Nenhum supera os professores que dão aulas presenciais, os bons: ensino de História em tempos de (in) formação digital
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Resumo
Esta monografia resulta de uma investigação empírica que teve como objetivo principal analisar a relação de estudantes dos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental II do Colégio Tempus, em Jacobina-BA, no período de 2023 e 2024, com o consumo de conteúdos históricos divulgados no YouTube. Para tanto, os aspectos teórico-metodológicos se sustentaram nos conceitos de consciência histórica, tomado a partir de Jörn Rüsen, em diálogo com historiadores brasileiros estudiosos de sua obra, como Luís Cerri (2011), Maria Auxiliadora Schmidt (2005) e Estevão de Rezende (2001), e de cibercultura, conforme concebe Pierre Levy (1999); já o trato com os questionários aplicados aos alunos, que resultaram em dados quantitativos e qualitativos, foi guiado pela noção de pesquisa-ação, proposto por David Tripp (2005). Os resultados apontam que, embora os estudantes considerem o YouTube uma ferramenta útil para complementar o aprendizado de História, surgem desafios relacionados à qualidade e à verificabilidade das informações, especialmente nos conteúdos com viés ideológico. A pesquisa aponta para a necessidade de uma orientação crítica dos professores frente à diversidade de narrativas históricas disponíveis no ambiente digital, sobretudo no YouTube. Embora a plataforma aparente ter um grande potencial educativo, ela também apresenta riscos de assimilação de narrativas enviesadas dos fatos históricos. Assim sendo, destaca-se o papel relevante da mediação do docente em História, neste contexto contemporâneo tão desafiador, como fundamental para auxiliar a/o discente na construção de seu próprio sentido de orientação sobre temporalidade e historicidade, identificando e analisando o movimento dos acontecimentos e eventos históricos, constituindo sua consciência histórica.