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Navegando Graduação por Palavras-chave "Café"
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- ItemMudanças climáticas e a cafeicultura: o potencial dos sistemas agroflorestais na região semiárida para o controle microclimático dos ambientes produtivos – um caso de sucesso na região do Malhador – Seabra – Chapada Diamantina – estado da Bahia(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-01) Santos, Venâncio Ferreira dos; Castro, Darcy Ribeiro de; Farias, Ivânia Batista de Oliveira; Santos, Roberta Machado; Castro, Darcy Ribeiro deEstudos atrelando a análise estomática de Coffea arabica produzido na região semiárida, em consórcio com vegetais nativos no sistema agroflorestal – SAF – e a funcionalidade desses no controle microclimático e recuperação de ambientes produtivos, corroborado pela influência na plasticidade morfológica e anatômica de estômatos das cultivares são escassos na literatura. A pesquisa envolveu um trabalho quali-quantitativo, descritivo/experimental em campo e laboratório, em que se utilizou como instrumento a observação direta. Como tratamentos, foi utilizado o Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC), onde as coletas foram realizadas em dois ambientes/tratamentos: Área 1 – ambiente agroflorestal de sequeiro e Área 2 – ambiente a sol pleno de sequeiro, ambos na localidade denominada Malhador, município de Seabra, território de identidade da Chapada Diamantina, região semiárida do Brasil, em um ecótono entre Caatinga e Cerrado, estado da Bahia. Para isso, foram realizadas coletas de dados microclimáticos das áreas de estudo por meio dos equipamentos Termo-Higrômetro e termômetro infravermelho. Para as análises foliar e estomática foram coletadas durante os meses de fevereiro a outubro de 2025 a temperatura do tecido epidérmico de C. arabica por meio de um termômetro infravermelho, além de impressões adaxial e abaxial da epiderme das folhas do vegetal por meio da utilização de adesivo instantâneo em lâminas de vidro, com vistas a avaliar o comportamento dos estômatos pelos efeitos climáticos das áreas nas cultivares. As análises foram feitas no Laboratório Multidisciplinar da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Campus XXIV e no Campus Seabra do Instituto Federal da Bahia - IFBA, sob aumento de 400x, em Microscopia Óptica Comum, e as informações registradas em diário de bordo. Os dados foram categorizados, processados, analisados quantitativamente e qualitativamente com auxílio do Microsoft Excel (2010) e do programa Sisvar por meio do teste Tukey que realizou as Análises de Variância (ANAVA) a 5% de significância para compreender as médias entre os tratamentos. Em relação dos dados microclimáticos das duas áreas de estudo, houve diferença significativa entre si, apresentando: Temperatura do Ambiente - TA (Área 1: 25,15ºC e Área 2: 29,58ºC) e do solo – TS (Área 1: 22,29ºC e Área 2: 47,83ºC) e Umidade Relativa do Ar - URA (Área 1: 50% e Área 2: 38,33%). Em relação aos dados foliares e estomáticos, houve diferenças significativas entre si os parâmetros: Temperatura da Folha – TF (Área 1: 22,70ºC e Área 2: 26,37ºC); Densidade Estomática – DE (Área 1: 22,65 e Área 2: 28,12 estômatos/mm²), Frequência Estomática - FE (Área 1: 57,55% e Área 2: 78,71%) e Índice Estomático - IE (Área 1: 18,38% e Área 2: 21,87%); não apresentou diferença significativa entre si entre os tratamentos referentes a: Tamanho dos Estômatos – TE (Área 1: 19,07µm e Área 2: 19,28µm). Em relação a Estômatos Abertos – EA houve diferença significativa entre si (Área 1: 13,32 e Área 2: 21,79 estômatos abertos), não houve diferença significativa entre si em relação a Estômatos Fechados – EF (Área 1: 54,48 e Área 2: 66,40 estômatos fechados), em 1mm2 de folha. Na área 2, ambiente a sol pleno, houve uma maior quantidade de estômatos abertos em relação ao ambiente agroflorestal, o que pode indicar um baixo controle de evapotranspiração da cultivar para ambientes xéricos. A partir dos dados obtidos foi possível indicar que os sistemas agroflorestais (Área 1) amenizam o stress da espécie C. arabica pelo controle das condições microclimáticas do ambiente como temperatura e umidade o que reflete no comportamento estomático. Esses aspectos estão relacionados ao melhor conforto térmico que os SAF garantem às cultivares, o que pode indicar uma qualidade ambiental pelo potencial desses sistemas com espécies nativas para recuperação de ambientes produtivos degradados e aperfeiçoamento da saúde vital e produtiva do cafeeiro.