Campus XVI - Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) - Irecê
URI Permanente desta comunidade
O Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias – DCHT – Campus XVI da Universidade do Estado da Bahia – UNEB está localizado no município de Irecê, a 478 Km de Salvador, na região da Chapada Diamantina Setentrional, BA 052, KM 353, Estrada do Feijão – Irecê – CEP. 44.900-000 – Bahia – Brasil, e conta com o Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT). Foi o décimo sexto a ser implantado pela instituição para o cumprimento da missão de produzir, difundir, socializar e aplicar o conhecimento nas diversas áreas do saber.
O município de Irecê é o mais populoso do território de identidade homônimo, que fica dentro da zona semiárida, com vegetação tipicamente da caatinga, e é composto por 20 municípios. Aproximadamente 40% da população do território vivem e desenvolvem as suas atividades laborais na área rural.
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Navegando Campus XVI - Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) - Irecê por Orientador "Oliveira, Itamar Freitas de"
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- ItemA política de cotas na Universidade do Estado da Bahia do Campus XVI: um olhar sobre o acesso do negro ao ensino superior (2012-2022)(Universidade do Estado da Bahia, 2024-10-17) Santos, Gerson Bento dos; Oliveira, Itamar Freitas de; Santos, Cenilza Pereira; Figueiredo, Joabson de Lima; Dourado, Larissa BaganoEste trabalho, realizado no âmbito do Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (PPGEAFIN), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), tem como tema: A Política de cotas na Universidade do Estado da Bahia do Campus XVI: Um Olhar Sobre o Acesso do Negro ao Ensino Superior. Com base nesse contexto, são levantadas questões relevantes: Qual é o percurso percorrido pelos estudantes negros depois de ingressarem à Universidade do Estado da Bahia (UNEB), campus XVI, localizada na cidade de Irecê- BA, no período de 2012 a 2022? Além disso, quais são os desafios enfrentados pelos estudantes cotistas para se manterem em uma Universidade pública e de qualidade? Traz como objetivo geral: analisar o impacto da política de cotas raciais, estabelecida pela Lei Nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, na inclusão de estudantes negros nos cursos presenciais de graduação (Letras, Pedagogia e Administração) da UNEB - Campus XVI, localizado na cidade de Irecê, Bahia, no período de 2012 a 2022. E como objetivos específicos busca-se: Investigar o contexto histórico e social que levou a implementação da política de cotas raciais na UNEB – Campus XVI, bem como os princípios e diretrizes adotadas pela instituiçaõ; Identificar o perfil dos estudantes negros que ingressaram no campus XVI da UNEB por meio das cotas raciais, identificando características demográficas, socioeconômicas e educacionais; Identificar os desafios e as barreiras enfrentadas pelos estudantes negros cotistas durante a trajetória acadêmica na UNEB – Campus XVI, bem como as políticas de apoio e assistência oferecidas pela Universidade. O presente trabalho tem como contexto os Cursos presenciais de Administração, Licenciatura em Pedagogia e Letras na UNEB, do campus XVI e os sujeitos são 09 discentes dos cursos citados acima. A metodologia proposta para orientar esse estudo está fundamentada nas concepções teóricas da abordagem qualitativa, onde foi realizada a pesquisa bibliográfica e análise de documentos, assim como um grupo focal com os estudantes. Sobre o referido campo de estudo, teve como base nos autores: Petrucelli (2003), Mattos (2010), Theodoro (2012), Munanga (2012), Silva (2022), Telles (2003), Gomes (2001), Candau (2003), Boaventura (2009), Bernardino (2004), Lima (2010), Silva (2017), Lavielle e Dionne (1999), Gatti (2005). Considera-se que os resultados dessa pesquisa indicam que a política de cotas raciais contribuiu significativamente para a inclusão de estudantes negros, proporcionando maior diversidade e equidade no ambiente acadêmico. No entanto, persistem desafios relacionados à permanência e sucesso acadêmico, os quais são parcialmente mitigados pelas políticas de apoio institucional, evidenciando a necessidade de aprimoramento contínuo dessas iniciativas.
- ItemCartas a Joaquim Ferreira de Britto, em Itaguaçu da Bahia: o sertão baiano revelado pela paleografia (1919–1953)(Universidade do Estado da Bahia, 2024-10-14) Koch, Verlaneyde Maniçoba de Sá; Oliveira, Itamar Freitas de; Bonifácio, Renata Ferreira Costa; Figueiredo, Joabson de Lima; Santos, Fábio Alves dosNesta pesquisa, originária do Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (PPGEAFIN), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), exploramos a paleografia para analisar 13 cartas pessoais datadas de 1919 a 1953 (o corpus da pesquisa), provenientes de Itaguaçu da Bahia, no sertão baiano. O estudo surgiu das seguintes questões: quais são os elementos históricos, sociais e culturais que podem ser revelados através de cartas familiares no sertão baiano, nas primeiras décadas do século XX? Qual a contribuição da escrita epistolar para uma melhor compreensão da vida cotidiana, das relações sociais e das transformações históricas e regionais, das dinâmicas sociais e das práticas culturais na região? O objetivo central é investigar as percepções sobre dinâmicas sociais, práticas culturais e transformações históricas e regionais ocorridas no sertão da Bahia, nas primeiras décadas do século XX, com base no estudo paleográfico e na análise da escrita epistolar endereçada a Joaquim Ferreira de Britto, utilizando uma abordagem contextualizada. A pesquisa também busca compreender a relevância dessas missivas no contexto da história regional e local, da história da comunicação escrita e da preservação do patrimônio cultural. Para conduzir a pesquisa utilizou-se 13 correspondências, fez-se edição semidiplomática delas, bem como utilizou-se de teses, dissertações, artigos e capítulos de livros sobre a temática, além de depoimentos de moradores mais antigos. Os métodos empregados incluíram o levantamento de dados bibliográficos sobre o estudo paleográfico, aspectos da escrita epistolar e pesquisas sobre a região em estudo, ou seja, leituras sobre história regional e local, sertão baiano. A pesquisa se complementa com a História Oral para a realização da biografia do destinatário e dos remetentes. Portanto, este estudo se concentra na escrita epistolar sertaneja, entre 1919 a 1953, para evidenciar características da história e da cultura local por meio da análise e interpretação desses escritos históricos. O estudo paleográfico dessas cartas revela informações valiosas sobre a história social e cultural de Itaguaçu da Bahia, bem como da região em sua totalidade, portanto, uma fonte relevante para compreender a vida cotidiana no sertão baiano da primeira metade século XX.
- ItemDescolonizando o currículo: desafios e perspectivas no ensino de História e Literatura sobre a temática indígena na 3ª série do Ensino Médio à luz da Lei 11.645/2008(Universidade do Estado da Bahia, 2024-08-09) Moitinho, Ana Karina Alecrim; Oliveira, Itamar Freitas de; Santos, Fabrício Lyrio; Guimarães, Francisco Alfredo MoraisO tema desta pesquisa é o ensino da diversidade cultural por meio da história e cultura indígena na Educação Básica, à luz da Lei 11.645, de 10/03/2008, que altera a Lei 9394/1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), inserindo a obrigatoriedade no currículo de ensino da temática história e cultura afro-brasileira e indígena. O problema abordado é a investigação das dificuldades na aplicabilidade da referida Lei no ambiente escolar, de maneira a fomentar planos de aula que tratem da participação dos povos indígenas na formação do país e luta recente por direitos fundamentais, especialmente nos componentes curriculares de História e Literatura, os quais foram tradicionalmente influenciados por uma visão colonizadora e eurocêntrica. A análise está direcionada para o Ensino Médio no município de IrecêBahia. Por meio de entrevistas dos docentes, é possível conhecer como os estereótipos ainda estão presentes ao se falar de indígenas na atualidade, bem como também pode-se perceber os avanços que já foram alcançados na proposta de uma educação antirracista. Ao final, suscita-se ainda um breve histórico da ancestralidade indígena na região de Irecê.
- ItemIyambae – o indomável: “a resistência Guarani nos Sete Povos das Missões nos dias de ontem aos de hoje”(Universidade do Estado da Bahia, 2024-08-09) Silva, Lenine Flamarion Oliveira da; Oliveira, Itamar Freitas de; Rosa, Francis Mary Soares Correia da; Sodré, Maria Dorath Bento; Figueiredo, Joabson LimaO estudo deste trabalho está voltado para identificar a resistência dos Guarani, os quais habitavam e ainda habitam a atual região das missões dos Sete Povos do Rio Grande do Sul, perante as ações: evangelizadora no período colonial imposta pelos jesuítas, e também as “civilizadoras” e integracionistas que vieram sendo implementadas e praticadas desde o Brasil Império aos dias atuais da República. Este povo originário é dono de um modo de ser (Ñandereko) muito peculiar como a organização social, a cosmovisão e a busca constante pelo Yvymarãey (terra sem males). Estes, que se encontravam aldeados nas bandas orientais do continente sul-americano, ao serem inseridos, forçadamente ao processo inicial da empreitada colonizadora, criaram estratégias de resistência, como por exemplo o hibridismo cultural, que foram fundamentais para que ao longo dos mais de 500 anos de investidas da agora “grande serpente do capital” pudessem chegar ao século XXI existindo e resistindo, dignos do termo “os indomáveis” (iyambae). Portanto, o grande objetivo deste estudo desta pesquisa se volta para identificar quais estratégias de resistência que esse povo utilizou para cruzar as ações dos colonizadores e, na sequência, a elite republicana, que possibilitaram chegar ao século XXI, com seu modo de ser ainda muito vivo. Para encontrar as respostas das problemáticas que surgiram, foi feita uma pesquisa de cunho qualitativo a partir de fontes, bibliográficas como livros, teses, dissertações e artigos de revistas, assim como também entrevistas áudio visuais e relatos e experiências de vida. A pesquisa identificou que ante as ações colonizadoras, impostas por seus representantes, a Companhia de Jesus, as quais podemos apontar uma série de medidas como a cooptação dos caciques, a desqualificação dos pajés (Karaí), e as proibições da caça, da concepção de mundo e sobrenatural, assim como da a busca andante da “terra sem males” (Yvymarãey), além do principal, o reducionismo em cidades, onde se deram a educação de cunho evangelizadora às crianças e a submissão ao trabalho nas oficinas e lavouras, os Guarani criaram e colocaram em prática um série de ações de resistência. Revoltas, fugas, suicídios, assassinatos e também o próprio hibridismo cultural (aprender a ler e a escrever no idioma dos colonizadores Ibéricos) se mostraram como grandes estratégias de resistência nessa primeira fase. Esses modos de resistência, foram muito eficazes, permitindo que nos séculos seguintes os Guarani, aperfeiçoassem a resistência, ao constituírem coletivamente com os outros povos originários, um movimento unificado de luta pelo reconhecimento jurídico dos seus direitos. Contudo, as vitórias alcançadas, a fome voraz da “serpente do capital”, que devora a natureza e os corpos daqueles que se põem em seu caminho, continua ativa e insaciável. Mesmo assim, Os Guarani dos pampas gaúcho existem e resistem com seu Ñandereko (modo de ser) nos tempos hodiernos.
- ItemReflexões sobre a natureza identitária dos alunos da comunidade remanescente de escravismo de Lagoa do Zeca: contribuições da história local e da Lei 10.639/03 no período de 2006-2021(Universidade do Estado da Bahia, 2024-11-19) Souza, Érica Simone Rodrigues da Paz; Oliveira, Itamar Freitas de; Damasceno, José Jorge Andrade; Bento, Maria Dorath; Santos Júnior, Julio Bispo dosA pesquisa investiga a influência da Lei 10.639/03 e da história local na autoidentificação dos alunos da Escola José Brito dos Anjos, na comunidade remanescente de escravismo de Lagoa do Zeca, entre 2006 e 2021. Alinhada ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (PPGEAFIN) da UNEB, na linha de pesquisa “Cultura, Educação e Memória”, a investigação tem como problemática central verificar se a valorização da ancestralidade dos alunos está ligada à educação familiar, à representatividade midiática e ao ambiente escolar, especialmente com a aplicação da Lei 10.639/03 na prática pedagógica. Busca-se também investigar a conscientização do legado histórico pelas comunidades remanescentes de escravismo colonial1 . O objetivo geral é identificar as contribuições da Lei 10.639/03 e da história local na valorização da autoidentificação dos discentes da Escola José Brito dos Anjos, no período de 2006 a 2021. A pesquisa justifica-se pela necessidade de valorizar as contribuições dos povos africanos na construção do Brasil, promovendo uma educação inclusiva e plural. A abordagem metodológica adotada foi qualitativa e de caráter representativo, visando compreender a complexidade das interações sociais em contextos semelhantes. Os dados foram coletados por meio de observações, entrevistas, questionários e análise documental. Reconhecendo a subjetividade e generalização nas interpretações, utilizouse a triangulação de dados para mitigar essas limitações e garantir maior fidedignidade ao objeto de pesquisa. Os principais teóricos que fundamentam a pesquisa são Maria Cecília Minayo, Jacques Le Goff e Marc Bloch. A investigação destaca a importância da memória coletiva na construção da identidade cultural e da autoidentificação dos alunos, evidenciando o papel da Lei 10.639/03 na promoção da educação étnico-racial. Espera-se que a pesquisa permita à comunidade compreender como a Lei e a história local influenciam a autoidentificação dos alunos como remanescentes quilombolas, ampliando os conhecimentos sobre a ancestralidade africana e a resistência quilombola na formação da identidade brasileira.