A arquitetônica da objetividade: a dedução transcendental das categorias na crítica da razão pura de Kant
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Resumo
O presente trabalho investiga a estrutura funcional da Dedução Transcendental das Categorias na Crítica da Razão Pura, compreendendo-a como o cerne da epistemologia crítica e a superação necessária da antinomia entre o dogmatismo e o ceticismo humeano. O objetivo central é deduzir a validade objetiva dos conceitos puros do entendimento, respondendo à quaestio juris sobre a legitimidade de aplicar condições subjetivas do pensar à determinação de objetos dados na intuição sensível. Mediante uma análise exegética e o diálogo com a literatura comentadora, reconstrói-se o princípio da Unidade Transcendental da Apercepção, o 'Eu penso', como a condição suprema de toda síntese e fundamento da possibilidade da experiência em geral. A pesquisa articula a distinção entre fenômeno e coisa em si, demonstrando como as categorias, uma vez mediadas pelo Esquematismo Transcendental, prescrevem leis a priori à natureza, convertendo a mera rapsódia de sensações em unidade sintética de um objeto. Conclui-se que a Dedução Transcendental, ao restringir o uso do entendimento ao âmbito fenomênico, estabelece o limite crítico que assegura a objetividade do conhecimento científico e, simultaneamente, preserva a inteligibilidade da liberdade no domínio da razão prática.