Utilização de plantas medicinais e fitoterápicos em gestantes de alto risco: um estudo descritivo exploratório
| dc.contributor.advisor | Carneiro, Valdirene Leão | |
| dc.contributor.author | Neiva, Thainná Brito | |
| dc.contributor.referee | Guedes, Alessandra da Silva | |
| dc.contributor.referee | Costa, Emile Ivana Fernandes Santos | |
| dc.date.accessioned | 2026-01-22T13:26:33Z | |
| dc.date.available | 2026-01-22T13:26:33Z | |
| dc.date.issued | 2025-12-15 | |
| dc.description.abstract | Introdução: O presente estudo investiga o perfil de uso de plantas medicinais e fitoterápicos por gestantes de alto risco atendidas em uma maternidade pública de Salvador, Bahia. A pesquisa é motivada pela elevada prevalência de gestações de alto risco e pelo uso frequente de plantas e chás por gestantes que, muitas vezes, consideram essas práticas naturais e, portanto, seguras, apesar da escassez de evidências científicas que sustentem tal percepção. Essa realidade levanta preocupações importantes sobre possíveis interações medicamentosas, efeitos adversos e riscos materno-fetais, incluindo toxicidade e teratogênese. Objetivo: identificar as espécies vegetais utilizadas, compreender as motivações para seu uso e discutir potenciais eventos adversos e possíveis interações medicamentosas associadas. Metodologia: Foi realizado um estudo descritivo-exploratório, desenvolvido a partir de um questionário eletrônico autoaplicado em gestantes de alto risco da maternidade Tsylla Balbino. A análise lexical do corpus textual das respostas abertas foi realizada com o software IRaMuTeQ (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires). Resultados e Discussão: Foi observado com maior frequência a utilização de algumas espécies como camomila (Matricaria chamomilla), erva-doce (Pimpinella anisum) e capim-santo (Cymbopogon citratus), outras espécies também foram usadas como Ginkgo biloba, sene (Senna alexandrina), sabugueiro (Sambucus nigra), erva santa (Maytenus ilicifolia), gengibre (Zingiber officinale), entre outros, foram utilizadas majoritariamente para o alívio de queixas como ansiedade, gases, insônia e sintomas gripais,. A análise lexical realizada pelo software IRaMuTeQ reforçou esses achados, evidenciando a alta frequência de termos como “chá”, “folhas”, “plantas”, “infusão”, “sono”, “azia” e “ansiedade”. Tal padrão confirma o uso predominante de chás e outras preparações fitoterápicas como estratégia terapêutica para o manejo de desconfortos gestacionais. Observou-se que grande parte das plantas relatadas possuem na composição metabólitos como flavonoides e terpenos, alguns dos quais são descritos na literatura como potencialmente associados a teratogenicidade, embriotoxicidade e efeitos abortivos quando utilizados em altas doses ou uso prolongado. Conclusão: O uso de fitoterápicos é uma prática amplamente difundida entre gestantes de alto risco na população estudada. A presença de compostos com toxicidade reprodutiva em várias espécies utilizadas reforça a necessidade urgente de ações educativas e da integração de orientações fitoterápicas baseadas em evidências no acompanhamento pré-natal. A capacitação dos profissionais de saúde para o aconselhamento qualificado e o monitoramento ativo do uso de fitoterápicos emergem como medidas essenciais para promover a saúde materno-fetal e conciliar saberes populares com o manejo clínico baseado em evidências, garantindo uma assistência pré-natal integral. | |
| dc.description.abstract2 | Introduction: This study investigates the profile of medicinal plant and herbal medicine use among high-risk pregnant women receiving care at a public maternity hospital in Salvador, Bahia, Brazil. The research is motivated by the high prevalence of high-risk pregnancies and the frequent use of plants and herbal teas by pregnant women who often regard these practices as natural and therefore safe, despite the scarcity of scientific evidence supporting such perception. This scenario raises important concerns regarding potential drug interactions, adverse effects, and maternal–fetal risks, including toxicity and teratogenicity. Objective: To identify the plant species used, understand the motivations underlying their use, and discuss potential adverse events and possible drug interactions associated with them. Methodology: A descriptive-exploratory study was conducted using a self-administered electronic questionnaire applied to high-risk pregnant women at the Tsylla Balbino Maternity Hospital. Lexical analysis of the textual corpus from open-ended responses was performed using the IRaMuTeQ software (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires). Results and Discussion: More frequent use was observed for species such as chamomile (Matricaria chamomilla), fennel (Pimpinella anisum), and lemongrass (Cymbopogon citratus). Other species were also reported, including Ginkgo biloba, senna (Senna alexandrina), elderberry (Sambucus nigra), espinheira-santa (Maytenus ilicifolia), ginger (Zingiber officinale), among others. These were used mainly for the relief of complaints such as anxiety, gas, insomnia, and flu-like symptoms. The lexical analysis performed using IRaMuTeQ supported these findings, demonstrating a high frequency of terms such as “tea,” “leaves,” “plants,” “infusion,” “sleep,” “heartburn,” and “anxiety.” This pattern confirms the predominant use of teas and other herbal preparations as therapeutic strategies for managing gestational discomforts. It was also observed that many of the reported plants contain metabolites such as flavonoids and terpenes, some of which are described in the literature as potentially associated with teratogenicity, embryotoxicity, and abortifacient effects when used at high doses or for prolonged periods. Conclusion: The use of herbal medicines is a widespread practice among high-risk pregnant women in the population studied. The presence of compounds with reproductive toxicity in several of the species used highlights the urgent need for educational interventions and the integration of evidence-based herbal guidance into prenatal care. Training health professionals to provide qualified counseling and actively monitor herbal medicine use emerges as an essential measure to promote maternal–fetal health and reconcile traditional knowledge with evidence-based clinical management, thereby ensuring comprehensive prenatal care. | |
| dc.format.mimetype | application/pdf | |
| dc.identifier.citation | NEIVA, Thainná Brito. Utilização de plantas medicinais e fitoterápicos em gestantes de alto risco: um estudo descritivo exploratório. Orientadora: Valdirene Leão Carneiro; Coorientador: Iago Prina Rocha. 2025. 50f. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Farmácia) – Departamento de Ciências da Vida, Campus I, Universidade do Estado da Bahia, Salvador - BA, 2025. | |
| dc.identifier.uri | https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/10524 | |
| dc.identifier2.Lattes | http://lattes.cnpq.br/7419568679044143 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade do Estado da Bahia | |
| dc.publisher.program | Colegiado de Farmácia | |
| dc.rights | info:eu-repo/semantics/openAccess | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.rights2 | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.subject.keywords | Gestação de alto risco | |
| dc.subject.keywords | Plantas medicinais | |
| dc.subject.keywords | fitoterápicos | |
| dc.subject.keywords | chás | |
| dc.subject.keywords | eventos adversos | |
| dc.title | Utilização de plantas medicinais e fitoterápicos em gestantes de alto risco: um estudo descritivo exploratório | |
| dc.title.alternative | Use of medicinal plants and herbal medicines in high-risk pregnant women: an exploratory descriptive study | |
| dc.type | info:eu-repo/semantics/bachelorThesis |
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