Globeleza: O Corpo Feminino Negro como Palco das Relações Interdiscursivas de Produção e Disputas de Sentidos na Mídia Brasileira
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Resumo
A presente pesquisa consiste em uma monografia que tem como objetivo entender a construção do ethos discursivo da marca Globeleza, desenvolvida pela Rede Globo de televisão em 1991 para representar a transmissão dos carnavais da emissora, e compreender a relação interdiscursiva com a mídia brasileira em processos contemporâneos de produção e disputas de sentidos sobre o corpo feminino negro. Como objetivos específicos pretende-se compreender como a marca Globeleza foi construída, bem como observar a evolução das vinhetas da marca desde 1990 até 2024; Discutir sobre o conceito de marca, imagem e identidade organizacional para perceber como o ethos discursivo da Globo é constituído em relação à marca Globeleza; problematizar sobre a representação da mulher negra na mídia brasileira, discutindo acerca das questões de gênero e raça que envolvem a representação da marca a partir do corpo feminino negro; e Identificar quais são os discursos criados na mídia sobre a marca Globeleza para entender como estes discursos contribuem para os processos contemporâneos de produção e disputas de sentidos sobre o corpo feminino negro. A análise é de cunho qualitativa, a partir da pesquisa bibliográfica e dos pressupostos teórico metodológicos propostos por Baldissera (2008; 2009; 2023) e Maingueneau (2008), em diálogo com outros autores. Ao final da pesquisa, é possível perceber as disputas de sentidos acerca das questões de gênero e raça que envolvem a figura da Globeleza, entendendo-a como um dispositivo midiático que reforça, tensiona e ressignifica representações sociais historicamente construídas.