Hormonioterapia oral no câncer de mama: percepções sobre sexualidade, educação em saúde e inovações terapêuticas

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Data
2026-03-12
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Universidade do Estado da Bahia
Resumo

Introdução: A hormonioterapia oral constitui uma das principais estratégias terapêuticas no tratamento do câncer de mama sensível a hormônios, contribuindo de forma significativa para o aumento da sobrevida. Entretanto, seus efeitos adversos podem repercutir de maneira importante na sexualidade e na qualidade de vida das mulheres, dimensão ainda pouco incorporada de forma sistemática no cuidado oncológico. Objetivos: Esta dissertação teve como objetivo compreender as percepções de mulheres com câncer de mama em uso de hormonioterapia acerca da sexualidade, bem como desenvolver uma intervenção educativa de apoio e analisar o cenário de estratégias terapêuticas inovadoras nesse contexto. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo desenvolvido no formato de dissertação por artigos, composto por três produções científicas complementares. O primeiro artigo adotou abordagem qualitativa, por meio de grupo focal, articulada a instrumentos padronizados de avaliação da função sexual (Female Sexual Function Index – FSFI) e da qualidade de vida (WHOQOL-bref), visando compreender as percepções das mulheres sobre a qualidade de vida sexual durante a hormonioterapia. O segundo artigo descreveu a construção de um site educativo como intervenção voltada ao apoio à sexualidade de mulheres com câncer de mama, fundamentado em princípios de educação em saúde e cuidado integral. O terceiro artigo consistiu em uma análise do cenário de patentes relacionadas a estratégias terapêuticas inovadoras para o câncer de mama hormônio-sensível. Resultados e discussão: De forma integrada, os resultados evidenciaram que a sexualidade é uma dimensão profundamente impactada da qualidade de vida durante a hormonioterapia, atravessada por alterações físicas, sofrimento emocional, mudanças na intimidade e lacunas na comunicação profissional–paciente. Observou-se que, diante da ausência de orientações sistemáticas, as mulheres desenvolvem estratégias individuais de enfrentamento e autogestão da sexualidade. A construção do site educativo mostrou-se uma estratégia potencial para suprir lacunas informacionais e apoiar o autocuidado, enquanto a análise de patentes destacou a importância de alinhar inovação terapêutica à promoção da qualidade de vida. Conclusão: Conclui-se que a incorporação da sexualidade no cuidado oncológico, associada à educação em saúde e à inovação, é fundamental para uma atenção integral e humanizada à mulher com câncer de mama.


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OLIVEIRA, Calinca Eliotério. Hormonioterapia oral no câncer de mama: percepções sobre sexualidade, educação em saúde e inovações terapêuticas. Orientadora: Izabel Almeida Alves. 2026. 160f. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas) – Departamento de Ciências da Vida, Universidade do Estado da Bahia, Salvador, 2025.
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