Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado Profissional) em Educação e Diversidades (PPGED) - Jacobina

A ação do Programa de Pós-graduação em Educação e Diversidade (PPGED) iniciou em 2014, em nível Mestrado Profissional, no Departamento de Ciências Humanas (Campus IV) em Jacobina. Em 2017, o PPGED ampliou sua área de atuação ampliando seu polo educacional através da parceria com o Departamento de Educação (Campus XIV) em Conceição do Coité. O PPGED ocupa-se dos processos de formação e das práticas de educadores visando a preparação profissional para atuarem com as diversidades e singularidades socioeducativas e culturais. Concebe a docência como prática social contextualizada envolvendo questões políticas, históricas e culturais, enfatizando as práticas como elementos basilares dos processos de ensino e de aprendizagem. Volta-se para as políticas e práticas escolares, atentando para as questões locais em conexão com as demandas globais e a episteme contemporânea da formação. Representa uma tentativa de subsidiar práticas escolares pautadas na valorização das diferenças, do múltiplo, do inovador e do anverso.

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    Se posso estudar, posso pesquisar e extensionar? Repertórios interpretativos de estudantes partícipes da educação especial inclusiva no IFBA Seabra/Bahia
    (Universidade do Estado da Bahia, 2024-06-27) Silva , Felipe Ribeiro de Farias Mendes da; Silva , Ana Lúcia Gomes da; Nunes, Jacy Bandeira Almeida; Salvadori , Juliana Cristina; Pimentel , Susana Couto
    Este trabalho, vinculado à linha de pesquisa em Educação, Linguagens e Identidades do Mestrado Profissional em Educação e Diversidade da Universidade do Estado da Bahia, tem como objetivo desvelar os repertórios interpretativos que os partícipes da Educação Especial Inclusiva atribuem a sua participação ou não participação nas atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão do IFBA Seabra e que dão sentido a sua formação acadêmica. Teve como objetivos secundários: Analisar o desenvolvimento da Educação Especial, utilizando os conceitos de tempo longo, tempo curto e tempo vivido, desde os períodos de segregação da deficiência na escola até a sua oficialização legal sob a perspectiva da Inclusão, tornando-se Educação Especial Inclusiva; Analisar a trajetória da Educação Superior no país e sua contribuição; Examinar a influência transversal da Educação Especial na formação acadêmica, com foco específico no campus em questão, assim como elaborar um jogo pedagógico como produto técnico-científico e dispositivo de construção dos dados. Em sua metodologia, trabalhou com a perspectiva epistemológica do construtivismo social e com a abordagem qualitativa, nas perspectivas da pesquisa formação e colaborativa. O produto técnico científico foi um jogo pedagógico de tabuleiro – Campus - fundamentado e aperfeiçoado pelos repertórios interpretativos estudantis, trabalhando situações por eles vividas em sua própria jornada acadêmica. Foram utilizados como dispositivos para a construção dos dados o jogo de tabuleiro e a conversação durante a partida do jogo, assim os dados foram sendo construídos realizando uma análise qualitativa. Os resultados apontam a identificação da diferença entre os repertórios interpretativos de estudantes ingressantes e experientes do IFBA Seabra, sendo o dos mais experientes em relação à luta por direitos e os ingressantes uma maior gratidão às oportunidades, assim como a incipiência e desconhecimento de atividades de pesquisa e extensão.
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    Singular e/ou plural? Eis a questão! Uma análise contrastiva das visões de sertão a partir do Game Árida
    (Universidade do Estado da Bahia, 2024-12-18) Freitas, Marcelo Santos; Gomes, Antenor Rita; Souza, Albano de Goes; Vasconcelos, Cláudia Pereira; Santana, Thaís Nascimento
    A presente dissertação intitulada Singular e/ou Plural? Eis a questão! Uma análise contrastiva das visões de sertão a partir do game Árida, o estudo se insere sobre o trato de contrastar visões de sertão a partir do game Árida com percepções contemporâneas do sertão, identificando semelhanças e diferenças significativas entre as representações do jogo e as representações atuais do sertão. O estudo, apresenta as vivências de uma pesquisa que foi desenvolvida no Mestrado Profissional do Programa de Pós-Graduação em Educação e Diversidade (PPGED) UNEB, no Departamento de Ciências Humanas - Campus IV/Jacobina-BA e no Grupo de Pesquisa – Cult-vi - Cultura Visual, Educação e Linguagem. O estudo parte de duas concepções de sertão: a) a ideia formatada de sertão como aquilo que foi criado, publicizado, estereotipado e massificado, seja pela literatura, pela história, pela arte ou pela memória do povo brasileiro, entre outros. A percepção formatada de sertão, faz parte do imaginário social e tem vozes e imagens representativas. b) A percepção de sertão contemporâneo que se pauta em constantes processos de transformações. Trata-se da visão de sertões (re)descobertos, vivenciados e reinventados, visões multifacetadas de sertão, porém em muitas vezes ainda apresentam elementos cristalizados na representação de sertão. Diz respeito as visões de sertões dinâmicos e em movimentos, que tem sempre algo novo a revelar. Buscando contrastar essas duas percepções, a pesquisa toma o jogo Árida como ponto de partida e tem como base em aporte teórico que nos permita entender os processos de representação dos sertões nas perspectivas unidirecional ou plural, tomamos como referência os autores Durval Muniz de Albuquerque Júnior (1994, 2011, 2013), Gislene Moreira (2018), Cláudia Vasconcelos (2012), Lynn Alves (2019), Roberto Sidnei Macedo (2018). Para concretizar as vivências da pesquisa, efetivamos um grupo de discussão (GD) que identificamos como “Prosas e Jogos do Sertão.” O GD foi constituído por estudantes do Curso Profissionalizante em Administração de Empresa do Colégio Estadual de Tempo Integral Abelardo Moreira - Mairi-BA. Na vivência do GD, foi levado em consideração as diferentes representações discursivas sobre o sertão sem a intencionalidade de estabelecer dualização entre certo e errado, mas sim com o propósito de expor contrastivamente as diferentes posições dos participantes da pesquisa. Na materialização desse estudo, apresentamos no primeiro momento a relação do autor/pesquisador com o objeto de estudo e os objetivos da pesquisa e, posteriormente é apresentado a trilha metodológica e seus elementos constitutivos de (re)elaboração e, análise das vivências construídas no percurso da pesquisa. Como desdobramento do estudo foi realizado de forma colaborativa com os coparticipantes a construção de um jogo digital a partir do construto e dos objetivos da pesquisa. As andanças dessa pesquisa trarão contribuições relevantes no campo acadêmico e educacional no sentido de descortinar percepções mais Singulares e/ou Plurais, mais contextualizadas e múltiplos olhares na representação dos sertões nos currículos escolares. A pesquisa revelou que a concepção de sertão não deve ser monolítica, pelo contrário, ela se desdobra em múltiplas narrativas que refletem em muitos sertões.
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    Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs): valorização cultural e a promoção da segurança alimentar e nutricional no âmbito do programa nacional de alimentação escolar em Senhor do Bonfim/Ba
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025) Santos, Ana Paula Leite; Pinho, Maria José Souza; Queiroz , Marlus Henrique; Ramos, Michael Daian Pacheco
    A alimentação escolar constitui-se como um instrumento estratégico para a promoção da saúde, da segurança alimentar e da valorização da cultura alimentar local, especialmente no semiárido nordestino. Nesse contexto, as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) representam alternativas nutricionalmente relevantes, adaptadas ao ambiente e vinculadas a saberes tradicionais. Apesar de seu potencial nutricional e ecológico, as PANCs permanecem, em grande medida, à margem das políticas públicas. Sua introdução no contexto escolar dialoga com conceitos de educação, saúde integral e preservação de saberes culturais. O objetivo geral desta pesquisa foi compreender como a inserção das PANCs na alimentação escolar pode contribuir para a valorização da cultura alimentar local e para a promoção da segurança alimentar e nutricional nas escolas públicas do município de Senhor do Bonfim/BA. A partir de uma abordagem qualitativa e interventiva, fundamentada na etnobiologia e na pesquisa-intervenção, estabeleceu-se diálogo com nutricionistas e merendeiras da rede municipal, revelando saberes populares, práticas alimentares enraizadas, desafios institucionais e possibilidades de inclusão dessas espécies no cardápio escolar. Os resultados evidenciaram que as narrativas das merendeiras revelam um repertório rico de conhecimentos tradicionais sobre o uso de plantas alimentícias, frequentemente invisibilizados nas políticas institucionais, mas pouco associado às PANCs como alternativa para a merenda escolar. As nutricionistas, por sua vez, demonstraram interesse, mas apontaram entraves estruturais, culturais e formativos para a efetiva inclusão dessas espécies nos cardápios. Assim, a pesquisa mostra que as PANCs não devem ser compreendidas apenas como alimentos alternativos, mas como instrumentos de resistência cultural, cuidado territorial e promoção da saúde integral. Além disso, destaca-se a necessidade de ampliar os espaços de escuta e valorização do protagonismo das merendeiras, cuja sabedoria prática constitui patrimônio alimentar. A elaboração do cardápio multimodal com PANCs, como produto educacional desta pesquisa, configurou-se como um marco prático e simbólico: sistematiza possibilidades concretas de utilização dessas plantas na alimentação escolar e atua como dispositivo pedagógico que articula educação nutricional, sustentabilidade e cultura alimentar. Sua proposta encontra-se em consonância com as diretrizes do PNAE e com os princípios da educação alimentar e nutricional crítica e emancipadora.
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    Quantas histórias têm as cartas de quem ousa se anunciar?: pedagogias feministas e epistemologias decoloniais
    (Universidade do Estado da Bahia, 2024) Silva, Zuleide Paiva da; Silva, Ana Lúcia Gomes da; Sousa, Maria Lizandra Mendes de
    Queridas/es/os leitoras/us/es, a Coletânea Quantas histórias têm as cartas de quem ousa se anunciar? Pedagogias Feministas e Epistemologias Decoloniais é mais uma publicação fruto dos enlaces tecidos pelo componente “Epistemologias Feministas e Epistemologias Decoloniais”, ofertado no semestre 2023.2, na modalidade on-line pelo Programa de Pós-graduação em Educação e Diversidade (PPGED), na Universidade do Estado da Bahia, nos Campus IV/Jacobina e XIV, em Conceição do Coité. É um contínuo de possibilidades epistemológicas tecidas desde a sua primeira aparição “Experiências (Auto)Formativas Diarizadas na Educação Universitária: Pedagogias Feministas e Epistemologias Decoloniais”, em que polifonias feministas foram costuradas a partir do diário de pesquisa-bordo para (re)pensar outros caminhos, modos e formas de ensinagens-aprendizagens- -experiências, bem como performatizar um escrever-pesquisar nos enlaçamentos com o corpo que cria brechas, fendas e perfurações, ou seja, corpoescrevepesquisasente. Aqui, neste movimento de acontecimentos da sua segunda aparição é também movido por uma rede de afetospolíticoséticos.
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    Biblioteca escolar e órbita social: formação do/a leitor/a literário/a
    (Universidade do Estado da Bahia, 2024) Rios, Éttore Pablo Vilaronga; Sousa, Denise Dias de Carvalho; Cunha, Rúbia Mara de Sousa Lapa; Lima, Rita de Cássia Brêda Mascarenhas
    Este trabalho tem por objetivo compreender qual é o papel da biblioteca escolar na formação do/a leitor/a literário/a no Colégio Municipal Francisco Machado dos Santos, Capim Grosso – BA, analisando a situação em que se encontra este espaço de leitura a partir dos projetos desenvolvidos nessa Unidade Escolar. A trilha metodológica está pautada na pesquisa-ação, com abordagem qualitativa, por meio de entrevistas semiestruturadas e rodas de conversa, sendo a análise de conteúdo o dispositivo de triagem dos dados produzidos e a análise documental a base de interpretação das leis (Programa Nacional de Incentivo à Leitura, Programa Nacional Sala de Leitura, Pró-Ler, Programa Nacional Biblioteca da Escola, Plano Nacional do Livro e Leitura e Lei de Universalização das Bibliotecas Escolares). No que concerne ao aporte teórico, partimos do Realismo Crítico como pressuposto epistemológico e a Sociologia da Leitura como base teórica e campo de reflexão principal para discussão dos eixos temáticos biblioteca, políticas públicas para o livro, a leitura e a biblioteca e formação leitora literária, tomando como base os estudos de Teresa Colomer, Eliane Fioravante, Matthew Battles, Chantal Horellou-Lafarge e Monique Segré, entre outros. Neste trabalho pudemos verificar o protagonismo da biblioteca escolar na formação do/da leitor/a literário/a e os prejuízos sociais que a obstrução do acesso a este espaço pode causar no processo leitor, seja no espaço escolar ou na influência que a órbita social exerce no individuo em formação. Verificamos, também, que o acesso por si só não garante a formação, sendo necessária a efetiva presença e atuação da figura do/da mediador/a de leitura e o real funcionamento das políticas públicas do livro e da leitura.