Heranças do sertão: a preservação do patrimônio arqueológico no Morro do Serrote
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Resumo
O objetivo deste estudo foi analisar, ainda que de forma introdutória, a presença de populações originárias no território do Alto Sertão baiano, por meio de dois sítios arqueológicos existentes no município de Tanque Novo-BA, observando a importância da preservação do patrimônio arqueológico, discutindo as fragilidades das políticas públicas e a percepção da comunidade sobre seu valor cultural e histórico. Para tanto, foi feito um levantamento bibliográfico e documental (ficha de cadastro dos sítios arqueológicos, literatura acadêmica e relatórios técnicos de arqueologia preventiva, legislação, etc.); observações diretas realizadas nos sítios mediante visitas; abordagem etnográfica-participativa a partir da aplicação de questionário à população local. A análise dos dados possibilitou perceber que apesar dos moradores do município terem certo conhecimento sobre os sítios arqueológicos Morro do Serrote I e II, ainda há lacunas significativas referente à educação patrimonial e à conscientização coletiva. Ao observarmos como autoridades públicas tratam o patrimônio arqueológico - e o patrimônio cultural como um todo-, percebe-se a limitação das ações direcionadas à preservação e à valorização desses bens, gerada pela ausência de políticas públicas eficazes e de ações educativas contínuas voltadas ao pertencimento, sensibilização e identidade. Desta forma, proteger o patrimônio transcende a conservação, adaptando-se a esfera de salvaguardar a memória coletiva e reafirmar a identidade cultural de Tanque Novo, garantindo que as marcas do passado continuem a fazer parte do presente das futuras gerações.