Batalha do final de linha: cultura hip-hop e articulação política-comunitária
| dc.contributor.advisor | Miranda, Jorge Hilton | |
| dc.contributor.author | Oliveira, Matheus Araújo Ribeiro de | |
| dc.contributor.referee | Beltrão, Olívia Nolasco | |
| dc.contributor.referee | Messeder, Marcos Luciano Lopes | |
| dc.date.accessioned | 2026-01-30T13:41:57Z | |
| dc.date.available | 2026-01-30T13:41:57Z | |
| dc.date.issued | 2025-07-29 | |
| dc.description.abstract | O Hip-Hop emerge historicamente como uma reação da juventude negra e latina submetida a condições de desigualdade, racismo e vulnerabilidade social, consolidando-se, ao longo do tempo, como uma manifestação político-cultural presente nas periferias urbanas em diferentes contextos nacionais. Mais do que uma expressão artística, o Hip-Hop constitui-se como prática social que articula dimensões culturais, educativas e políticas. Diante desse contexto, esta pesquisa tem como objetivo compreender o papel do Hip-Hop na organização política da juventude negra periférica, a partir da análise das práticas desenvolvidas pelo Coletivo Batalha do Final de Linha, que atua no bairro de Itinga, no município de Lauro de Freitas (BA). O estudo parte da compreensão do Hip-Hop como instrumento de mobilização, conscientização política e articulação comunitária, dialogando com autores como Clóvis Moura (1988, 2014), ao tratar das noções de grupos específicos, resistência negra e quilombagem; Stuart Hall (2003), na discussão sobre identidade e cultura; Ana Lúcia Silva Souza (2009), ao analisar as práticas educativas inscritas no movimento hip-hop como linguagens de reexistência ao desafiar as narrativas socialmente legitimadas; Antonio Gramsci (1982, 2000), a partir das categorias de hegemonia e intelectuais orgânicos; e Abdias do Nascimento (2016), na análise do genocídio da população negra no Brasil. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, orientada pelo método do estudo de caso, combinando entrevistas semiestruturadas realizadas com dois militantes do coletivo e observação participante, decorrente da inserção do pesquisador no campo empírico. A análise dos dados foi realizada prioritariamente por meio da análise de conteúdo, orientada por uma leitura crítica dos discursos produzidos, possibilitando apreender os sentidos atribuídos pelos sujeitos às suas práticas culturais, políticas e comunitárias (MINAYO, 2015; BECKER, 1999). Os resultados indicam que o Coletivo Batalha do Final de Linha atua como um importante espaço de socialização política, produção de consciência crítica e fortalecimento identitário da juventude negra periférica, articulando o Hip-Hop como metodologia de educação popular, mobilização comunitária e de enfrentamento às múltiplas formas de violência que atravessam o território. As batalhas de MC’s, os saraus, as oficinas e as ações comunitárias configuram-se, assim, como estratégias coletivas de resistência, produção de narrativas contra-hegemônicas e afirmação da vida nas periferias urbanas. | |
| dc.description.abstract2 | Hip-Hop historically emerged as a reaction of Black and Latino youth subjected to conditions of inequality, racism, and social vulnerability, consolidating itself, over time, as a political-cultural manifestation present in urban peripheries in different national contexts. More than na artistic expression, Hip-Hop constitutes a social practice that articulates cultural, educational, and political dimensions. In this context, this research aims to understand the role of Hip-Hop in the political organization of peripheral Black youth, based on the analysis of practices developed by the Batalha do Final de Linha Collective, which operates in the Itinga neighborhood, in the municipality of Lauro de Freitas (BA). The study starts from the understanding of Hip-Hop as an instrument of mobilization, political awareness, and community articulation, engaging with authors such as Clóvis Moura (1988, 2014), when addressing the notions of specific groups, Black resistance, and quilombos; Stuart Hall (2003), in the discussion on identity and culture; Ana Lúcia Silva Souza (2009), when analyzing the educational practices inscribed in the hip-hop movement as languages of re-existence by challenging socially legitimized narratives; Antonio Gramsci (1982, 2000), from the categories of hegemony and organic intellectuals; and Abdias do Nascimento (2016), in the analysis of the genocide of the black population in Brazil. From a methodological point of view, the research adopts a qualitative approach, guided by the case study method, combining semi-structured interviews conducted with two activists from the collective and participant observation, resulting from the researcher's insertion in the empirical field. The data analysis was primarily conducted through content analysis, guided by a critical reading of the discourses produced, making it possible to understand the meanings attributed by the subjects to their cultural, political, and community practices (MINAYO, 2015; BECKER, 1999). The results indicate that the Coletivo Batalha do Final de Linha acts as an important space for political socialization, production of critical awareness, and strengthening of the identity of peripheral Black youth, articulating Hip-Hop as a methodology of popular education, community mobilization, and confrontation of the multiple forms of violence that permeate the territory. The MC battles, the poetry slams, the workshops, and the community actions are thus configured as collective strategies of resistance, production of counter-hegemonic narratives, and affirmation of life in urban peripheries. | |
| dc.format.mimetype | application/pdf | |
| dc.identifier.citation | OLIVEIRA, Matheus Araújo Ribeiro de. Batalha do final de linha: cultura hip-hop e articulação política-comunitária. Orientador: Jorge Hilton de Assis Miranda. 2025. 90f. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado/Licenciatura em Ciências Sociais) – Departamento de Educação I, Campus I, Universidade do Estado da Bahia, Salvador - BA, 2025. | |
| dc.identifier.uri | https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/10618 | |
| dc.identifier2.Lattes | https://lattes.cnpq.br/7355470228609778 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade do Estado da Bahia | |
| dc.publisher.program | Colegiado de Ciências Sociais | |
| dc.rights | info:eu-repo/semantics/openAccess | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/ | |
| dc.rights2 | Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.subject.keywords | Hip-Hop | |
| dc.subject.keywords | Juventude negra | |
| dc.subject.keywords | Organização política | |
| dc.subject.keywords | Cultura periférica | |
| dc.subject.keywords | Mobilização comunitária | |
| dc.title | Batalha do final de linha: cultura hip-hop e articulação política-comunitária | |
| dc.title.alternative | Battle of the end of the line: hip-hop culture and community political organizing | |
| dc.type | info:eu-repo/semantics/bachelorThesis |