Caderno do campo: leituras e narativas das/dos estudantes do CETISE-BA
Data
Autores
Orientador
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
Reunimos aqui histórias, cartas, textos narrativos, memórias afetivas e vozes juvenis que falam de pertencimento, desafios e sonhos. Essas produções nasceram ao longo das oficinas realizadas com estudantes de 12 comunidades — Areal, Barriguda, Boiadeira, Boa Vista e Modelo, Conga, Dique, Encruzo, Lagoinha e Pau de Vela, Mocó, Várzea da Casa —, sendo algumas agrupadas conforme a proximidade geográfica e/ou afinidades socioculturais. A experiência revela a potência da escola quando se compromete com a realidade dos sujeitos do campo, transformando a Geografia em um instrumento de leitura e de transformação do mundo. Nesse sentido, o Inventário da Realidade foi concebido como um instrumento pedagógico capaz de potencializar o ensino de Geografia a partir da observação, da escuta e da análise crítica do espaço vivido. Inspirado na perspectiva da Educação do Campo, este trabalho reconhece que os territórios campesinos não são apenas espaços de produção agrícola, mas também territórios de cultura, resistência, identidade e pertencimento. Ao dar voz aos sujeitos do campo, este livreto contribui para o fortalecimento de uma prática educativa mais dialógica, emancipadora e comprometida com a transformação social. Para que esses objetivos fossem alcançados, adotou-se uma metodologia participativa e reflexiva, fundamentada em práticas pedagógicas que valorizam o protagonismo das/dos estudantes e o diálogo com suas realidades. A seguir, descrevemos os principais passos dessa metodologia, que orientou a construção coletiva do conhecimento ao longo das oficinas realizadas com as/os estudantes. Este material é mais do que um registro: é um ato de resistência, de memória e de esperança. Que ele possa ecoar nas salas de aula, nas rodas de conversa, nas mãos de gestoras, gestores, educadoras, educadores e estudantes, como um convite a repensar a educação a partir dos territórios e com os pés fincados no chão que se pisa. Desejamos que esta leitura seja um convite à escuta, à reflexão e ao respeito por essas histórias e por essas comunidades que tanto têm a ensinar.