Entre voz e corpo: a construção de si de Gal Costa no contexto da tropicália.
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Resumo
Este trabalho analisa como Gal Costa construiu sua identidade artística no contexto da Tropicália e de que maneira essa trajetória se transformou em uma forma de resistência simbólica durante a ditadura militar brasileira. A pesquisa discute o ambiente cultural das décadas de 1960 e 1970, marcado pela censura, pela repressão e também pela efervescência de novas expressões estéticas influenciadas pela contracultura. A partir da análise de discos, capas, performances e depoimentos da artista e de outros tropicalistas, busco compreender como a voz e o corpo de Gal se tornaram ferramentas de enfrentamento às normas de gênero, à moral conservadora e às limitações impostas pelo regime. A investigação dialoga com autores que discutem cultura, política e performance, como Marcos Napolitano, Celso Favaretto, Stuart Hall e Judith Butler. Os resultados mostram que Gal Costa não apenas marcou a Tropicália com sua potência vocal, mas também transformou sua presença de palco em um ato político, utilizando a arte como espaço de liberdade, ousadia e reinvenção de si em um período de forte autoritarismo.