A representação dos conflitos sociais em O Cortiço, de Aluísio Azevedo e Recordações do escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto
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Resumo
O presente trabalho analisa as representações do povo negro no romance O Cortiço (1890) de Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo e no romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), do escritor Afonso Henriques de Lima Barreto, de modo a compreender os conflitos sociais enfrentados pelo povo negro e os perversos efeitos do sistema escravista brasileiro. A literatura é uma fonte histórica de análise, assim como um eixo para interpretar, concomitantemente o processo social do povo negro num determinado contexto. É preciso tomar a forma literária como aquela que é ao mesmo tempo, a obra de ficção – universo imaginário, e que é, ao mesmo tempo, princípio que interpreta, um aspecto da realidade. Busca se compreender a representação do negro no corpus escolhido, analisando, através dos seus textos, elementos para discutir a questão do racismo, antirracismo e da afirmação de uma literatura que traduza essas temáticas, compreendida como uma narrativa literária relacionada com os elementos a seguir: pertencimento étnico e experiência histórica, sócio política e cultural. Esse estudo se pauta em pesquisas de cunho bibliográfico e textos acadêmicos, com autores especializados para cada tópico mencionado, com levantamento de questões pautadas sobre a literatura Naturalista, a literatura modernista, a população negra. Para a realização das discussões pretendidas, compreende-se a concepção de Literatura com Coutinho (1986; 2004), Candido (2006) e Bosi (1994); Literatura afro-brasileira, embasada por Assis (2011), Evaristo (2010), Pereira (2010); aspectos históricos sobre a temática da população negra, Sodré (1988), Gonzalez (1988); autoritarismo brasileiro, Lilia Moritz Schwarcz (1987; 2019); Machado (2002) e Theodoro (2008); ideologia, Marilena Chauí (2008).