Efeitos do exercício físico na qualidade de vida de pessoas com diabetes tipo 2: uma revisão da literatura
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Resumo
Introdução: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma condição metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante da resistência à insulina e deficiência parcial de secreção pancreática. A prática regular de exercícios físicos é reconhecida como uma intervenção fundamental no manejo da doença, atuando na melhora do controle glicêmico, na sensibilidade à insulina, na capacidade funcional, na saúde mental e na qualidade de vida. O exercício promove adaptações fisiológicas relevantes, como maior captação de glicose mediada pelo GLUT4, melhora da composição corporal e redução de fatores de risco cardiovasculares. Objetivo: Analisar, com base na literatura científica, os efeitos do exercício físico na qualidade de vida de indivíduos com DM2, considerando variáveis como controle glicêmico, saúde cardiovascular, força muscular, massa muscular, saúde mental e percepção de bem-estar. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa. A busca foi realizada por um pesquisador de forma independente nas bases PubMed e SciELO, incluindo ensaios clínicos randomizados e estudos de intervenção publicados entre 2014 e 2024. Aplicaram-se critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos, e os estudos elegíveis foram avaliados pela Escala PEDro para análise da qualidade metodológica. Resultados: Após o processo de triagem e avaliação metodológica, 11 estudos foram selecionados. Constatou-se que diferentes modalidades de exercício, aeróbico, resistido e combinado promovem redução significativa dos níveis de HbA1c, melhora da rigidez arterial, aumento da força muscular, redução da gordura corporal, melhora do perfil lipídico e benefícios relevantes para a saúde mental, incluindo menor ansiedade e depressão. Os estudos também demonstraram melhora consistente nos domínios físico, psicológico e ambiental da qualidade de vida. Conclusão: As evidências revisadas mostram que o exercício físico, seja aeróbico, resistido ou combinado, exerce impacto positivo e consistente no manejo do DM2. A prática regular de exercícios melhora o controle glicêmico, a composição corporal, o desempenho físico, a saúde mental e a qualidade de vida. Dessa forma, o exercício deve ser considerado uma estratégia essencial e não medicamentosa no tratamento da doença e na prevenção de suas complicações.