Treinamento de força para prevenção de quedas em pessoas idosas: uma revisão Umbrella
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Resumo
Nas últimas décadas, houve um aumento significativo da população idosa devido uma transição epidemiológica, o que representa um desafio para a saúde pública devido ao aumento de doenças crônicas e à perda progressiva da capacidade funcional dos idosos. Pelas consequências desse processo, estão as quedas, que vêm sendo uma das principais complicações, aumentando as causas de mortalidade, morbidade e institucionalização entre pessoas idosas. A partir disso, o treinamento de força surge como uma estratégia eficaz para a prevenção de quedas e na promoção de um envelhecimento saudável. Este estudo tem como objetivo analisar a importância do treinamento de força para prevenção de quedas para a população idosa, por meio de uma revisão Umbrella. Foram realizadas buscas na base de dados da PubMed, selecionando artigos publicados entre 2014 e 2024, utilizando descritores como “treinamento de força”, “idosos”, “quedas” e “exercício resistido”. Os estudos incluídos foram com seres humanos, com a faixa etária de idade igual ou superior a 60 anos, que abordassem os efeitos do treinamento de força na prevenção de quedas em idosos. Os resultados apontam que o treinamento de força melhora significativamente a força muscular, o equilíbrio, a mobilidade e a densidade óssea, reduzindo o risco de quedas e promovendo maior autonomia e qualidade de vida. Além disso, observou-se a necessidade de ampliar a implementação de programas de treinamento resistido na Atenção Primária à Saúde, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), considerando as limitações estruturais e de capacitação profissional. Deste modo, sugere-se que o treinamento de força é uma estratégia segura e essencial na prevenção de quedas, devendo ser implementado de forma sistemática nas políticas públicas de promoção da saúde e no envelhecimento ativo.