Casamento entre escravos em Conceição do Coité (1856-1888)
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Resumo
Este trabalho busca investigar os registros de casamentos entre homens e mulheres escravizados no sertão de conceição do Coité entre o período de 1856-1888. Apesar do sofrimento e mazelas causados pela escravidão, os cativos desta localidade não deixaram de viver o sonho de casar perante a Igreja e constituir família. Por meio do cruzamento de algumas fontes como os assentos de Batismos e de casamento notamos que a formação de família foi algo possível entre os escravizados desta localidade. Por meio das informações retiradas dos assentos de casamento tivemos indícios de que alguns cativos da freguesia de Nossa Senhora da Conceição realizaram o sonho de legitimar suas uniões com cônjuges de igual, como também de diferentes estatutos jurídico. Estas uniões representaram importantes momentos na vida desses homens e mulheres, primeiro porque manifestava a realização de um sonho em concretizar a união com a pessoa amada que com certeza partilharia dos momentos bons e ruins do cativeiro, servindo assim de amparo um para o outro. Segundo porque estes casamentos apontam estratégias de sociabilidades empreendidas pelos cativos no sentido de construir, ampliar ou firmar relações de apadrinhamento a partir do envolvimento com as testemunhas de casamento, tidas como hierarquicamente superiores aos cativos. Outra questão que faz dos casamentos oficializados uma estratégia extremamente importante para os cativos foi a possibilidade desses em vislumbrar a alforria. Para evidenciar esta ideia o diálogo com outros trabalhos da região foi de fundamental importância