Uma educação menor em devir: carta(grafias) desejantes e resistentes do território da EJA em Irecê - Bahia
| dc.contributor.advisor | Ribeiro, Silvar Ferreira | |
| dc.contributor.author | Dourado, Daniela Lopes Oliveira | |
| dc.contributor.referee | Silva, Ana Lúcia Gomes da | |
| dc.contributor.referee | Santos, Dina Maria Rosário dos | |
| dc.contributor.referee | Faria, Edite Maria da Silva de | |
| dc.contributor.referee | Sá, Natália Silva Coimbra de | |
| dc.contributor.referee | Costa, Váldina Gonçalves da | |
| dc.date.accessioned | 2026-01-21T12:22:44Z | |
| dc.date.available | 2026-01-21T12:22:44Z | |
| dc.date.issued | 2025-12-12 | |
| dc.description.abstract | Esta pesquisa afirma sua relevância social ao tomar como tema problematizador o campo interdisciplinar da Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade historicamente atravessada por processos de exclusão, invisibilização e precarização. O estudo analisa os Territórios da EJA no município de Irecê, Bahia, compreendidos como espaços de micropolíticas onde emergem dispositivos in(ter)ventivos, forjados nos saberes-fazeres experienciais de estudantes e educadores. A pista que transversaliza a investigação consiste em analisar como os territórios da EJA, atravessados pelos saberes-fazeres experienciais de seus sujeitos, engendram dispositivos que produzem linhas de fuga e formas singulares de subjetivação, constituindo-se como espaços micropolíticos de in(ter)venção pedagógica. Orientada pela abordagem pós-crítica e fundamentada nos pensamentos de Foucault, Deleuze, Guattari e Freire, a pesquisa adota a cartografia social articulada à carta(grafia) e à [auto]cartografia como horizonte metodológico, imbricada num ato epistêmico que evidencia a carta-carto-(grafia). As produções, publicadas nos Anais do I Seminário “Saberes da EJA nas Vozes dos seus Sujeitos”, foram documentos analisados como dispositivos de pesquisa, e o processo de leitura, tematização, decomposição e recomposição das narrativas possibilitou a compreensão das cartas(grafias) como campo de sentidos e criação. O processo metodológico permitiu compreender que o ato de investigar é também um exercício de implicação, em que o olhar que observa é o mesmo que se reinventa. Em cada carta, em cada travessia entre campo e universidade, a pesquisa se configurou como um ato coletivo de escuta e criação, reafirmando a EJA como território de esperança, resistência e produção de saberes. Ao investigar a EJA, o território foi compreendido não como espaço fixo ou institucional, mas como campo de saberes, afetos e subjetividades, possibilitando uma leitura atenta dos deslocamentos e processos formativos que nele se produzem. As carta(grafias) foram tomadas como dispositivo e (contra)dispositivos investigativos de escuta, diálogo e análise, potencializando a escrita epistolar como ato de formação, de resistência e de intervenção. Essas cartas se constituem em denúncia e anúncio, compõem as vozes dos estudantes da EJA e do Curso de Pedagogia, articuladas à extensão curricularizada em diálogo com as escolas municipais e estaduais de Irecê. Assim, o texto tese apresenta resultados processuais ao longo das cartas e neles desvelam as linhas motrizes que (e)videnciam sentidos de vida. A pesquisa consolida um percurso que, ao entrelaçar campo e universidade, revela as im(plica)ções da pesquisa-vida-formação como experiência viva e ética. Em cada travessia, as vozes da EJA se afirmam como saberes-fazeres experienciais que desestabilizam o instituído e inauguram modos singulares de existir, ensinar e aprender. As cartas, enquanto (contra)dispositivos de escuta e escrita, tecem relações de afeto, política e conhecimento, ampliando a compreensão da EJA como território em devir, espaço de resistência e invenção. Nesse processo, a cartografia possibilita emergir micropolíticas e macropolíticas que coexistem em tensão, desafiando a educação não apenas contemporânea, mas historicamente marcada por disputas e descontinuidades. A EJA, enquanto política pública e prática social, mantém-se como campo de resistência, luta e reinvenção, reafirmando-se como potência epistemológica e emancipatória comprometida com a vida, a justiça social, epistêmica e curricular, e consequentemente, a transformação social. | |
| dc.description.abstract2 | This research asserts its social relevance by problematizing the interdisciplinary field of Youth and Adult Education (YAE/EJA), a modality historically marked by processes of exclusion, invisibilization, and precarization. The study analyzes YAE/EJA territories in the municipality of Irecê, Bahia, conceived as micropolitical spaces in which in(ter)ventive dispositifs emerge, forged through the experiential knowings-and-doings of students and educators. The investigation primarily follows the clue of how the Youth and Adult Education (YAE/EJA) territories, traversed by the experiential knowings-and-doings of their subjects, engender dispositifs that produce lines of flight and singular forms of subjectivation, constituting themselves as micropolitical spaces of pedagogical in(ter)vention. Guided by a post-critical approach and grounded in the thought of Foucault, Deleuze, Guattari, and Freire, the research adopts social cartography articulated with epistolary cartography - carta(grafia) - and [auto]cartography as its methodological horizon. This horizon is an epistemic act that foregrounds carta-carto-graphy as a mode of knowledge production. The productions published in the Proceedings of the 1st Seminar “Saberes da EJA nas Vozes dos seus Sujeitos” (EJA Knowledges in the Voices of its Subjects”) were analyzed as research dispositifs. Through processes of reading, thematization, decomposition, and recomposition, the narratives enabled an understanding of the epistolary cartography - carta(grafia) - as a territory of meaning-making. The methodological process revealed that investigating is also an exercise of implication, in which the observing gaze is simultaneously reinvented. Across each letter and each crossing between field and university, the research unfolded as a collective act of listening and creation, reaffirming YAE/EJA as a territory of hope, resistance, and knowledge production. Territory was thus understood not as a fixed or institutional space, but as a field of knowledges, affects, and subjectivities, allowing for attentive readings of the displacements and formative processes produced within it. The epistolary cartography - cartas (grafias) - was taken as an investigative dispositif and counter-dispositif of listening, dialogue, and analysis, strengthening epistolary writing as an act of formation, resistance, and intervention. These letters operate simultaneously as denunciation and announcement by composing the voices of YAE/EJA students and Pedagogy undergraduates, articulating their dialogue with municipal and state schools in Irecê through accredited universitary extension. The thesis presents processual results woven throughout the letters, unveiling the driving lines that (e)vidence meanings of life. By interweaving field and university, the research reveals the im(plica)tions of research-life-formation as a living and ethical experience. In each crossing, YAE/EJA voices assert themselves as experiential knowings-and-doings that destabilize the instituted and inaugurate singular ways of existing, teaching, and learning. As counter-dispositifs of listening and writing, the letters weave relations of affect, politics, and knowledge, expanding the understanding of YAE/EJA as a territory in becoming-a space of resistance and invention. In this process, cartography enables the emergence of micropolitics and macropolitics that coexist in tension, challenging education not only in its contemporary configurations but also as historically shaped by disputes and discontinuities. YAE/EJA, as a public policy and social practice, remains a field of resistance, struggle, and reinvention, reaffirming itself as an epistemological and emancipatory force committed to life, as well as to social, epistemic, and curricular justice, and, consequently, to social transformation. | |
| dc.format.mimetype | application/pdf | |
| dc.identifier.citation | DOURADO. Daniela Lopes Oliveira. Uma educação menor em devir: carta(grafias) desejantes e resistentes do Território da EJA em Irecê - Bahia. Orientador: Silvar Ferreira Ribeiro. 2025. 242f. Tese (Doutorado em Difusão do Conhecimento), Universidade do Estado da Bahia. Camaçari, 2025. | |
| dc.identifier.uri | https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/10482 | |
| dc.identifier2.Lattes | http://lattes.cnpq.br/5907259547366561 | |
| dc.identifier2.ORCID | https://orcid.org/0000-0003-4642-0919 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade do Estado da Bahia | |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Difusão do Conhecimento | |
| dc.rights | info:eu-repo/semantics/openAccess | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.rights2 | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.subject.keywords | Carta(grafia) | |
| dc.subject.keywords | cartografia social | |
| dc.subject.keywords | dispositivo - (contra)dispositivo | |
| dc.subject.keywords | Extensão curricularizada em pedagogia | |
| dc.subject.keywords | Território da EJA | |
| dc.title | Uma educação menor em devir: carta(grafias) desejantes e resistentes do território da EJA em Irecê - Bahia | |
| dc.title.alternative | A minor education in becoming: desiring and resistant carta(grafias) from the EJA territory in Irecê – Bahia | |
| dc.type | info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
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