A poética de Walnária de Oliveira: formações identitárias na comunidade de Lapinha
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Resumo
O presente trabalho tem por objetivo analisar a poética de Walnária de Oliveira com base nas formações identitárias da comunidade remanescente quilombola em Lapinha, situada no sudoeste da Bahia. Nos finais do século XVI, iniciam a formação dos quilombos – constituídos como locais de refúgio dos africanos escravizados por um regime colonial opressor. Ao longo da historia, os quilombos ficaram conhecidos como um agrupamento de negros refugiados. Todavia, o termo quilombo tem assumido novas conceituações ao longo do tempo, não limitando ao conceito originário de onde surgiram. Contemporaneamente, o termo constitui grupos étnicos conceitualmente definidos pela antropologia como um tipo organizacional ao qual lutam constantemente no tocante ao pertencimento, autoafirmação e resistência. Deste modo, este trabalho surge da necessidade de dar maior visibilidade à comunidade quilombola de Lapinha, trazendo à discussão a formação identitária deste quilombo com base na poética de Walnária de Oliveira, bem como, realçar saberes nativos e académicos que transformaram a produção literária cultural dessa comunidade. A pesquisa foi empreendida a partir da metodologia qualitativa, por meio da análise documental e literária, fundamentada teoricamente no pensamento de intelectuais advindas/os de aréas, tais como literatura, ciências sociais, educação, a exemplo de Ilka Boaventura Leite, Kabenguele Munanga, Clóvis Moura, Beatriz Nascimento e Zoraide Portela.