A integração da Inteligência Artificial na aprendizagem de inglês.
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Resumo
O presente trabalho buscou investigar a integração da Inteligência Artificial (IA) no processo de aprendizagem de língua inglesa, com foco no desenvolvimento da compreensão e produção oral de estudantes universitários. O objetivo principal foi analisar como o uso de assistentes virtuais, especificamente o Gemini, contribui para a prática linguística de graduandos do sexto semestre do curso de Letras Língua Inglesa. A pesquisa fundamenta-se na Teoria Sociocultural de Vygotsky, utilizando a IA como instrumento de mediação na Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP). Metodologicamente, trata-se de um estudo de caso com abordagem qualitativa, realizado com estudantes do sexto semestre da UNEB – Campus VI. A coleta de dados aconteceu em três etapas: diagnóstico inicial, intervenção prática de duas semanas com o uso do assistente de voz do Gemini e avaliação final, utilizando questionários, diários de aprendizagem, gravações de áudio e entrevista. A análise dos dados, realizada através da Análise de Conteúdo referenciada a Minayo, revelou que a IA atuou positivamente como um recurso de suporte lexical e gramatical em tempo real, promovendo a autonomia e a segurança discursiva e oratória. Os resultados indicaram perfis distintos de interação e utilização dos recursos: enquanto para um perfil a ferramenta reduziu o filtro afetivo pela ausência de julgamento humano, para outro a precisão da máquina demonstrou maior autoexigência, se sentindo julgada pela máquina em alguns momentos. Conclui-se, portanto, que a IA não substitui a interação humana e tão pouco o ensino formal, mas consolida-se como uma ferramenta complementar potente para a personalização do aprendizado e para a expansão das oportunidades de prática oral fora da sala de aula, permitindo maior autonomia geográfica e temporal.