Edição corrente das “cartas de amor”, de Edegard Gomes
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Resumo
Um dos mais antigos gêneros textuais escritos, a carta, até o final do século XX, foi o principal meio de comunicação à distância, servindo não só de veículo de transmissão de informações entre pessoas distantes no espaço, como também de registro da sociedade, cultura e língua de seu tempo. Contudo, com os avanços tecnológicos e a necessidade de informações espontâneas próprias de nosso tempo, ela vem perdendo espaço e, aos poucos, sendo substituída por novos meios, como o telefone e, mais recentemente, a internet. As cartas têm função comunicativa variável conforme o grau de intimidade entre remetente e destinatário e o tipo de correspondência, podendo prevalecer tanto o padrão formal quanto o coloquial. Assim, há vários subgêneros de cartas, com estrutura semelhante e alguns elementos básicos indispensáveis (local e data, saudação, corpo, despedida e assinatura) e outros específicos, variáveis (cabeçalho ou timbre, numeração, endereço). Entre aquelas espécies, está a carta de amor, idêntica às congêneres na estrutura, mas diferente no conteúdo: a expressão do amor romântico do autor(a) pelo destinatário. Em 1980, o escritor brasileiro Edegard Gomes (1916-1998) publicou pela editora Pallas a obra “Cartas de Amor”, um conjunto de 84 cartas amorosas em forma de poema. No seu exemplar do livro, ele fez algumas anotações indicativas de mudanças que pretendia fazer no texto, numa segunda edição, ainda não realizada. Isto significa que o texto publicado não mais corresponde à sua última vontade, necessitando, portanto, de uma edição crítica, tarefa executada com a aplicação de técnicas da Crítica Textual. Esse empreendimento é relevante porque, além de ajudar a divulgar a obra de um escritor desconhecido do grande público, revela um documento histórico, artístico e linguístico, fonte de informações sobre os valores, a estética e a escrita formal, literária do momento de sua produção.