Licenciatura em Pedagogia - DCHT16

O Licenciado em Pedagogia ou Pedagogo é o professor que planeja, organiza e desenvolve atividades e materiais relativos à Educação Básica. Sua atribuição central é a docência na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, que requer sólidos conhecimentos sobre os fundamentos da Educação, sobre seu desenvolvimento histórico e suas relações com diversas áreas; assim como sobre estratégias para transposição do conhecimento pedagógico em saber escolar. Além de trabalhar diretamente na sala de aula, o licenciado elabora e analisa materiais didáticos como livros, textos, vídeos, programas computacionais, ambientes virtuais de aprendizagem, entre outros. Realiza ainda pesquisas em Educação Básica, coordena e supervisiona equipes de trabalho. Em sua atuação, prima pelo desenvolvimento do educando, incluindo sua formação ética, a construção de sua autonomia intelectual e de seu pensamento crítico. Ambientes de Atuação – O Pedagogo trabalha como professor em creches e em instituições de ensino que oferecem cursos de Educação Infantil e Fundamental; como gestor de processos educativos de sistemas e de instituições de ensino; em editoras e em órgãos públicos e privados que produzem e avaliam programas e materiais didáticos para o ensino presencial e a distância. Além disso, atuam em espaços de educação não formal, como organizações não governamentais, hospitais, asilos, movimentos sociais, associações e clubes; em empresas que demandem sua formação específica e em instituições que desenvolvem pesquisas educacionais. Também pode atuar de forma autônoma, em empresa própria ou prestando consultoria.

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    A importância da leitura no ensino fundamental I: uma pesquisa-ação com a experiência de estágio
    (Universidade do Estado da Bahia, 0015-12-25) Souza, Jamile Teixeira de; Cabral, Maria Claudia Silva; Paiva, Núbia; Reis, Naiane de Carvalho; Santos, Viviane Brás dos
    O presente trabalho, intitulado A Importância da Leitura no Ensino Fundamental I: uma pesquisa-ação com a experiência de estágio, tem como objetivo analisar o papel da mediação leitora na prática pedagógica para o desenvolvimento intelectual das crianças das séries iniciais do Ensino Fundamental I. A pesquisa fundamenta-se na abordagem qualitativa, adotando a pesquisa-ação como método, a partir das experiências vivenciadas durante o estágio supervisionado realizado em turmas do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental I, em escolas públicas dos municípios de Presidente Dutra e São Gabriel, no estado da Bahia. Os dados foram produzidos por meio da observação participante, registros em diário de campo e rodas de conversa com as crianças, respeitando os princípios éticos da pesquisa educacional. As intervenções pedagógicas envolveram práticas de leitura literária mediadas, com o uso de obras da literatura infantil, visando promover a participação ativa, a reflexão crítica e a construção de sentidos. A pergunta de partida investiga o papel da mediação leitora na prática pedagógica para o desenvolvimento intelectual das séries iniciais. O objetivo geral analisa os desafios e práticas de mediação leitora, enquanto os específicos investigam como a leitura é trabalhada (objetivo de ação) e compreendem as estratégias das professoras na mediação da leitura e contação de histórias (objetivo de pesquisa). Utilizou-se a metodologia de pesquisa-ação, em ciclos contínuos de observação diagnóstica, planejamento, intervenção e avaliação, conforme Tripp (2005). O embasamento teórico conta com autores como José Juvêncio Barbosa, Paulo Freire, Magda Soares, Emília Ferreiro e Nelly Novaes Coelho, que defendem a construção ativa do conhecimento no contexto da leitura. Os resultados apontam avanços significativos no comportamento leitor (maior envolvimento e compreensão textual) através de mediações intencionais, destacando o professor como mediador do prazer e da aprendizagem da leitura, e enfatizando a importância de práticas diversificadas, intencionais e lúdicas para o desenvolvimento integral do aluno leitor.
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    Interface família/escola corresponsabilidade de todos: um estudo a partir do ciclo de alfabetização
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-10) Santana, Ingrid Matos de; Santos, Unilson Rocha dos; Neta, Lormina Barreto; Paiva, Núbia Perreira; Morais, Cinara Barbosa de Oliveira
    A relação entre famílias e escola no processo de alfabetização é crucial, porém, frequentemente marcada por uma incompreensão sobre a corresponsabilidade neste processo. Muitas famílias atribuem à escola a totalidade da tarefa educativa, enquanto a instituição escolar, embora desenvolva ações de aproximação, ainda enfrenta desafios para consolidar estratégias realmente eficazes para uma parceria genuína. Para discutir a temática elencamos como problematização: Como as estratégias utilizadas pela escola com a família podem potencializar o processo de alfabetização dos educandos? O objetivo geral foi compreender de que modo as estratégias de aproximação entre família e escola podem contribuir para o fortalecimento e a potencialização do processo de alfabetização dos educandos. Os objetivos específicos visaram identificar lacunas nessas estratégias, analisar as possibilidades de participação apresentadas pelas famílias e apresentar apontamentos para direcionar ações conjuntas. A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza exploratória e descritiva, caracterizou-se como um estudo de caso com a utilização do grupo focal, entrevistas individuais e observação, além da análise documental do PPP escolar. Adotamos uma perspectiva crítica para a fundamentação pautada em Bourdieu (1998), Soares (2003, 2002), Vygotsky (1984). Os dados foram tratados mediante análise de conteúdo pautada em Guerra (2006). A discussão dos resultados apontam que a corresponsabilidade é um conceito reconhecido, mas de implementação complexa. A pesquisa evidenciou que é necessário um diálogo mais sensível e ações formativas que fortaleçam a parceria, transformando a cobrança em colaboração.
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    Potencial do geomosaico para a educação ambiental: a geotinta como recurso pedagógico
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-15) Melo, Yure Guimarães; Castro, Darcy Ribeiro de; Sodré, Maria Dorath Bento; Paiva, Valnice Sousa
    As tintas naturais acompanham a história, entrelaçando arte, cultura e modos de vida por meio de processos expressivos que vinculam o sujeito com a natureza. Nos últimos anos, observa-se um movimento crescente de docentes que incorporam essas tintas em suas práticas pedagógicas, reconhecendo nelas um potencial formativo. Inserido nesse campo, o presente estudo concentra-se nas Geotintas – tintas produzidas à base de terra – com o propósito de compreender suas possibilidades de utilização como recurso pedagógico. Para isso, o trabalho inicia-se com uma discussão teórico-filosófica que fundamenta e apresenta o Geomosaico como um recurso potencialmente articulador da Educação Ambiental, valorizando a materialidade da terra e seus significados simbólicos. Em seguida, desenvolveu-se uma pesquisa participante no âmbito do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), envolvendo 28 crianças de 7 a 8 anos, na qual foram elaboradas, aplicadas e avaliadas oficinas com Geotintas. Esse processo possibilitou a construção de um plano de ação colaborativo e a observação direta das interações, aprendizagens e modos de expressão das crianças com o material. A interpretação das experiências evidencia que o Geomosaico, ao integrar cor, matéria e sentimento, constituise como recurso pedagógico significativo, favorecendo práticas educativas criativas e contextualizadas. Conclui-se que as Geotintas ampliam as possibilidades da Educação Ambiental ao promoverem um encontro entre vida, natureza e expressão artística, fortalecendo uma perspectiva educativa que reconhece a terra como fundamento vital, cultural e formativo.
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    Educação e TDAH: olhares docentes e estratégias pedagógicas
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-10) Souza, Adenise de; Santos , Alessandra Carolina Lima dos; Neta , Lormina Barreto; Correia , Maria da Conceição Araújo; Reis, Naiane de Carvalho
    O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma das neurodivergências mais frequentes em contextos escolares, afetando de maneira significativa os processos de aprendizagem e de socialização das crianças. No Ensino Fundamental, tais desafios tornam-se ainda mais evidentes, exigindo do docente práticas pedagógicas diferenciadas e sensíveis às necessidades individuais de cada estudante. Visando compreender essa realidade em sala de aula, a questão problema é: como as concepções dos professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental influenciam suas práticas pedagógicas com estudantes com TDAH? Como objetivo geral buscamos compreender a percepção dos docentes do Ensino Fundamental sobre o TDAH. Entre os objetivos específicos, buscou-se: identificar o conhecimento dos professores acerca do transtorno; compreender as práticas pedagógicas adotadas para lidar com os desafios comportamentais e de aprendizagem dos estudantes com TDAH; e analisar a relação entre as concepções docentes sobre neurodiversidade e as metodologias aplicadas em sala de aula. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa e utiliza o método de estudo de casos contrastivos, que permitiu observar e correlacionar diferentes realidades escolares, a fim de compreender semelhanças e diferenças nas percepções e práticas docentes. Como dispositivo de produção de dados, foram realizadas entrevistas estruturadas, elaboradas a partir dos objetivos da pesquisa, em dois municípios, com o intuito de compreender em profundidade as experiências e os saberes construídos pelos professores no trabalho com estudantes diagnosticados com TDAH. A análise dos dados foi realizada com base nos eixos temáticos derivados dos objetivos da pesquisa, utilizando-se a análise de conteúdo defendida por Guerra (2006). A partir da interpretação dos resultados, concluiu-se que tanto a formação pedagógica quanto a experiência prática dos professores impactam diretamente suas estratégias de ensino com estudantes com TDAH, o que evidenciou a importância de formação continuada e de apoio institucional para promover práticas inclusivas e efetivas no processo de aprendizagem.
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    A potencialidade da musicalização para o desenvolvimento global das crianças na educação infantil
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-11) Santos, Leandro Silva; Castro, Stéffany Lima de; Neta, Lormina Barreto; Paiva, Núbia Perreira; Morais, Cinara Barbosa de Oliveira
    Embora as evidências apontem para os benefícios da música no desenvolvimento infantil, o campo educacional ainda parece enfrentar desafios na implementação de práticas pedagógicas estruturadas e intencionais que incorporem a música de maneira significativa no cotidiano da escola para o desenvolvimento global das crianças. A partir dessa perspectiva, a presente pesquisa aborda a musicalização, enquanto linguagem universal que pode ser utilizada como dispositivo metodológico para o desenvolvimento global das crianças, principalmente na Educação Infantil. Emergiu dessa premissa a seguinte questão de pesquisa: Como a musicalização na Educação Infantil potencializa o desenvolvimento global da criança e quais são suas implicações ao longo dessa fase? Para a compreensão da pergunta, tomamos como objetivo geral: compreender como a musicalização na Educação Infantil potencializa o desenvolvimento global da criança e suas implicações ao longo dessa fase. E os objetivos específicos: Identificar de que forma a musicalização atua como recurso potencializador do desenvolvimento global das crianças através das oficinas pedagógicas; analisar o papel da musicalização na educação infantil com ênfase nos aspectos cognitivos, emocionais e sociais; e analisar as implicações de raça, gênero e classe social nas músicas infantis. Os valores que norteiam este estudo estão fundamentados na concepção de uma educação integral, humanizadora e criativa. A abordagem da pesquisa é qualitativa de caráter interventivo e descritivo, e sua metodologia é a Contrastiva, que visa captar as singularidades de cada contexto para serem compreendidas em suas totalidades. Os resultados evidenciaram que a musicalização atua como um fomento potente no desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças, promovendo aprendizagens significativas, fortalecimento dos vínculos afetivos e ampliação da escuta sensível. As oficinas revelaram avanços na concentração, criatividade, empatia e cooperação, demonstrando que a musicalização, quando vivenciada de forma intencional e coletiva, favorece a expressão, o pensamento crítico e o respeito à diversidade. Além disso, a análise das canções permitiu problematizar as implicações de raça, gênero e classe social presentes no repertório infantil, apontando para a necessidade de uma escuta descolonial e inclusiva para práticas pedagógicas musicais.