado nas praias de Boa Viagem e do Pina, na região metropolitana do Recife (PE), com coletas feitas entre novembro de 2024 e maio de 2025. As amostras foram analisadas no Laboratório de Geologia e Sedimentologia (LAGES) da Universidade do Estado da Bahia – Campus VIII, para extração e identificação da meiofauna. Foram identificados seis táxons, com predomínio de Copepoda (50%), seguidos por nematoda, polychaeta, oligochaeta, ostracoda e amphipoda. A abundância dos Copepoda esteve associada a sedimentos bem selecionados, o que evidencia a importância da granulometria na estruturação das comunidades. As análises granulométricas indicaram predominância de areia grossa a muito grossa, com alto grau de seleção, demonstrando a influência hidrodinâmica nesses ambientes. Os resultados mostram que a composição da meiofauna reflete as condições sedimentares locais, podendo ser utilizada como ferramenta eficaz no biomonitoramento de praias urbanas. O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre a estrutura granulométrica dos sedimentos e a composição da meiofauna, com foco no grupo Copepoda como indicadores da qualidade ambiental em ecossistemas costeiros.