Racismo linguístico nas comunidades de remanescentes quilombolas Sapé e Vereda dos Cais - Caetité-BA

dc.contributor.advisorMorais, Edmilson de Sena
dc.contributor.authorPinheiro Filho, Benedito Almeida
dc.contributor.authorViana, Rita de Cássia da Silva Santos
dc.contributor.refereeRamos, Ricardo Tupiniquim
dc.contributor.refereeMiguel, Antonieta
dc.date.accessioned2025-12-08T00:23:58Z
dc.date.available2025-12-08T00:23:58Z
dc.date.issued2013-01-09
dc.description.abstractÀ medida que o mundo progride os homens ampliam sua competência linguística, tanto em contato com o outro, como através de sua cultura e vivências sócio históricas. Ainda assim, socialmente, as manifestações linguísticas devido à sua diversidade são aceitas ou rejeitadas de acordo com a classe social ou grupo étnico que pertence o indivíduo. Nessa perspectiva a presente pesquisa tem como objetivo, evidenciar o racismo linguístico que é exposto pelos autores: Aurox (1998), que mostra o racismo linguístico como uma teoria linguística a qual expõe conflitos entre línguas de diferentes países, por isso, é tratado como um racismo linguístico entre nações, diferente da teoria defendida por Lucchesi (2009), que demonstra um racismo linguístico existente dentro de uma mesma nação, neste caso o Brasil, calém disso, esse racismo linguístico é direcionado às características da fala de alguns grupos populares, como índios e afrodescendentes, ideologicamente marginalizados e alvos de racismos e discriminações. Bagno (1999, 2001) também corrobora ao abordar questões relacionadas ao preconceito linguístico e a desmistificação da superioridade e inferioridade das manifestações linguísticas, dentre outros autores. A partir daí procurou-se entender de que maneira o racismo linguístico se manifesta, especificamente, nas comunidades quilombolas de Sapé e Vereda dos Cais, situadas nos distritos de Maniaçu e Caldeiras no município de Caetité-Ba. Para isso, foi realizada a pesquisa de campo, utilizando a abordagem qualitativa de cunho exploratório. Através das análises desse corpus é que se pôde verificar a presença do racismo linguístico na medida em que os moradores dessas localidades, segundo seus relatos, são descriminados pela sua maneira de falar ao relacionar essa situação à sua condição de negro. Essa discriminação acontece também dentro da própria comunidade na medida em que a geração mais nova ridiculariza os falantes mais idosos que mantêm no falar a variante local herdada desses ethos, provocando o sentimento de baixa estima. Todavia, esse racismo linguístico é percebido pelos moradores de maneira explícita, implícita e ingênua. Sendo essas duas últimas situações, mais frequentes. Diante desse quadro conflituoso, permeado pelo confronto ideológico entre o primado da norma culta e padrão e os falares, dialetos considerados fora da norma padrão, a pesquisa é pertinente, na medida em que trás à tona essa questão que deve ser discutida e debatida numa sociedade historicamente marcada pelas relações subalternas de produção, promovedora de uma exclusão estrutural, característica primaz da sociedade de classes.
dc.description.abstract2As the world progresses men broaden their language skills, both in contact with each other, and through their culture and socio historical experiences. Still, social, linguistic manifestations due to their diversity are accepted or rejected according to social class or ethnic group that the individual belongs. In this perspective the present study aims at highlighting the linguistic racism that is exposed by the authors: Aurox (1998), shows that racism language as a linguistic theory which exposes conflicts between languages of different countries, so it is treated as a Linguistic racism between nations, unlike the theory advocated by Lucchesi (2009), which demonstrates a linguistic racism existing within a nation, in this case Brazil, besides linguistic racism that is directed at speech characteristics of some popular groups like Indians and African descent, ideologically marginalized and targets of racism and discrimination. Bagno (1999, 2001) also supports to address issues related to linguistic prejudice and demystification of superiority and inferiority of linguistic expressions, among other authors. From there we tried to understand how racism manifests language, specifically in the maroon communities of Thatcham and Vereda the Pier, located in the districts of Maniaçu and boilers in the city of Ba-Caetité. For this, we conducted field research, using qualitative exploratory approach. Through the analysis of this corpus is that it was verified the presence of linguistic racism in that the residents of these areas, according to their reports, are discriminated by his way of talking to relate this situation to their status as black. Such discrimination also occurs within the community to the extent that the younger generation ridicules older speakers who keep talking in the local variant of these inherited ethos, causing the feeling of low esteem. However, this linguistic racism is perceived by residents of explicit, implicit and naïve. Since these last two situations, more frequent. Given this situation confrontational, permeated by ideological confrontation between the primacy of cultural norms and standard and dialects, dialects considered outside the standard norm, the research is relevant to the extent that brings up the question that should be discussed and debated in a society historically marked by subordinate relations of production, promovedora exclusion of a structural feature of primate class society.
dc.format.mimetypeapplication/pdf
dc.identifier.citationPINHEIRO FILHO, Benedito Almeida.; VIANA, Rita de Cássia da Silva Santos. Racismo linguístico nas comunidades de remanescentes quilombolas Sapé e Vereda dos Cais - Caetité-BA. Orientador: Edmilson de Sena Morais. 78f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas) – Departamento de Ciências Humanas, Campus VI, Universidade do Estado da Bahia, Caetité, 2013.
dc.identifier.urihttps://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/10139
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade do Estado da Bahia
dc.publisher.programColegiado Letras Portuguesa e Literatura
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.rights2Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.subject.keywordsRacismo
dc.subject.keywordsDiversidade Linguística
dc.subject.keywordsRacismo Linguístico
dc.titleRacismo linguístico nas comunidades de remanescentes quilombolas Sapé e Vereda dos Cais - Caetité-BA
dc.title.alternativeLinguistic racism in the remaining quilombola communities of Sapé and Vereda dos Cais - Caetité-BA
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/bachelorThesis
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