Prática interprofissional colaborativa e sua relação com o burnout nos profissionais de saude e a segurança do paciente: um estudo qualitativo
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Resumo
Introdução: As Unidades de Terapia Intensiva são ambientes de alta complexidade, nos quais a colaboração entre profissionais, as demandas organizacionais e emocionais e a segurança do paciente se relacionam de forma direta. O presente estudo integra um projeto multicêntrico baseado no Método Misto Sequencial Explanatório, no qual a etapa qualitativa é desenvolvida para aprofundar e explicar os achados quantitativos prévios sobre a e relação entre Pratica Interprofissional Colaborativa (PIC), Burnout e segurança do paciente no contexto do cuidado crítico. Objetivo: Compreender a percepção da equipe multiprofissional das UTIs acerca da relação da Prática Interprofissional Colaborativa com a Burnout nos profissionais e com a segurança do paciente. Metodologia: Trata-se de um subprojeto de abordagem qualitativa, exploratório-descritiva realizado nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de um hospital público localizado na cidade de Salvador com diferentes perfis assistenciais. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com treze profissionais de diferentes categorias das UTIs: Geral Adulto 1; Geral Adulto 2; neurológica; cardiovascular; cirúrgica; e pediátrica e analisadas segundo a Análise Temática de Conteúdo de Bardin. Resultados: A interpretação das falas resultou em três categorias: Relações Interprofissionais e (Não) Colaboração como determinantes do desgaste da equipe, Dinâmicas relacionais e processos colaborativos da equipe multiprofissional e sua influência na segurança do paciente, Relações interprofissionais e seus impactos no cuidado e no bem-estar dos profissionais. Os resultados evidenciaram que a liderança acolhedora, relações harmoniosas, comunicação efetiva e clareza de papéis favorecem o bem-estar emocional e promovem práticas seguras, enquanto conflitos, falhas na comunicação, indefinição de funções e ausência de colaboração intensificam o desgaste e aumentam riscos assistenciais. Conclusão: Os achados evidenciam que relações harmoniosas na equipe, liderança estruturada, clareza papéis e colaboração interprofissional funcionam como fatores protetores, reduzindo sofrimento emocional dos profissionais e favorecendo práticas seguras. Em contrapartida, conflitos, falhas de comunicação e ausência de integração intensificam o desgaste da equipe e aumentam o risco assistencial.