Síndrome de burnout em professores da área da saúde de universidade pública da Bahia

dc.contributor.advisorLima, Artur Gomes Dias
dc.contributor.authorBrandão, Luma Mirely de Souza
dc.contributor.refereeAleluia, Ieda Maria Barbosa
dc.contributor.refereeMarinho, Christielle Lidianne Alencar
dc.contributor.refereeMelo, Rafaela Santos de
dc.contributor.refereeCosta, José Hermogenes Moura da
dc.date.accessioned2025-05-24T13:42:41Z
dc.date.available2025-05-24T13:42:41Z
dc.date.issued2025-03-25
dc.description.abstractA síndrome de burnout (SB) é um fenômeno causado por um estresse crônico relacionado ao trabalho que foi mal gerenciado, sendo um problema de saúde pública e um dos grandes desafios da sociedade atual, principalmente após a pandemia da COVID-19. Dentre os profissionais acometidos, os docentes são um dos mais afetados, sobretudo, devido a inadequadas condições de trabalho. Frente a isso, esse estudo tem como objetivo analisar as áreas da vida profissional preditoras da SB e a sua associação com a qualidade de vida dos professores da área da saúde de uma universidade pública da Bahia. Para coleta de dados, incialmente, quatro questionários autoaplicáveis (sociodemográfico e ocupacional, Maslach Burnout Inventory, Areas of Worklife Scale e World Health Organization Quality of Life Scale) foram respondidos por 175 professores da área da saúde da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Em uma segunda etapa, um questionário sociodemográfico foi aplicado apenas com as docentes, com a participação de 61 mulheres. Posteriormente, foram realizadas as análises estatísticas dos dados coletados. Os resultados revelaram que a exaustão emocional foi a dimensão central da SB, com o perfil sobrecarregado sendo o mais prevalente (51,4%). A sobrecarga de trabalho e a falta de recompensa foram os principais preditores de exaustão emocional e despersonalização, enquanto a percepção de controle, recompensa e justiça influenciou a realização pessoal dos docentes. As mulheres apresentaram níveis significativamente mais elevados de exaustão emocional do que os homens. Os principais desafios dessas docentes, diante da tripla jornada, incluem, principalmente, a dificuldade de conciliar trabalho, família e vida pessoal, a sensação de falta de tempo, a pouca dedicação à família, lazer e autocuidado, o sentimento de culpa por não atender a todas as demandas e a dificuldade de estabelecer limites entre vida profissional e pessoal. Além disso, mais de um terço das docentes relataram ter sofrido assédio no ambiente de trabalho, e aproximadamente 40% faziam uso de medicações para tratar ansiedade, depressão e insônia. A relação entre a SB e qualidade de vida foi evidenciada, com correlações negativas entre exaustão emocional e despersonalização e os domínios físico, psicológico, social e ambiental. Em contrapartida, a realização pessoal apresentou correlação positiva com todos os domínios da qualidade de vida. Embora a maioria dos professores estivesse sobrecarregada, mais da metade avaliou sua qualidade de vida como boa, o que pode refletir tanto fatores de resiliência quanto a normalização da sobrecarga no contexto acadêmico. Esses achados reforçam a necessidade de intervenções institucionais para a redução da carga de trabalho, a promoção da equidade de gênero e o fortalecimento do suporte aos docentes, visando melhorar sua qualidade de vida e prevenir o esgotamento profissional.
dc.description.abstract2Burnout syndrome (BS) is a phenomenon caused by chronic work-related stress that has been poorly managed, representing a public health issue and one of the major challenges of modern society, especially after the COVID-19 pandemic. Among the affected professionals, teachers are among the most impacted, mainly due to inadequate working conditions. Given this, this study aims to analyze the work-life areas that predict BS and its association with the quality of life of healthcare professors at a public university in Bahia, Brazil. For data collection, four self-administered questionnaires (sociodemographic and occupational, Maslach Burnout Inventory, Areas of Worklife Scale, and World Health Organization Quality of Life Scale) were initially completed by 175 healthcare professors from the State University of Bahia (UNEB). In a second phase, a sociodemographic questionnaire was applied exclusively to female professors, with 61 participants. Statistical analyses were then conducted on the collected data. The results revealed that emotional exhaustion was the central dimension of BS, with the overextended profile being the most prevalent (51.4%). Work overload and lack of reward were the main predictors of emotional exhaustion and depersonalization, while perceptions of control, reward, and fairness influenced the professors' personal accomplishment. Women showed significantly higher levels of emotional exhaustion than men. The main challenges faced by female professors due to their triple workload included difficulty balancing work, family, and personal life, a constant feeling of lacking time, limited dedication to family, leisure, and self-care, guilt for not meeting all demands, and difficulty setting boundaries between professional and personal life. Additionally, more than one-third of female professors reported experiencing workplace harassment, and approximately 40% used medication for anxiety, depression, and insomnia. The relationship between BS and quality of life was evident, with negative correlations between emotional exhaustion and depersonalization and the physical, psychological, social, and environmental domains. In contrast, personal accomplishment showed a positive correlation with all quality of life domains. Although most professors reported being overworked, more than half rated their quality of life as good, which may reflect both resilience factors and the normalization of overload in the academic environment. These findings highlight the urgent need for institutional interventions aimed at reducing workload, promoting gender equity, and strengthening support systems for faculty members, with the goal of improving their quality of life and preventing professional burnout.
dc.format.mimetypeapplication/pdf
dc.identifier.urihttps://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/8484
dc.identifier2.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7251598207534325
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade do Estado da Bahia
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/restrictedAccess
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.rights2Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.subject.keywordsBurnout
dc.subject.keywordsEsgotamento profissional
dc.subject.keywordsEstresse no trabalho
dc.subject.keywordsQualidade de vida
dc.subject.keywordsSaúde ocupacional
dc.titleSíndrome de burnout em professores da área da saúde de universidade pública da Bahia
dc.title.alternativeBurnout syndrome in health professors at a public university in Bahia
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis
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