A trajetória de João Dantas: a vila de Itapicuru no processo de independência do Brasil em duas províncias, Sergipe e Bahia (1816-1827).
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Resumo
Esta dissertação ocupa-se do processo de Independência política do Brasil, com foco em Sergipe e na Bahia, destacando suas contradições e tensões individuais e coletivas. Trata da trajetória do proprietário de terra, capitão-mor e deputado João Dantas dos Reis Portátil (1773-1832), que passou a se chamar João Dantas dos Imperiais Itapicuru. A partir dos anos de exercício da vida pública de João Dantas, aborda aspectos de natureza familiar, das relações que estabeleceu na vila de Itapicuru, onde nasceu e viveu, e da rede de sociabilidade que teceu durante o período da guerra nas províncias sergipana e baiana. A vila de Itapicuru e o Engenho Camuciatá constituem elementos fundamentais desta abordagem, cujo objetivo central é resgatar as ações orquestradas por João Dantas a partir da região Agreste da Bahia, localidade distante do Recôncavo baiano e próxima à província de Sergipe. Investiga a atuação de um indivíduo de família abastada que enxergou na guerra uma oportunidade de ascensão social e política. Além da bibliografia específica, suplementada por obras memorialísticas, a análise apoia-se em documentos da Biblioteca Nacional (BN), do Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) e do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGS), onde foram utilizadas cartas, ofícios, atestações e recibos trocados com as principais lideranças do lado “independentista” da guerra.