Bacharelado em Agroecologia - DCHT16

O Bacharelado em Agroecologia da UNEB no Campus XVI, em Irecê, destaca-se pela metodologia da Pedagogia da Alternância, que integra o aprendizado acadêmico à vivência prática no campo. O curso forma profissionais preparados para gerir agroecossistemas sustentáveis e promover a convivência harmônica com o Semiárido, priorizando a agricultura familiar e a preservação da biodiversidade. Em 2026, a graduação continua sendo um pilar para a transição agroecológica na região, unindo conhecimentos de ciências agrárias, ecologia e sociologia rural para fortalecer a soberania alimentar e a economia solidária.

Navegar

Submissões Recentes

Agora exibindo 1 - 5 de 8
  • Item
    Sistema agroflorestal x sistema convencional no Território de Irecê- BA.
    (Universidade Estado da Bahia, 2025-12-02) Santos, Adenilton Nunes dos; Carvalho, Maria do Amparo Gomes; Damasceno, Lucas Farias; Almeida, Ana Cristina
    Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo comparar o desempenho de um Sistema Agroflorestal (SAF) e de um sistema convencional no Território de Identidade de Irecê (TII), localizado no semiárido baiano Neste território, tradicionalmente, predomina a agricultura convencional, caracterizada pelo uso intensivo de insumos químicos, mecanização e monoculturas, o que tem resultado em impactos ambientais negativos, como perda de biodiversidade, contaminação dos recursos hídricos e empobrecimento do solo. Em contraposição, os Sistemas Agroflorestais (SAFs) configuram-se como alternativa sustentável, ao integrarem árvores, cultivos agrícolas e, em alguns casos, criação de animais A pesquisa possui caráter qualitativo e quantitativo, de natureza exploratória e descritiva, sendo conduzida por meio de estudo de caso na comunidade Achado, em Irecê-BA. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas com agricultores, análises documentais, visitas técnicas para observação direta, além da coleta de amostras de solo e dados sobre biodiversidade. Os resultados foram analisados com base em indicadores de sustentabilidade ambiental, produtividade agrícola e impactos socioeconômicos. A fundamentação teórica baseia-se em autores como Altieri (2012), Götsch (2016) e Pretty (2005), que abordam a agroecologia como ciência transformadora e promotora da sustentabilidade agrícola, sobretudo em contextos de escassez hídrica. O estudo busca preencher lacunas existentes na literatura e subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à adoção de práticas agrícolas sustentáveis na região. Conclui-se que a comparação entre os dois sistemas poderá evidenciar os benefícios ecológicos, sociais e econômicos dos SAFs em relação ao modelo convencional, fortalecendo a agroecologia como ferramenta de desenvolvimento rural sustentável no semiárido brasileiro
  • Item
    A Dispersão de Sementes por Bugio, barbado/roncador (Alouatta caraya (Humboldt, 1812)) na Serra do Calcário, município de Central-Bahia
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-03) Reis, Adailson dos; Castro , Darcy Ribeiro; Santos , Roberta Machado; Izabel, Tasciano Santos Santa
    Estudos sobre a espécie Alouatta caraya (Bugio, barbado/roncador) geralmente são desenvolvidos em áreas restritas como zoológicos, parques e reservas ambientais. O presente trabalho teve como objetivo investigar a relação entre a alimentação, a dispersão e a geminação de sementes pela espécie A. caraya e sua importância para conservação do agroecossistema da Serra do Calcário, município de Central-Bahia. O local da pesquisa envolveu às Fazendas: Boqueirão, Povoado de Maxixe, Santa Fé Povoado de Pau D’Arco, Fazendas Pé do Morro I e II e povoado de Capoeira da Serra, município de Central Região Noroeste do Estado da Bahia, que tem um perímetro de 29,99 km² /área 3.844,55 hectares (Google Earth, 2024) limites municipais com Jussara e Itaguaçu da Bahia, clima tropical Semiárido. A atividade investigativa foi realizada mediante pesquisa qualitativa, exploratória, viabilizada pela observação participante. As informações de campo, laboratório foram registradas em diário de bordo, fotografias, áudio/vídeo, coordenadas com auxílio de uma câmera Canon T5 EOS, Celular e GPS Garmim. Os dados foram transcritos, categorizados e analisados qualitativamente por meio do método comparativo, sendo posteriormente discutidas de acordo com os fundamentos da área. Evidenciou-se que a espécie A. caraya se alimenta de vegetais, como Ficus doliaria Kunth (Gameleira), Maytenus rígida Mart (Pau de colher), Ziziphus joazeiro Mart (Juazeiro) dentre outras não identificadas. Na sua dieta incluem galhos, cascas e raízes de outras plantas. Ressalta-se que a germinação e desenvolvimento dessas espécies ocorrem nas áreas com menores temperaturas e maiores umidades. Destaca-se que a espécie A. Caraya é fundamental para disseminação desses vegetais, na Serra do Calcário, contribuindo para o equilíbrio do agroecossitema local.
  • Item
    A dispersão de sementes por Bugio, barbado/roncador (Alouatta caraya (Humboldt, 1812)) na Serra do Calcário, município de Central-Bahia
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-03) Reis, Adailson dos; Castro, Darcy Ribeiro; Santos, Roberta Machado; Izabel, Tasciano dos Santos Santa
    Estudos sobre a espécie Alouatta caraya (Bugio, barbado/roncador) geralmente são desenvolvidos em áreas restritas como zoológicos, parques e reservas ambientais. O presente trabalho teve como objetivo investigar a relação entre a alimentação, a dispersão e a geminação de sementes pela espécie A. caraya e sua importância para conservação do agroecossistema da Serra do Calcário, município de Central-Bahia. O local da pesquisa envolveu às Fazendas: Boqueirão, Povoado de Maxixe, Santa Fé Povoado de Pau D’Arco, Fazendas Pé do Morro I e II e povoado de Capoeira da Serra, município de Central Região Noroeste do Estado da Bahia, que tem um perímetro de 29,99 km² /área 3.844,55 hectares (Google Earth, 2024) limites municipais com Jussara e Itaguaçu da Bahia, clima tropical Semiárido. A atividade investigativa foi realizada mediante pesquisa qualitativa, exploratória, viabilizada pela observação participante. As informações de campo, laboratório foram registradas em diário de bordo, fotografias, áudio/vídeo, coordenadas com auxílio de uma câmera Canon T5 EOS, Celular e GPS Garmim. Os dados foram transcritos, categorizados e analisados qualitativamente por meio do método comparativo, sendo posteriormente discutidas de acordo com os fundamentos da área. Evidenciou-se que a espécie A. caraya se alimenta de vegetais, como Ficus doliaria Kunth (Gameleira), Maytenus rígida Mart (Pau de colher), Ziziphus joazeiro Mart (Juazeiro) dentre outras não identificadas. Na sua dieta incluem galhos, cascas e raízes de outras plantas. Ressalta-se que a germinação e desenvolvimento dessas espécies ocorrem nas áreas com menores temperaturas e maiores umidades. Destaca-se que a espécie A. Caraya é fundamental para disseminação desses vegetais, na Serra do Calcário, contribuindo para o equilíbrio do agroecossitema local.
  • Item
    Caracterização físico-química do solo em área de manejo agroecológico no bioma Caatinga
    (Univesidade do Estado da Bahia, 0003-12-03) Martins, Valterulucia Alves; Farias Damasceno, Lucas; Costa , Adilson Alves; Santos , Jaciel Alves
    O presente trabalho teve como objetivo verificar os atributos físicos e químicos do solo em diferentes áreas de manejo agroecológico no Sítio Gaia, localizado no município de São Gabriel, Bahia, inserido no bioma Caatinga. O estudo também foi conduzido em quatro áreas representativas: pousio, sistema agroflorestal (SAF), cultivo consorciado e Caatinga nativa, utilizadas como referências ambiental. Foi utilizado uma amostra composta para cada área, em três profundidades (0–20, 20–40 e 40–60 cm) e realizada a análise da granulometria e os atributos quimicos. Os resultados indicaram que o manejo adotado influenciou diretamente os atributos do solo. A Caatinga nativa apresentou maiores teores de matéria orgânica e potássio, evidenciando a importância da vegetação natural na manutenção da fertilidade. O pousio destacou-se pela maior saturação por bases e capacidade de troca catiônica (CTC), enquanto as áreas sob manejo agroecológico (SAF e cultivo consorciado) apresentaram equilíbrio químico, com valores adequados de pH e matéria orgânica. A análise granulométrica revelou texturas variando de franco argiloso, arenoso a muito argiloso. Conclui-se que as práticas agroecológicas favorecem a recuperação da fertilidade e a sustentabilidade dos solos do Semiárido baiano, demonstrando que a integração de sistemas diversificados, como o SAF e o cultivo consorciado, constitui estratégia eficiente de manejo conservacionista e produtivo.
  • Item
    Mudanças climáticas e a cafeicultura: o potencial dos sistemas agroflorestais na região semiárida para o controle microclimático dos ambientes produtivos – um caso de sucesso na região do Malhador – Seabra – Chapada Diamantina – estado da Bahia
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-01) Santos, Venâncio Ferreira dos; Castro, Darcy Ribeiro de; Farias, Ivânia Batista de Oliveira; Santos, Roberta Machado; Castro, Darcy Ribeiro de
    Estudos atrelando a análise estomática de Coffea arabica produzido na região semiárida, em consórcio com vegetais nativos no sistema agroflorestal – SAF – e a funcionalidade desses no controle microclimático e recuperação de ambientes produtivos, corroborado pela influência na plasticidade morfológica e anatômica de estômatos das cultivares são escassos na literatura. A pesquisa envolveu um trabalho quali-quantitativo, descritivo/experimental em campo e laboratório, em que se utilizou como instrumento a observação direta. Como tratamentos, foi utilizado o Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC), onde as coletas foram realizadas em dois ambientes/tratamentos: Área 1 – ambiente agroflorestal de sequeiro e Área 2 – ambiente a sol pleno de sequeiro, ambos na localidade denominada Malhador, município de Seabra, território de identidade da Chapada Diamantina, região semiárida do Brasil, em um ecótono entre Caatinga e Cerrado, estado da Bahia. Para isso, foram realizadas coletas de dados microclimáticos das áreas de estudo por meio dos equipamentos Termo-Higrômetro e termômetro infravermelho. Para as análises foliar e estomática foram coletadas durante os meses de fevereiro a outubro de 2025 a temperatura do tecido epidérmico de C. arabica por meio de um termômetro infravermelho, além de impressões adaxial e abaxial da epiderme das folhas do vegetal por meio da utilização de adesivo instantâneo em lâminas de vidro, com vistas a avaliar o comportamento dos estômatos pelos efeitos climáticos das áreas nas cultivares. As análises foram feitas no Laboratório Multidisciplinar da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Campus XXIV e no Campus Seabra do Instituto Federal da Bahia - IFBA, sob aumento de 400x, em Microscopia Óptica Comum, e as informações registradas em diário de bordo. Os dados foram categorizados, processados, analisados quantitativamente e qualitativamente com auxílio do Microsoft Excel (2010) e do programa Sisvar por meio do teste Tukey que realizou as Análises de Variância (ANAVA) a 5% de significância para compreender as médias entre os tratamentos. Em relação dos dados microclimáticos das duas áreas de estudo, houve diferença significativa entre si, apresentando: Temperatura do Ambiente - TA (Área 1: 25,15ºC e Área 2: 29,58ºC) e do solo – TS (Área 1: 22,29ºC e Área 2: 47,83ºC) e Umidade Relativa do Ar - URA (Área 1: 50% e Área 2: 38,33%). Em relação aos dados foliares e estomáticos, houve diferenças significativas entre si os parâmetros: Temperatura da Folha – TF (Área 1: 22,70ºC e Área 2: 26,37ºC); Densidade Estomática – DE (Área 1: 22,65 e Área 2: 28,12 estômatos/mm²), Frequência Estomática - FE (Área 1: 57,55% e Área 2: 78,71%) e Índice Estomático - IE (Área 1: 18,38% e Área 2: 21,87%); não apresentou diferença significativa entre si entre os tratamentos referentes a: Tamanho dos Estômatos – TE (Área 1: 19,07µm e Área 2: 19,28µm). Em relação a Estômatos Abertos – EA houve diferença significativa entre si (Área 1: 13,32 e Área 2: 21,79 estômatos abertos), não houve diferença significativa entre si em relação a Estômatos Fechados – EF (Área 1: 54,48 e Área 2: 66,40 estômatos fechados), em 1mm2 de folha. Na área 2, ambiente a sol pleno, houve uma maior quantidade de estômatos abertos em relação ao ambiente agroflorestal, o que pode indicar um baixo controle de evapotranspiração da cultivar para ambientes xéricos. A partir dos dados obtidos foi possível indicar que os sistemas agroflorestais (Área 1) amenizam o stress da espécie C. arabica pelo controle das condições microclimáticas do ambiente como temperatura e umidade o que reflete no comportamento estomático. Esses aspectos estão relacionados ao melhor conforto térmico que os SAF garantem às cultivares, o que pode indicar uma qualidade ambiental pelo potencial desses sistemas com espécies nativas para recuperação de ambientes produtivos degradados e aperfeiçoamento da saúde vital e produtiva do cafeeiro.