Metodologias ativas e formação do pensamento crítico: caminhos para uma educação transformadora no ensino fundamental I
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Resumo
Este trabalho investiga como o desenvolvimento do pensamento crítico pode ser articulado coerentemente com o desenvolvimento cognitivo infantil, as propostas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as metodologias ativas no ensino fundamental, com especial atenção à faixa etária de seis a onze anos. Compreendendo o pensamento crítico não como mera capacidade cognitiva, mas como competência multidimensional que envolve questionamento, análise reflexiva, compreensão de relações de poder e capacidade de intervir ativamente na realidade, este trabalho articula os fundamentos teóricos de Jean Piaget sobre o desenvolvimento cognitivo, os conceitos de globalização de Milton Santos, a pedagogia de Paulo Freire, modernidade através de Costa e Ianni e as dez competências gerais da BNCC. A pesquisa adota uma metodologia qualitativa de caráter bibliográfico, fundamentada na análise crítica de produções teóricas e normativas sobre educação contemporânea, com o objetivo de compreender de que forma o desenvolvimento cognitivo, as competências curriculares e as metodologias ativas podem se integrar para formar sujeitos críticos e autônomos. O trabalho está organizado em três capítulos: o primeiro caracteriza a educação dentro do contexto contemporâneo e globalizado, tratando do uso das tecnologias, a influência da globalização no contexto escolar e o processo histórico de transição da primeira modernidade para a segunda modernidade; o segundo explora o desenvolvimento cognitivo entre seis e onze anos, demonstrando que nessa fase emergem as capacidades necessárias para pensamento crítico genuíno — operações concretas, reversibilidade, descentração do egocentrismo e compreensão de perspectivas múltiplas e mapeia como essas características desenvolvimentais se conectam às competências da BNCC através de indicadores específicos de pensamento crítico; o terceiro propõe as metodologias ativas, especialmente a aprendizagem baseada em problemas, como caminho pedagógico para cultivar pensamento crítico desde os anos iniciais do ensino fundamental. Conclui-se que o desenvolvimento do pensamento crítico no ensino fundamental exige uma metodologia que reconheça o educando como sujeito investigativo, que estimule questionar genuíno, que promova investigação temática enraizada na realidade vivida, e que convide à reflexão sobre estruturas de poder e possibilidades de transformação. Somente através de metodologias ativas intencionalmente críticas é possível formar educandos capazes de ler o mundo criticamente e transformá-lo.