DEEPFAKES: uma discussão sobre temporalidade e acontecimento nas eleições brasileiras de 2022
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Resumo
O presente estudo tem a proposição de compreender como as deepfakes disseminadas na eleição presidencial brasileira em 2022 sugerem formas de instrumentalização de acontecimentos nas temporalidades. Deste modo, foram definidos três objetivos específicos: Delinear os usos de deepfake em diferentes plataformas digitais, dentro do contexto das eleições brasileiras em 2022; identificar as mensagens implícitas e explicitas de tais produções, por meio de uma metodologia de análise do visual e examinar as tipologias de desinformação sugeridas pelas produções envolvendo a utilização de deepfake. Assim, ancoradas em uma pesquisa quantiqualitativa de caráter descritivo, o trabalho perfez a utilização de três bases metodológicas interdependentes, de modo a fundamentar uma análise contundente em torno do objeto da inquirição. São elas: a análise iconográfica e iconológica com base em Joly (2012) e Bordwell e Thompson (2013), os métodos digitais assentados na referência de Omena (2019) e Bitencourt (2023), além das tipologias desinformacionais postuladas por Wardle (2020). Ao final desta pesquisa, é possível inferir a maneira pela qual as deepfakes fornecem subsídios informativos (instrumentalização dos acontecimentos) para compor o enquadramento dos indivíduos sobre determinado acontecimento no circuito das temporalidades.