Licenciatura em Teatro - DEDC7
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Navegando Licenciatura em Teatro - DEDC7 por Orientador "Silva, Reginaldo Carvalho da"
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- ItemA Mala Pandora Apresenta: Mugiganga, Uma Esperança!(Universidade do Estado da Bahia, 2023) Rocha, Luana Coelho; Silva, Reginaldo Carvalho daO trabalho reflete o desenvolvimento do processo criativo do espetáculo A mala Pandora apresenta: Mugiganga, uma esperança! Através da análise do Diário de Bordo, busco elucidar como se deu o desenvolvimento e a construção da concepção textual e cênica, que a cada apresentação foi se tornando mais complexa. Essa complexidade é lida como sinônimo de diversidade, e esta, vem a partir do diálogo com a travestilidade, com a negritude, com a palhaçada, com as artes do circo, com o ritual, com a magia, com a dança e com a música. Seu roteiro, todo musicado, traz as vozes de Renata Rosa (2008), Liniker (2019) (2021), Linn da Quebrada (2019), Santina (2018), Urias (2022) e Gloria Groove (2022). Resultando assim na produção e criação de uma personagem Palhaça e Drag Queen Mugiganga, que acompanhada da mala Pandora, apresenta um espetáculo que fala sobre a vivência Travestigenere e Preta em relação ao afeto e aos sonhos, evocando autores como Barbosa (2016), Bolognesi (2003) e Nascimento (2021).
- ItemComicidades negras: palhaçarias negras bonfinenses do século XX(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-01) Silva Filho, Valtenir Ferreira da; Silva, Reginaldo Carvalho da; Dias, Maicon Vinicius Pereira; Silva, Aina Andrade daEste Trabalho de Conclusão de Curso investiga a formação artística de um homem negro oriundo do quilombo urbano Alto da Maravilha, localizado em Senhor do Bonfim, Centro-Norte da Bahia, e analisa como suas vivências familiares, comunitárias e ancestrais influenciaram a construção de sua comicidade negra. A justificativa da pesquisa reside na necessidade de valorizar e registrar trajetórias de artistas negros historicamente apagados, e reforça a importância das referências quilombolas e populares na construção das comicidades negras. A metodologia adotada é qualitativa, incluindo relatos autobiográficos, entrevistas, revisão bibliográfica, observação de processos criativos e pesquisas de campo sobre figuras cômicas negras de Senhor do Bonfim, semiárido baiano, como João Palhaço, Edmar Dias e artisras cômicos do grupo Mutart. O referencial teórico dialoga com autores como Silva (2010; 2024), Moreira (2023), Dias (2024), Pequenino (2024) e Rosa (2023), além de mestres vivos das comicidades negras. Os resultados apontam que a comicidade negra emerge como prática de resistência e memória, mostrando caminhos estéticos que desafiam modelos eurocêntricos de produção artística. Os resultados indicam que reconhecer essas experiências contribui para ampliar o debate sobre representatividade, ancestralidade e diversidade nas artes cênicas contemporâneas.
- ItemEnsino de arte no quilombo: relato de experiência de um estágio em espaços não formais de educação(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-12) D'Avila, Samuel Marinho; Silva, Reginaldo Carvalho da; Faria, Karina Andrea da Silva; Dias, Maicon Vinicius PereiraA experiência com o estágio “Quilombandando” realizado no Alto da Maravilha, considerado um quilombo urbano da cidade de Senhor do Bonfim-BA, constituiu-se em um processo de profunda transformação e autoafirmação. Como homem negro e candomblecista, minha trajetória na educação, quando criança, foi eurocentrada, o que me causava medo em relação à religião e à cultura negra. Estudar em um curso de Licenciatura em Teatro auxiliou na decolonização do meu pensamento. Com a ajuda de professores, pude, neste trabalho, encontrar caminhos que me levaram às questões étnico-raciais, validando potências negrorreferenciadas (Soares, 2022; Ferreira, 2021). Escolher um terreiro de Candomblé e uma Associação comunitária como espaços não formais para o estágio foi a materialização dessa certeza. Através da contação de mitos dos Orixás (Prandi, 2001, com referência em Verger, [s.d.]), oficinas de atabaque, confecção de fantoches e oferta de comidas ancestrais, pude proporcionar uma vivência lúdica e sensorial para as crianças da comunidade quilombola. Com o apoio de lideranças locais, a importância desse projeto tornou possível o desvio das crianças dos perigos da rua, por meio da simples utilização de ferramentas lúdicas no combate à marginalidade. Portanto, este estágio se tornou mais que uma obrigação acadêmica; foi uma forma de acolhimento e resistência cultural que uniu as crianças ao pertencimento. Isso foi alcançado através de uma prática pedagógica que utilizou saberes ancestrais para construir um futuro melhor, trabalhando com fantoches no Teatro de Formas Animadas (Araújo, 2023; Amaral, 2007), musicalidade e a culinária.