Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado Acadêmico) em História (PósHistória)

O Programa de Pós-Graduação em História (https://www.poshistoria.uneb.br/) foi aprovado pela Resolução Nº 1.062/2014 (Diário Oficial do Estado de 05/08/2014, p. 19) do Conselho Universitário da Universidade do Estado da Bahia (CONSU-UNEB), e recomendado pelo Conselho Técnico Científico da Educação Superior (CTC-ES) da CAPES em 26 de março de 2015. Ainda em 2015 foi feito o primeiro processo seletivo para o curso de mestrado acadêmico em História. O início efetivo das atividades do PPGH ocorreu no dia 15 de fevereiro de 2016. Desde então, já tivemos o ingresso de 10 (dez) turmas de mestrado até 2025.

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    “A Inglaterra não é tão diferente da Escócia”: a oposição complementar na construção da imagem de Maria Stuart e Elizabeth I em Duas Rainhas (2018)"
    (Universidade do Estado da Bahia, 2026-03-31) Rocha, Marlei Saron Alves da Cruz; Melo, Izabel de Fátima Cruz; Mager, Juliana Muylaert; Batista, Ricardo dos Santos
    Este trabalho realiza uma análise fílmica das representações das personagens históricas Maria Stuart e Elizabeth I no drama histórico anglo-americano Duas Rainhas (2018), dirigido por Josie Rourke. Para tanto, mobiliza-se um referencial teórico que articula a História das Mulheres, os estudos de gênero e a teoria feminista do cinema em diálogo com as relações entre História e Cinema, especialmente a partir da História Cultural, da História Pública e dos Usos do Passado. Com base na análise da produção cinematográfica, em diálogo com outras fontes para além das fílmicas, busca-se compreender a elaboração visual das imagens das rainhas, considerando, sobretudo, as caracterizações de suas intérpretes, Saoirse Ronan e Margot Robbie. Procura-se identificar, ainda, o argumento histórico específico elaborado em torno da rede temática da beleza.
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    A trajetória de João Dantas: a vila de Itapicuru no processo de independência do Brasil em duas províncias, Sergipe e Bahia (1816-1827).
    (Universidade do Estado da Bahia, 2026-04-15) Dantas, Thiago Pinto; Silva, Paulo Santos; Silva, Paulo Santos; Andrade, Celeste Maria Pacheco de; Guerra Filho, Sérgio Armando Diniz
    Esta dissertação ocupa-se do processo de Independência política do Brasil, com foco em Sergipe e na Bahia, destacando suas contradições e tensões individuais e coletivas. Trata da trajetória do proprietário de terra, capitão-mor e deputado João Dantas dos Reis Portátil (1773-1832), que passou a se chamar João Dantas dos Imperiais Itapicuru. A partir dos anos de exercício da vida pública de João Dantas, aborda aspectos de natureza familiar, das relações que estabeleceu na vila de Itapicuru, onde nasceu e viveu, e da rede de sociabilidade que teceu durante o período da guerra nas províncias sergipana e baiana. A vila de Itapicuru e o Engenho Camuciatá constituem elementos fundamentais desta abordagem, cujo objetivo central é resgatar as ações orquestradas por João Dantas a partir da região Agreste da Bahia, localidade distante do Recôncavo baiano e próxima à província de Sergipe. Investiga a atuação de um indivíduo de família abastada que enxergou na guerra uma oportunidade de ascensão social e política. Além da bibliografia específica, suplementada por obras memorialísticas, a análise apoia-se em documentos da Biblioteca Nacional (BN), do Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) e do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGS), onde foram utilizadas cartas, ofícios, atestações e recibos trocados com as principais lideranças do lado “independentista” da guerra.
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    “Um novo horizonte profissional de atividade feminina”: a atuação das visitadoras nos serviços de saúde durante a reforma sanitária pernambucana (1922- 1930)
    (Universidade do Estado da Bahia, 2026-02-09) Batista, Ivan Guilherme Dias da Silva; Batista, Ricardo dos Santos; Melo, Izabel de Fátima Cruz; Ferreira, Luiz Otávio
    Este trabalho analisa a atuação das visitadoras sanitárias nos serviços de saúde de Pernambuco entre os anos de 1922 e 1930, atendo-se às políticas e instituições públicas e privadas destinadas a assistência materno-infantil. O trabalho investigou os processos políticos e sociais em torno da reforma sanitária empreendida durante o governo de Sérgio Lins Teixeira de Barros Loreto, que reformou serviços de saúde e higiene já existentes no estado e criou um serviço de visitadoras para atuar no combate às doenças e na higiene infantil. Além disso, buscou-se aqui compreender as reformas no campo educacional realizadas durante a gestão de Estácio de Albuquerque Coimbra, que inseriu o trabalho das monitoras sanitárias no interior das instituições de ensino por meio da criação de uma escola profissional. Como aporte teórico, este estudo se utilizou das reflexões de Robert Castel e Walter Fraga Filho para investigar o processo de transição das práticas caritativas para a filantropia, a atuação do Estado na promoção de políticas de assistência no Brasil, em especial para as mães e crianças, e a inserção de mulheres no quadro de funcionárias da saúde. Como metodologia para o trabalho documental, foi utilizada a obra de Jacques Le Goff e suas reflexões sobre documento/monumento. Nesse sentido, utilizou-se, também, uma gama ampla de fontes, como a Revista de Pernambuco, Cruzada Sanitária, Mensagens dos Governadores, documentos situados no Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (APEJE) como regulamentos da escola normal, programa da Escola de Educação Sanitária, Relatório da Higiene Escolar, regulamentos das reformas na instrução e nas modalidades de ensino, além de jornais como o Diário de Pernambuco, o Jornal do Comércio e o Jornal Pequeno. Ao findar da investigação, constatou-se a inserção de normalistas, visitadoras, dentistas, farmacêuticas e educadoras nos serviços de higiene do estado, propagando a educação sanitária entre famílias e instituições, acompanhando o desenvolvimento gestacional e infantil, além de interceder pelo futuro dos pernambucanos através da sua atuação profissional.
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    Olney São Paulo e as pelejas do cinema brasileiro (1964-1978)
    (Universidade do Estado da Bahia, 2021-11-22) Santos Filho, Roberto Luís Bonfim dos; Silva, Paulo Santos; Oliveira, Laura de; Silva, Maria do Socorro
    Esta dissertação investiga a filmografia do cineasta baiano Olney Alberto São Paulo (1936-1978), produzida entre os anos 1964 e 1978. Analisa através não só dos seus filmes mas da prática cinematográfica, que contempla todo o processo de realização, circulação e recepção da obra, como sua filmografia está pautada pelos caminhos e problemas enfrentados pela cinematografia nacional durante os anos 1960 e 1970. Dessa forma, a obra de Olney São Paulo apresenta-se na condição de interlocutora de parte da História do cinema brasileiro e das questões relativas ao cenário político e social do período. Por conta do volume de produções do cineasta, esta temporalidade será contemplada a partir de cinco filmes: os longas-metragens, O grito da Terra (1964) e O forte (1974), o média-metragem Manhã Cinzenta (1969), e os curtas-metragens Como nasce uma cidade (1973) e Sinais de chuva (1976). Em conjunto, esses filmes informam sobre o período em que o cinema e as artes são diretamente influenciados pelo contexto de intensas transformações e adversidades. O problema apresentado sugere que Olney São Paulo constrói um corpus documental que permite releituras e críticas da sociedade brasileira durante esses anos.
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    Justiça Militar Brasileira na Guerra do Paraguai (1865-1870): organização e estrutura a partir de processos-crime
    (Universidade Estado da Bahia, 2024-03-25) Jesus, William de Matos; Andrade, Celeste Maria Pacheco de; Rodrigues, Marcelo Santos; Silva, Paulo Santos
    Esta dissertação trata da estrutura e da organização da Justiça Militar Brasileira no período da Guerra do Paraguai (1864-1870) para compreender a atuação dessa Justiça. O interesse pelo tema nasceu da localização de uma documentação referente a processos-crime da justiça militar quando da realização da pesquisa do trabalho de conclusão de curso da graduação. Nesse sentido, a dissertação constata a carência de produções historiográficas a respeito do tema, o que serviu de motivação para desenvolvimento da pesquisa. Para isso faz-se uma análise histórica baseada em documentos oficiais, processos judiciais a partir de alguns tipos de crime, legislação, jornais e bibliografia especializada. Além da introdução, a dissertação está organizada em três capítulos: o primeiro, intitulado Trajetória da Justiça Militar no Brasil: do período colonial à Guerra do Paraguai, analisa a trajetória da Justiça Militar no Brasil, do período colonial à Guerra do Paraguai, examinando as legislações que ao longo dos séculos foram moldando a organização da justiça. O segundo, O Exército Imperial: recrutamento e conflitos avalia a situação do Exército Imperial do Brasil antes e durante a Guerra do Paraguai, destacando a organização, composição e recrutamento, com ênfase na diversidade, o que incluía pessoas negras da Província da Bahia, o que desencadeou um conjunto de críticas à instituição, o que reforçava o desprestígio das forças militares. São consideradas as tensões raciais, preconceitos, narrativas e estereótipos da época. Também são investigadas as condições precárias nos acampamentos, o que contribuía para um ambiente propenso a crimes e desordens. Por último, o terceiro capítulo Crimes militares: atuação da Justiça Militar a partir de tipos e sentenças, analisa os processos-crime durante a Guerra do Paraguai para compreender como a Justiça Militar Brasileira se posicionava em relação a crimes cometidos por militares do Exército Brasileiro conforme classificados pelo Código de Lippe (1763). Para compreender a dinâmica dos processos judiciais optou-se pelos crimes de deserção, ferimentos, desobediência, insubordinação e assassinato, no sentido de investigar as motivações por trás das infrações e as consequências dessas violações e como a Justiça Militar julgou cada caso. Dessa forma, o capítulo evidencia o microcosmo militar e a forma como as transgressões à hierarquia, às regras, aos rituais e às disciplinas eram punidas. O estudo conclui que a Justiça Militar no Brasil manteve características fundamentais de sua herança portuguesa até o século XIX, desempenhando um papel crucial na estrutura de poder e na manutenção da ordem militar. Durante o conflito, a Justiça Militar atuou de maneira mais branda em certos casos, evitando aplicar as penas draconianas previstas no Código de Lippe.