Licenciatura em Pedagogia - DCHT16
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- ItemPotencial do geomosaico para a educação ambiental: a geotinta como recurso pedagógico(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-15) Melo, Yure Guimarães; Castro, Darcy Ribeiro de; Sodré, Maria Dorath Bento; Paiva, Valnice SousaAs tintas naturais acompanham a história, entrelaçando arte, cultura e modos de vida por meio de processos expressivos que vinculam o sujeito com a natureza. Nos últimos anos, observa-se um movimento crescente de docentes que incorporam essas tintas em suas práticas pedagógicas, reconhecendo nelas um potencial formativo. Inserido nesse campo, o presente estudo concentra-se nas Geotintas – tintas produzidas à base de terra – com o propósito de compreender suas possibilidades de utilização como recurso pedagógico. Para isso, o trabalho inicia-se com uma discussão teórico-filosófica que fundamenta e apresenta o Geomosaico como um recurso potencialmente articulador da Educação Ambiental, valorizando a materialidade da terra e seus significados simbólicos. Em seguida, desenvolveu-se uma pesquisa participante no âmbito do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), envolvendo 28 crianças de 7 a 8 anos, na qual foram elaboradas, aplicadas e avaliadas oficinas com Geotintas. Esse processo possibilitou a construção de um plano de ação colaborativo e a observação direta das interações, aprendizagens e modos de expressão das crianças com o material. A interpretação das experiências evidencia que o Geomosaico, ao integrar cor, matéria e sentimento, constituise como recurso pedagógico significativo, favorecendo práticas educativas criativas e contextualizadas. Conclui-se que as Geotintas ampliam as possibilidades da Educação Ambiental ao promoverem um encontro entre vida, natureza e expressão artística, fortalecendo uma perspectiva educativa que reconhece a terra como fundamento vital, cultural e formativo.
- ItemEducação e TDAH: olhares docentes e estratégias pedagógicas(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-10) Souza, Adenise de; Santos , Alessandra Carolina Lima dos; Neta , Lormina Barreto; Correia , Maria da Conceição Araújo; Reis, Naiane de CarvalhoO Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma das neurodivergências mais frequentes em contextos escolares, afetando de maneira significativa os processos de aprendizagem e de socialização das crianças. No Ensino Fundamental, tais desafios tornam-se ainda mais evidentes, exigindo do docente práticas pedagógicas diferenciadas e sensíveis às necessidades individuais de cada estudante. Visando compreender essa realidade em sala de aula, a questão problema é: como as concepções dos professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental influenciam suas práticas pedagógicas com estudantes com TDAH? Como objetivo geral buscamos compreender a percepção dos docentes do Ensino Fundamental sobre o TDAH. Entre os objetivos específicos, buscou-se: identificar o conhecimento dos professores acerca do transtorno; compreender as práticas pedagógicas adotadas para lidar com os desafios comportamentais e de aprendizagem dos estudantes com TDAH; e analisar a relação entre as concepções docentes sobre neurodiversidade e as metodologias aplicadas em sala de aula. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa e utiliza o método de estudo de casos contrastivos, que permitiu observar e correlacionar diferentes realidades escolares, a fim de compreender semelhanças e diferenças nas percepções e práticas docentes. Como dispositivo de produção de dados, foram realizadas entrevistas estruturadas, elaboradas a partir dos objetivos da pesquisa, em dois municípios, com o intuito de compreender em profundidade as experiências e os saberes construídos pelos professores no trabalho com estudantes diagnosticados com TDAH. A análise dos dados foi realizada com base nos eixos temáticos derivados dos objetivos da pesquisa, utilizando-se a análise de conteúdo defendida por Guerra (2006). A partir da interpretação dos resultados, concluiu-se que tanto a formação pedagógica quanto a experiência prática dos professores impactam diretamente suas estratégias de ensino com estudantes com TDAH, o que evidenciou a importância de formação continuada e de apoio institucional para promover práticas inclusivas e efetivas no processo de aprendizagem.
- ItemA potencialidade da musicalização para o desenvolvimento global das crianças na educação infantil(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-11) Santos, Leandro Silva; Castro, Stéffany Lima de; Neta, Lormina Barreto; Paiva, Núbia Perreira; Morais, Cinara Barbosa de OliveiraEmbora as evidências apontem para os benefícios da música no desenvolvimento infantil, o campo educacional ainda parece enfrentar desafios na implementação de práticas pedagógicas estruturadas e intencionais que incorporem a música de maneira significativa no cotidiano da escola para o desenvolvimento global das crianças. A partir dessa perspectiva, a presente pesquisa aborda a musicalização, enquanto linguagem universal que pode ser utilizada como dispositivo metodológico para o desenvolvimento global das crianças, principalmente na Educação Infantil. Emergiu dessa premissa a seguinte questão de pesquisa: Como a musicalização na Educação Infantil potencializa o desenvolvimento global da criança e quais são suas implicações ao longo dessa fase? Para a compreensão da pergunta, tomamos como objetivo geral: compreender como a musicalização na Educação Infantil potencializa o desenvolvimento global da criança e suas implicações ao longo dessa fase. E os objetivos específicos: Identificar de que forma a musicalização atua como recurso potencializador do desenvolvimento global das crianças através das oficinas pedagógicas; analisar o papel da musicalização na educação infantil com ênfase nos aspectos cognitivos, emocionais e sociais; e analisar as implicações de raça, gênero e classe social nas músicas infantis. Os valores que norteiam este estudo estão fundamentados na concepção de uma educação integral, humanizadora e criativa. A abordagem da pesquisa é qualitativa de caráter interventivo e descritivo, e sua metodologia é a Contrastiva, que visa captar as singularidades de cada contexto para serem compreendidas em suas totalidades. Os resultados evidenciaram que a musicalização atua como um fomento potente no desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças, promovendo aprendizagens significativas, fortalecimento dos vínculos afetivos e ampliação da escuta sensível. As oficinas revelaram avanços na concentração, criatividade, empatia e cooperação, demonstrando que a musicalização, quando vivenciada de forma intencional e coletiva, favorece a expressão, o pensamento crítico e o respeito à diversidade. Além disso, a análise das canções permitiu problematizar as implicações de raça, gênero e classe social presentes no repertório infantil, apontando para a necessidade de uma escuta descolonial e inclusiva para práticas pedagógicas musicais.
- ItemEducação ambiental na formação humana: experiências na pré-escola(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-15) Santos, Flávio Gabriel Martins dos; Castro, Darcy Ribeiro de; Paiva, Núbia Pereira; Paiva, Valnice SousaInspirada pelas experiências de crianças em contato com ambientes naturais, esta pesquisa nasceu como resposta ao distanciamento da natureza que aflige muitas infâncias. Partindo dessa inquietação, indaga-se: quais as implicações das oficinas pedagógicas sobre Educação Ambiental (EA) na formação do sujeito da pré-escola? Buscando iluminar essa questão, o estudo teve como objetivo compreender as implicações das oficinas pedagógicas de EA na formação do sujeito da pré-escola. Adotou-se uma abordagem qualitativa e uma Pesquisa-Ação Participativa (PAP), utilizando observação participante, e o planejamento, execução e tomada de decisões foram realizados de forma compartilhada entre pesquisador, equipe escolar e crianças. A investigação foi conduzida ao longo de um ano letivo em uma instituição de educação infantil localizada no semiárido baiano, envolvendo turmas de 4 e 5 anos e centrando-se na construção e consolidação de um ambiente agroecológico no quintal da escola. As informações produzidas em forma de documentação pedagógica foram pensadas a partir da análise narrativa, valorizando as vozes dos sujeitos. Os resultados sugerem que a EA, através das oficinas, contribuiu para a formação humana em diferentes dimensões: no aprender a aprender, favorecendo a curiosidade e a inventividade; no aprender a fazer, por meio de práticas ecológicas; no aprender a conviver, fortalecendo laços afetivos com a natureza, com a Caatinga, com os outros e consigo mesmas; e, sobretudo, no aprender a ser, favorecendo a construção de uma ética do cuidado e do afeto pela Terra.
- ItemConectando mundos: jogos, brinquedos e brincadeiras afro-indígenas na educação para as relações étnico-raciais(Universidade do Estado da Bahia, 2026-12-15) Costa, Andressa Almeida; Paiva, Valnice Souza; Nascimento, Jailda Souza do; Bela, Denise Vaz; Paiva, Núbia PereiraConectar mundos por meio do brincar constitui-se como um caminho sensível e político para ensinar a amar. Trata-se de uma ação pedagógica que se ancora em uma ética e estética da docência comprometida com uma educação antirracista, compreendendo o brincar como linguagem da infância e como gesto de resistência cultural. Esta pesquisa de natureza bibliográfica com análise temática, busca compreender como o reconhecimento da origem dos jogos, brinquedos e brincadeiras afro-indígenas pode potencializar e fortalecer a educação para as relações étnico-raciais na infância. A investigação foi organizada a partir das categorias cultura, história e aspectos educativos, evidenciando a lacuna existente na produção acadêmica sobre o brincar afro-indígena e a necessidade de sua valorização no campo educacional, principalmente no que tange ao ensino com crianças pequenas. Como resultado, emergiu um museu virtual que cataloga jogos e brinquedos africanos e indígenas: o Museu MIRIM – Museu Interativo de Rodas, Infâncias e Memórias, concebido como um ciberespaço pedagógico que reúne expressões brincantes africanas e indígenas. Em suma, compreende-se que é possível ensinar a amar — e que o brincar, em sua potência poética e libertadora, é um dos caminhos mais profícuos para esse aprendizado.