Bacharelado em Agroecologia - DCHT16

O Bacharelado em Agroecologia da UNEB no Campus XVI, em Irecê, destaca-se pela metodologia da Pedagogia da Alternância, que integra o aprendizado acadêmico à vivência prática no campo. O curso forma profissionais preparados para gerir agroecossistemas sustentáveis e promover a convivência harmônica com o Semiárido, priorizando a agricultura familiar e a preservação da biodiversidade. Em 2026, a graduação continua sendo um pilar para a transição agroecológica na região, unindo conhecimentos de ciências agrárias, ecologia e sociologia rural para fortalecer a soberania alimentar e a economia solidária.

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    Mudanças climáticas e a cafeicultura: o potencial dos sistemas agroflorestais na região semiárida para o controle microclimático dos ambientes produtivos – um caso de sucesso na região do Malhador – Seabra – Chapada Diamantina – estado da Bahia
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-01) Santos, Venâncio Ferreira dos; Castro, Darcy Ribeiro de; Farias, Ivânia Batista de Oliveira; Santos, Roberta Machado; Castro, Darcy Ribeiro de
    Estudos atrelando a análise estomática de Coffea arabica produzido na região semiárida, em consórcio com vegetais nativos no sistema agroflorestal – SAF – e a funcionalidade desses no controle microclimático e recuperação de ambientes produtivos, corroborado pela influência na plasticidade morfológica e anatômica de estômatos das cultivares são escassos na literatura. A pesquisa envolveu um trabalho quali-quantitativo, descritivo/experimental em campo e laboratório, em que se utilizou como instrumento a observação direta. Como tratamentos, foi utilizado o Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC), onde as coletas foram realizadas em dois ambientes/tratamentos: Área 1 – ambiente agroflorestal de sequeiro e Área 2 – ambiente a sol pleno de sequeiro, ambos na localidade denominada Malhador, município de Seabra, território de identidade da Chapada Diamantina, região semiárida do Brasil, em um ecótono entre Caatinga e Cerrado, estado da Bahia. Para isso, foram realizadas coletas de dados microclimáticos das áreas de estudo por meio dos equipamentos Termo-Higrômetro e termômetro infravermelho. Para as análises foliar e estomática foram coletadas durante os meses de fevereiro a outubro de 2025 a temperatura do tecido epidérmico de C. arabica por meio de um termômetro infravermelho, além de impressões adaxial e abaxial da epiderme das folhas do vegetal por meio da utilização de adesivo instantâneo em lâminas de vidro, com vistas a avaliar o comportamento dos estômatos pelos efeitos climáticos das áreas nas cultivares. As análises foram feitas no Laboratório Multidisciplinar da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Campus XXIV e no Campus Seabra do Instituto Federal da Bahia - IFBA, sob aumento de 400x, em Microscopia Óptica Comum, e as informações registradas em diário de bordo. Os dados foram categorizados, processados, analisados quantitativamente e qualitativamente com auxílio do Microsoft Excel (2010) e do programa Sisvar por meio do teste Tukey que realizou as Análises de Variância (ANAVA) a 5% de significância para compreender as médias entre os tratamentos. Em relação dos dados microclimáticos das duas áreas de estudo, houve diferença significativa entre si, apresentando: Temperatura do Ambiente - TA (Área 1: 25,15ºC e Área 2: 29,58ºC) e do solo – TS (Área 1: 22,29ºC e Área 2: 47,83ºC) e Umidade Relativa do Ar - URA (Área 1: 50% e Área 2: 38,33%). Em relação aos dados foliares e estomáticos, houve diferenças significativas entre si os parâmetros: Temperatura da Folha – TF (Área 1: 22,70ºC e Área 2: 26,37ºC); Densidade Estomática – DE (Área 1: 22,65 e Área 2: 28,12 estômatos/mm²), Frequência Estomática - FE (Área 1: 57,55% e Área 2: 78,71%) e Índice Estomático - IE (Área 1: 18,38% e Área 2: 21,87%); não apresentou diferença significativa entre si entre os tratamentos referentes a: Tamanho dos Estômatos – TE (Área 1: 19,07µm e Área 2: 19,28µm). Em relação a Estômatos Abertos – EA houve diferença significativa entre si (Área 1: 13,32 e Área 2: 21,79 estômatos abertos), não houve diferença significativa entre si em relação a Estômatos Fechados – EF (Área 1: 54,48 e Área 2: 66,40 estômatos fechados), em 1mm2 de folha. Na área 2, ambiente a sol pleno, houve uma maior quantidade de estômatos abertos em relação ao ambiente agroflorestal, o que pode indicar um baixo controle de evapotranspiração da cultivar para ambientes xéricos. A partir dos dados obtidos foi possível indicar que os sistemas agroflorestais (Área 1) amenizam o stress da espécie C. arabica pelo controle das condições microclimáticas do ambiente como temperatura e umidade o que reflete no comportamento estomático. Esses aspectos estão relacionados ao melhor conforto térmico que os SAF garantem às cultivares, o que pode indicar uma qualidade ambiental pelo potencial desses sistemas com espécies nativas para recuperação de ambientes produtivos degradados e aperfeiçoamento da saúde vital e produtiva do cafeeiro.
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    Plantas medicinais utilizadas na Comunidade Tradicional Quilombola Caldeirão de Uibaí-BA: um estudo etnobotânico sobre a manutenção dos conhecimentos da medicina popular
    (Universidade do Estado da Bahia, 2026-12-03) Machado, Vanessa Almeida; Farias, Ivania Batista de Oliveira; Miranda, Joseneide Alves de; Tonini, Rita Maria Costa Wetler
    O presente trabalho teve como tema “Plantas Medicinais Utilizadas na Comunidade Tradicional Quilombola Caldeirão de Uibaí-Ba: Um Estudo Etnobotânico Sobre a Manutenção dos Conhecimentos da Medicina Popular”, esse estudo etnobotânico teve como objetivo geral compreender a utilização de plantas medicinais da caatinga e exóticas no cotidiano local. Tendo como metodologia o aporte qualiquantitativo, com a execução de entrevistas semiestruturadas com 24 indivíduos da comunidade quilombola Caldeirão de Uibaí-BA localizada no Território de Identidade Irecê. Foi possível sistematizar 38 espécies utilizadas na medicina popular na localidade, com diversos usos e partes utilizadas nesse processo. As famílias botânicas mais citadas foram Fabaceae e Lamiaceae, destacando-se espécies como Mentha spicata (hortelã), Schinus terebinthifolia (aroeira), Amburana cearensis (umburana de cheiro) e Rosmarinus officinalis (alecrim). As folhas foram as partes mais utilizadas nos preparos, seguidos de casca e semente, foi possível observar que esses conhecimentos são transmitidos de forma oral, seja ela geracional ou a partir da vivência com outros moradores. Os resultados evidenciam que o uso de plantas medicinais permanece como forma de tratamento tanto no cuidado com a saúde e para rituais e tradições culturais, porém é necessário a atenção com a manutenção do saber empírico nas gerações mais jovens. A partir da sistematização dessas espécies foi possível a coleta de 6 plantas para a montagem de exsicatas para compor o Herbário da Caatinga da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus XVI- Irecê. Dessa forma esse estudo contribui para a preservação cultural, social, a valorização do bioma Caatinga e o reconhecimento da importância do conhecimento tradicional como ferramenta de resistência e identidade dos povos quilombolas.
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    Quais as mudanças de vida dos agricultores e agricultoras orgânicos certificados do núcleo raízes do sertão após a certificação participativa
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-05) Silva, Mateus Fernandes da; Farias, Ivania Batista de Oliveira; Tonini, Rita Maria Costa Wetler; Carvalho, Maria do Amparo Gomes
    O atual trabalho acadêmico tem como tema “Quais as mudanças de vida dos Produtores e Produtoras Orgânicos Certificados do Núcleo Raízes do Sertão após a Certificação Participativa?” que busca conhecer quais as melhorias que a agricultura orgânica e certificada trouxe para suas vidas, além de destacar que a agroecologia é de fundamental importância para o desenvolvimento social sustentável do país, onde a mesma traz benefícios a saúde dos consumidores, pois os mesmos podem consumir alimentos livres de agrotóxicos e que não agridem o meio ambiente. Visto que, esses agricultores plantam alimentos como, verduras, frutas, hortaliças e grãos e a Certificação Orgânica Participativa, ajudou a expandir os negócios, pois, os clientes podem ter a garantia que estão consumindo alimentos verdadeiramente orgânicos, dessa forma aumentando a renda familiar.
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    Acesso e permanência dos agricultores e agricultoras estudantes ao ensino superior: desafios e possibilidades
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-02) Souza, Lindaci Cecilia de; Sodré, Dorath Bento; Silva, Edileuza Alves da; Carvalho, Maria do Amparo
    Este artigo apresenta o resultado do estudo sobre os desafios e as possibilidades que permeiam a trajetória acadêmica de agricultores e agricultoras no ensino superior, com foco no curso de Bacharelado em Agroecologia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus XVI, localizado no Território de Identidade de Irecê. O estudo teve como objetivo analisar as condições de acesso e permanência desses sujeitos na universidade, identificando os principais obstáculos enfrentados e as oportunidades que favorecem sua formação. O problema de pesquisa que orientou esta análise consistiu em compreender os fatores que influenciam o ingresso e a continuidade dos agricultores e agricultoras no ensino superior, especificamente no curso de Agroecologia da UNEB. A investigação adotou uma abordagem qualiquantitativa e seguiu a perspectiva da pesquisa participante, conforme Brandão (1987), valorizando a interação ativa dos sujeitos e os princípios da pedagogia da alternância. A coleta de dados ocorreu entre agosto e setembro de 2025, envolvendo estudantes das turmas Wellington Oliveira e Primavesi. Foram aplicados questionários, por meio da plataforma Google Forms, com perguntas abertas e fechadas, além da realização de rodas de conversa conduzidas com apoio de formulários impressos, organizados em eixos temáticos: desafios de permanência, apoio institucional e vivências acadêmicas. A amostra foi composta por estudantes regularmente matriculados, respeitando critérios de diversidade territorial, faixa etária e pertencimento a comunidades tradicionais. Os dados qualitativos foram organizados em categorias emergentes, enquanto os quantitativos foram analisados por frequência e distribuição percentual. Os resultados revelam que, apesar dos avanços na inclusão de populações rurais, persistem obstáculos como a redução da renda familiar, barreiras geográficas, ausência de universidades em determinados territórios e desinformação sobre processos seletivos. A conciliação entre atividades produtivas e estudos exige esforço contínuo dos estudantes. Destacam-se como políticas institucionais fundamentais o alojamento estudantil e a Bolsa Alternância, que contribuir para a permanência ao reduzir custos e viabilizar a mobilidade entre o tempo universidade e o tempo comunidade. Os estudantes reconhecem a universidade como espaço de transformação social, onde seus saberes são legitimados, e a pedagogia da alternância fortalece esse processo ao articular teoria e prática. O estudo reforça que a permanência no ensino superior depende da efetividade das políticas institucionais e da valorização das trajetórias dos agricultores e agricultoras. Além disso, contribui para o debate sobre inclusão universitária, recomendando que futuras pesquisas aprofundem a análise das políticas e acompanhem os impactos da formação superior nas comunidades rurais.