Os impactos da romantização da maternidade na saúde psicológica das mulheres
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Resumo
O presente trabalho apresenta conceitos de maternidade e maternagem, atribuindo importância às questões individuais, sociais e psicológicas das mulheres que se tornam mães. Essa perspectiva, busca dar voz às mulheres que se tornam ou se tornaram mães, destacando diversos perfis identitários de mulheres, tendo em vista que, não podemos encaixar todas as mulheres em um mesmo padrão de maternidade e cuidado. Discuto a pressão social imposta às mulheres, mediante um ideal do que deva ser a maternidade, com pré-conceitos de como as mulheres devem ser e agir no contexto materno, desprezando as individualidades, idiossincrasias e complexidades de cada mulher. Para isso, utilizei exemplificações ficcionais para aludir como as mulheres e a maternidade é representada na área artística e cultural, oferecendo modelos presentes em livros clássicos e séries contemporâneas sobre como há um pensamento social que atribui características delimitadas às mulheres, especialmente, no momento da gestação que geram representações que impactam a sociedade. No meu enteder, a romantização da maternidade como algo conectado ao imaginário social está presente nos pensamentos e discursos de muitas mulheres, essa realidade faz com que elas se sintam angustiadas quando se deparam sozinhas em seu cotidiano no cuidado com o filho, devido essa atribuição ser dada apenas à mulher, generificada, como se fosse e devesse ser unilateral. Por fim, além de discutir criticamente sobre os cuidados dos profissionais de saúde com mulheres gestantes, enfatizando sobre a importância do cuidado dos profissionais de Psicologia para o acolhimento, psicoeducação para as mulheres gestantes e suas famílias e a realização de atendimento diferenciados. Tais atendimentos, devem ser ofertados como garantia de saúde, amenizando as angústias e preocupações e, por consequência, diminuir as taxas de depressão e demais sintomas nocivos atribuídos à pressão social no contexto da maternidade.