Da janela para a tela: a arte poética que resiste na era digital
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Resumo
O presente artigo analisa as transformações vividas pela poesia na era digital, investigando de que modo a interatividade e a multimodalidade redefinem a experiência estética e o papel do leitor diante das novas tecnologias de comunicação. O estudo objetiva, ainda, compreender como a poesia se ressignifica ao migrar do suporte impresso para o digital, especialmente em plataformas como o Instagram. Considerando o diálogo entre tradição e inovação, discutem-se aproximações entre os princípios da poesia concreta e as práticas poéticas que emergem nas redes sociais. Adota-se uma metodologia de abordagem qualitativa e descritivo-analítica, fundamentada em autores como Jauss (1994), Chartier (1999) e Santaella (2010), o corpus analítico é composto por publicações dos perfis poéticos @ondejazzmeucoracao, de Ryane Leão, e @poesia.flix. Os resultados apontam que a poesia digital amplia o acesso à criação literária e promove uma recepção mais interativa e colaborativa, na qual o leitor atua como cocriador da obra. Conclui-se que a poesia digital não apenas resiste, mas se reinventa como uma arte viva, participativa e plural, reafirmando sua relevância estética e cultural nas dinâmicas da cibercultura contemporânea.