Finanças comportamentais e ações com maior volume de negociações na bolsa de valores brasileira: uma análise da volatilidade no período de janeiro de 2019 a fevereiro de 2021
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Resumo
O crescimento do número de investidores no mercado acionário brasileiro nos últimos anos ampliou tanto as oportunidades quanto os desafios relacionados à tomada de decisão sob risco. Diante desse cenário, o problema que orienta esta pesquisa consiste em investigar se a volatilidade observada no mercado acionário brasileiro, no período de janeiro de 2019 a fevereiro de 2021, pode ser explicada pelos pressupostos das finanças comportamentais, especialmente no que se refere à reação assimétrica dos investidores a choques positivos e negativos. Nesse contexto, o objetivo do estudo é examinar a existência de assimetria na volatilidade das ações com maior volume de negociações na bolsa brasileira. Para tanto, realizou-se uma análise empírica por meio do modelo econométrico TGARCH, aplicado ao Ibovespa e a um conjunto de ações que participaram de todas as carteiras teóricas do índice no período analisado. Os resultados evidenciam que o mercado acionário brasileiro apresentou comportamentos heterogêneos diante dos choques, com predominância do efeito alavancagem em um grupo relevante de ações, indicando maior sensibilidade da volatilidade a choques negativos. Além disso, foram identificados casos de efeito alavancagem invertido, ausência de assimetria e alta persistência da volatilidade, revelando que a reação dos investidores não é uniforme entre os ativos analisados. Conclui-se que tais padrões não são plenamente explicados pela Hipótese dos Mercados Eficientes, reforçando a relevância das finanças comportamentais como arcabouço teórico complementar para compreender a dinâmica da volatilidade no mercado acionário brasileiro, especialmente em períodos de elevada incerteza econômica e crise.