Padrão temporal e fatores associados à incidência de HIV e AIDS na população soteropolitana no período de 2014 a 2024
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Resumo
A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e a progressão para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) permanecem como um dos principais desafios para a saúde pública, especialmente em contextos urbanos marcados por desigualdades sociais, como a cidade de Salvador, capital da Bahia. A partir da análise epidemiológica da incidência de casos entre os anos de 2014 a 2024, este estudo busca compreender os padrões temporais e os fatores associados à disseminação do vírus na capital baiana. Para tanto, foi realizada uma pesquisa quantitativa, analítica e exploratória, com o uso de dados secundários obtidos em sistemas oficiais de informação como o Sistema de Informação de Agravo de Notificação (SINAN), e complementada por revisão bibliográfica em bases científicas relevantes. As variáveis estudadas incluíram sexo, faixa etária, raça/cor e escolaridade, permitindo a identificação de grupos mais vulneráveis à infecção. Testes estatísticos, como ANOVA, Kruskal-Wallis, regressão log-linear e teste t, confirmaram diferenças significativas entre os grupos analisados. Identificou-se tendência de redução no número de notificações ao longo da década, embora disparidades de gênero, raça e escolaridade permaneçam relevantes. Os resultados evidenciaram predominância de casos no sexo masculino, além de maior ocorrência entre indivíduos pardos e pretos, refletindo desigualdades sociais e raciais que influenciam a dinâmica da doença. Observou-se também maior concentração de casos entre pessoas com ensino médio completo, indicando que a vulnerabilidade não se restringe a níveis educacionais mais baixos. O estudo reforça a importância dos determinantes sociais da saúde na distribuição da AIDS em Salvador e destaca a necessidade de políticas públicas voltadas à equidade, ao diagnóstico precoce e ao fortalecimento da prevenção combinada, especialmente entre populações historicamente mais vulneráveis. Espera-se que os resultados contribuam para o aprimoramento das estratégias de prevenção, diagnóstico e enfrentamento da epidemia do HIV e da AIDS, fortalecendo as políticas públicas de saúde voltadas às populações mais vulneráveis, com foco na equidade e na eficácia das ações intersetoriais.