Narrativas de mulheres negras e o fortalecimento de uma educação antirracista na educação de jovens e adultos

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Data
2025-12-17
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Universidade do Estado da Bahia
Resumo

Esta pesquisa buscou compreender como a valorização das narrativas de mulheres negras estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) contribui para a construção de uma educação antirracista, crítica e humanizada. Partindo do entendimento de que a EJA é um espaço historicamente frequentado por pessoas negras, em especial mulheres, cujas trajetórias escolares foram marcadas por interrupções e exclusões estruturais, o estudo contextualiza a importância de reconhecer essas experiências como saberes legítimos para o processo educativo. O objetivo geral foi compreender de que maneira as narrativas dessas mulheres podem fortalecer a identidade, evidenciar práticas de resistência e subsidiar práticas pedagógicas antirracistas. Para tal, buscou-se identificar possibilidades de integrar narrativa e diálogo no ensino, ouvir e analisar as histórias dessas mulheres, reconhecendo-as como produtoras de saber, e investigar como suas vivências expressam enfrentamentos ao racismo, à desigualdade de gênero e às condições sociais que marcam sua trajetória educacional. O estudo adotou uma abordagem qualitativa, fundamentada na pesquisa narrativa, que reconhece as histórias de vida como fontes cruciais de conhecimento. A pesquisa foi desenvolvida em uma escola municipal localizada no bairro de Novo Horizonte na cidade de Salvador-BA, com turmas de EJA no turno noturno. Os principais resultados evidenciam que o retorno à escola promove mudanças significativas na vida das participantes, especialmente no fortalecimento da autoestima, na autonomia, na ampliação de repertórios culturais e na percepção de si como sujeito de direitos. As narrativas revelam as múltiplas intersecções que atravessam suas trajetórias, como racismo, desigualdade de gênero, trabalho precarizado e responsabilidades familiares e que influenciam a escolarização. As entrevistas das vivências das estudantes negras apontam que EJA se constitui como um espaço de possibilidades, acolhimento, socialização, produção de conhecimento e resistência, destacando a necessidade de práticas pedagógicas que considerem suas histórias como parte integrante do currículo.


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SANTOS, Fernanda Fonseca Romão dos. Narrativas de mulheres negras e o fortalecimento de uma educação antirracista na educação de jovens e adultos. Orientadora: Edite Maria da Silva de Faria. 2025. 33f. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura em Pedagogia) - Departamento de Educação I, Campus I, Universidade do Estado da Bahia, Salvador - BA, 2025.
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