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Navegando Pós-Graduação por Orientador "Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno"
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- ItemCaminhos para o letramento literário: a tessitura do Projeto Institucional de Leitura em Pindobaçu-BA(2017-10-05) Muricy, Alba Vanúsia Nascimento; Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno; Rios, Márcia; Besnosik, Maria Helena da RochaO presente trabalho constitui-se em estudo acerca do letramento literário, desenvolvido no âmbito do Projeto Chapada, a partir de práticas, realizadas no Projeto Institucional de Leitura (PIL). Este apresenta como eixo o fomento ao letramento literário e se constitui de ações leitoras diversas, desenvolvidas no ensino fundamental da rede municipal de Pindobaçu - BA. Essa pesquisa objetiva investigar como práticas de leitura, a exemplo da “Poesia na Calçada” e do “Intervalo com Rubem Alves”, dentre várias outras, contribuem para letramento literário, tecem uma rede escolar leitora e provocam o despertar do interesse pela leitura entre diferentes leitores, a saber: alunos, professores, familiares, comunidade não escolar. Nesta investigação, defende-se que as práticas de letramento literário se inserem no campo da democratização do conhecimento, sobretudo, o artístico e, precisam comprometer-se com aqueles que foram historicamente marginalizados por uma tradição de leitura elitista e excludente. Para isso, embasa-se nas discussões da Sociologia da Leitura a partir da compreensão desta como prática cultural, social e histórica Chantal Horellou-Lafarge, Monique Segré (2010) e Roger Chartier (2011), nas contribuições de Antônio Cândido (2012) para quem a literatura tem um papel humanizador, configurando-se em direito básico do ser humano, nas reflexões sobre letramento literário abordadas por Rildo Cosson (2012). Caracteriza-se por uma abordagem qualitativa, a partir da pesquisa bibliográfica e de seu cunho descritivo e de análise documental. Entende-se que percursos investigativos como estes podem auxiliar para o alargamento da discussão em torno da promoção da leitura e do fomento de tais práticas além de propiciar elaborações reflexivas que se consolidem em letramentos outros. Pois, embora a temática da leitura tenha conquistado lugar nas discussões pedagógicas, os espaços formativos e o contexto escolar encontram-se ainda muito distanciados de práticas efetivas e consolidadas.
- ItemContos de fadas proscritos: dialogando com o silêncio(2019-03-28) Araújo, Michelle Cristine Garrido de; Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno; Santos, Luciene Souza; Amaral,SayonaraEste trabalho, Contos Proscritos: Dialogando com o silêncio, resulta dabuscapelacompreensão à ausência/esquecimento de contos, em contraste comaabundânciade versões e atualizações de outros, a partir da leitura da compilaçãodosirmãosGrimm, da editora Cosac Naify do ano de 2012. A fim de compreender asrazõesdas proscrições de tantos contos, iniciou-se uma busca através dos contosdosirmãos Grimm, com respaldo teórico para elucidá-las. Chamou-sedecontosproscritos e foram escolhidos para o trabalho aqueles que não ganharamnovasroupagens e/ou não se fizeram conhecidos ao passar dos séculos, sendo, portanto,recolhidos e esquecidos. O objetivo deste trabalho foi compreender os motivospelosquais estes contos não foram adaptados. O percurso metodológico emqueessapesquisa foi pautada é de natureza qualitativa e descritiva, baseada empesquisabibliográfica e análise dos textos literários, especialmente dos contos proscritosdacompilação dos Irmãos Grimm. Para compor a fundamentação teórica desteestudo,foram pesquisados e analisados elementos das suas histórias paraquefossepossível seguir a trilha dos caminhos desses contos. Para compreender ohumanoatravés destes, foram estudados: Coelho (2003), na morfologia dos contos, queutiliza-se da sua função uniforme como modo para encontrar umaexplicaçãohistórica para a sua razão e similitude com Vladmir Propp (2010); oestudodahistória pelo viés do não escrito, do não óbvio, do opaco e estranho, examinandoassurpresas dos textos com Robert Darnton (2011); o caminho da literaturainfantil noBrasil e as mudanças na concepção de infância nas obras de Zilberman(2003); acompreensão sobre os clássicos por Calvino (1993); contribuições daPsicanálisenas leituras dos contos de fadas com Bruno Bettelheim (2016); por fim, estudossobre o tabu e as proibições sociais em Freud (1996) e O mal-estar nacivilização,também em Freud (1996). Foi observado que, dentre os cento e cinquenta e seis contos da compilação, apenas doze tornaram-se clássicos. Paraanalisarecompreender essa proscrição, foi criada uma categoria para os contos que foi chamada de “contos proscritos: perigos sociais”. Apesar de compreender que existem outros possíveis motivos para as proscrições, esse trazreflexõespertinentes a esse trabalho.
- ItemEntre o aneu logon e o princípio de nkali: vozes negras que insurgem no PNLD literário(Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-28) Santos, Betty Bastos Lopes; Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno; Souza, Ana Lúcia Silva; Nascimento, Daniela Galdino; Debus, Eliane Santana Dias; Santos, Oton Magno Santana dosMesmo após duas décadas da aprovação da Lei 10639/03, ação reparatória que garantiu a obrigatoriedade do ensino da História e da Cultura africana e afro-brasileira nos currículos escolares, é notório que o racismo ainda segue atuante, inclusive no campo literário. Paralelamente, percebe-se que muitas lutas têm sido travadas no sentido de garantir espaços igualitários para a expressão de vozes silenciadas pelo aneu logon e marginalizadas pelo princípio de nkali, agentes de efetivação do epistemicídio, dispositivo de poder que tenta apagar as narrativas criadas pelos povos negros, por contrariarem padrões estéticos dominantes instituídos pela cultura branca, europeia, negando-lhes o direito de existir, tanto na sociedade quanto no campo literário. Considerando que a Lei 10639/03 indica a literatura como uma área especial para o desenvolvimento de ações que visem a sua implementação, esta Tese se desenvolveu com objetivo geral de investigar como o PNLD literário tem se alinhado ao processo de implementação da Lei 10639/03 e para o combate ao racismo, por meio da seleção e distribuição de obras literárias que abastecem os acervos das redes públicas educacionais brasileiras. Nesse propósito, esta Tese se sustentou, principalmente, nas discussões de Sueli Carneiro (2023) sobre os efeitos do epistemicídio como um dispositivo de poder fundado na racialidade, além das investigações da pesquisadora Regina Dalcastagnè (2012), ao denunciar a hegemonia branca que imperou no campo literário brasileiro, fornecendo bases para avaliarmos os níveis dessa hegemonia no recorte do PNLD literário. Além dessas autoras, recorremos a Nilma Lino Gomes (2020), ao sugerir a descolonização dos currículos escolares, incluindo a literatura, que ainda mantém raízes eurocêntricas na sua constituição. As discussões de Duarte (2011) na definição da literatura por ele denominada como afro-brasileira, as concepções acerca da literatura negro brasileira, a partir de Cuti (2010), e da “escrevivência” de Evaristo (2009) foram importantes para definirmos as classificações Literatura de Temática e Autoria Negra Brasileira (LTANB) e Literatura de Temática Negra Brasileira (LTNB) diferenciadas pela voz que enuncia o discurso (negra ou não negra), a partir do lugar socioideológico que cada autor ocupa na sociedade. Trata-se de uma Pesquisa Básica de abordagem Qualitativa. Quanto à natureza das fontes utilizadas classificou-se como Bibliográfica e Documental e a análise incidiu diretamente sobre o corpus constituído pelo recorte de obras que trataram da temática negra, nas edições inaugurais do PNLD literário (2018 e 2020). Diante da análise, constatou-se que o número de obras que abordaram a temática negra, neste recorte, oitenta e duas obras num universo de novecentas e vinte e seis, nas duas edições, ainda reflete um percentual bastante pequeno diante do quantitativo de obras aprovadas nas duas primeiras edições do Programa. Contudo, apesar da supremacia na quantidade de obras de autores não negros, visualizamos qualidade na apresentação dos temas nas obras desses autores, classificadas como LTNB, fugindo de caracterizações e representações estereotipadas, com exceção de três obras. Quanto ao quantitativo de obras de autores negros, classificadas como LTANB, embora ainda em número reduzido, expressam o compromisso identitário de vozes negras engajadas na luta contra o racismo, cujas narrativas reforçam o respeito às tradições ancestrais, refletem os valores civilizatórios afro-brasileiros e expressam os fundamentos da cosmovisão africana.
- Item“Oi, sim, sim, sim! Oi, não, não, não:” mercado editorial e circulação da literatura de Fábio Mandingo(Universidade do Estado da Bahia, 2025-06-10) Hurst, Bárbara Cristina Morais Pinto; Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno; Oliveira , Sayonara Amaral de; Queiroz, Milena Britto deA presente dissertação mira a cena artística preta, destacando a literatura negra de contextos periféricos como foco desta pesquisa. Tem como objetivo ampliar a discussão sobre a literatura contemporânea e se propõe a observar os problemas enfrentados pela produção, divulgação e comercialização livreira no Brasil, assim como agem às editoras e livrarias periféricas no mercado editorial, trazendo para o centro da discussão o autor Fábio Mandingo, como escritor, que rasura o sistema literário e busca estratégias para publicação e circulação de seus livros. Dessa forma, inicialmente, delineou-se um panorama sobre a literatura contemporânea e acerca do mercado editorial, destacando-se a presença dos escritores da margem que estão cada vez mais atuantes no campo literário. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa de cunho exploratório e interpretativo, uma vez que se utilizaram os registros disponíveis decorrentes de pesquisas anteriores e documentos, além dos livros de Fábio Mandingo. Fez-se um estudo de caso a fim de permitir o aprofundamento a respeito do objeto da pesquisa. A pesquisa reúne um constructo de publicações acadêmicas sobre o mercado editorial e a respeito da literatura contemporânea, bem como entrevistas com o escritor Fábio Mandingo e o editor Marciano Ventura. Nesse sentido, o aporte teórico se organizou a partir das discussões sobre o termo contemporâneo trazidos por Silva (2019), Agambem (2009), Schollhammer (2009) e Resende (2008). Outra discussão norteadora da pesquisa sobre vozes marginalizadas foi trazida por Dalcastagnè (2012) e Reys Arias (2011) que trata sobre a produção literária existente na periferia e mercado editorial negro periférico. Patrocínio (2013) que aborda como a cena literária se apresenta na contemporaneidade. As análises desenvolvidas nessa escrita demonstram que o campo editorial brasileiro ainda é limitado, já que várias vozes deixam de ser evidenciadas e autores como Fábio Mandingo tem um papel importante na contemporaneidade por fazer protagonizar em sua obra sujeitos marginalizados e por apontar modos outros, para além da tradição, de produção literária.
- ItemOs olhos de dentro sobre as infâncias e identidades negras em Leite do Peito, de Geni Guimarães(Universidade do Estado da Bahia, 2023-05-15) Santos, Helena Vitória Nascimento dos; Gonçalves, Luciana Sacramento Moreno; Santiago, Ana Rita; Souza, Marcos Aurélio dos SantosA presente dissertação, de viés bibliográfico, visa analisar no livro Leite do Peito: Contos (2001), de Geni Guimarães, como pela ótica da infância são construídas as identidades negras apresentadas nos contos memorialísticos e ficcionalizados do mencionado livro. O intuito do estudo é problematizar, como modo curativo para o trauma com o racismo, o processo de emudecimento da escrita de mulheres negras, historicamente silenciadas pela teoria e crítica literárias brasileiras e ressaltar a produção deste segmento com foco na escrita autoral de Geni Guimarães, na tessitura do livro Leite do Peito: Contos (2001). Para tanto, objetiva-se investigar a trajetória do apagamento do personagem negro no romance brasileiro até o solo fértil da tradição negro-feminina, em especial, a produção de Maria Firmina dos Reis, Carolina de Jesus e Geni Guimarães; identificar na voz autoral geniniana, o entrelaçamento-roda entre negritude, memórias, identidades e cosmovisão africana, presentes nas escritas em prosa e poesia e o processo de enegrecimento e militância literária presentes nos escritos de Geni; relacionar a construção das identidades a comunhão familiar a partir das categorias: maternidade, paternidade e fraternidade no contexto do livro Leite do Peito e, por fim, analisar, dentro do simbolismo da árvore sagrada, a construção identitária que constitui a menina negra em seu processo de amadurecer e resplandecer. Elabora-se neste estudo, a memória como elemento essencial de construção de signos e desconstrução de discursos opressores, ressaltando-se o teor ficcional das tessituras do livro: Leite do Peito: Contos (2001), ao trazer a ótica da infância negra como norteador das vivências, amores, dores, saberes, culturas, fé e narrativas de todo uma comunidade negra no pós-abolição a partir da força vocal oriunda da personagem-narradora, ao evocar demandas políticas, socioculturais e históricas de sociedades marginalizadas e invisibilizadas na historiografia brasileira, combatendo estereótipos e destacando as experiências do Outro, representado pela coletividade descendente de africanos em uma escrita feminina negro-brasileira, identitária e centralizada na figura da menina negra.