Campus XVI - Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) - Irecê
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O Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias – DCHT – Campus XVI da Universidade do Estado da Bahia – UNEB está localizado no município de Irecê, a 478 Km de Salvador, na região da Chapada Diamantina Setentrional, BA 052, KM 353, Estrada do Feijão – Irecê – CEP. 44.900-000 – Bahia – Brasil, e conta com o Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT). Foi o décimo sexto a ser implantado pela instituição para o cumprimento da missão de produzir, difundir, socializar e aplicar o conhecimento nas diversas áreas do saber.
O município de Irecê é o mais populoso do território de identidade homônimo, que fica dentro da zona semiárida, com vegetação tipicamente da caatinga, e é composto por 20 municípios. Aproximadamente 40% da população do território vivem e desenvolvem as suas atividades laborais na área rural.
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Navegando Campus XVI - Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) - Irecê por Orientador "Castro, Darcy Ribeiro de"
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- ItemA Dispersão de Sementes por Bugio, barbado/roncador (Alouatta caraya (Humboldt, 1812)) na Serra do Calcário, município de Central-Bahia(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-03) Reis, Adailson dos; Castro, Darcy Ribeiro de; Santos , Roberta Machado; Izabel, Tasciano Santos SantaEstudos sobre a espécie Alouatta caraya (Bugio, barbado/roncador) geralmente são desenvolvidos em áreas restritas como zoológicos, parques e reservas ambientais. O presente trabalho teve como objetivo investigar a relação entre a alimentação, a dispersão e a geminação de sementes pela espécie A. caraya e sua importância para conservação do agroecossistema da Serra do Calcário, município de Central-Bahia. O local da pesquisa envolveu às Fazendas: Boqueirão, Povoado de Maxixe, Santa Fé Povoado de Pau D’Arco, Fazendas Pé do Morro I e II e povoado de Capoeira da Serra, município de Central Região Noroeste do Estado da Bahia, que tem um perímetro de 29,99 km² /área 3.844,55 hectares (Google Earth, 2024) limites municipais com Jussara e Itaguaçu da Bahia, clima tropical Semiárido. A atividade investigativa foi realizada mediante pesquisa qualitativa, exploratória, viabilizada pela observação participante. As informações de campo, laboratório foram registradas em diário de bordo, fotografias, áudio/vídeo, coordenadas com auxílio de uma câmera Canon T5 EOS, Celular e GPS Garmim. Os dados foram transcritos, categorizados e analisados qualitativamente por meio do método comparativo, sendo posteriormente discutidas de acordo com os fundamentos da área. Evidenciou-se que a espécie A. caraya se alimenta de vegetais, como Ficus doliaria Kunth (Gameleira), Maytenus rígida Mart (Pau de colher), Ziziphus joazeiro Mart (Juazeiro) dentre outras não identificadas. Na sua dieta incluem galhos, cascas e raízes de outras plantas. Ressalta-se que a germinação e desenvolvimento dessas espécies ocorrem nas áreas com menores temperaturas e maiores umidades. Destaca-se que a espécie A. Caraya é fundamental para disseminação desses vegetais, na Serra do Calcário, contribuindo para o equilíbrio do agroecossitema local.
- ItemA dispersão de sementes por Bugio, barbado/roncador (Alouatta caraya (Humboldt, 1812)) na Serra do Calcário, município de Central-Bahia(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-03) Reis, Adailson dos; Castro, Darcy Ribeiro de; Santos, Roberta Machado; Izabel, Tasciano dos Santos SantaEstudos sobre a espécie Alouatta caraya (Bugio, barbado/roncador) geralmente são desenvolvidos em áreas restritas como zoológicos, parques e reservas ambientais. O presente trabalho teve como objetivo investigar a relação entre a alimentação, a dispersão e a geminação de sementes pela espécie A. caraya e sua importância para conservação do agroecossistema da Serra do Calcário, município de Central-Bahia. O local da pesquisa envolveu às Fazendas: Boqueirão, Povoado de Maxixe, Santa Fé Povoado de Pau D’Arco, Fazendas Pé do Morro I e II e povoado de Capoeira da Serra, município de Central Região Noroeste do Estado da Bahia, que tem um perímetro de 29,99 km² /área 3.844,55 hectares (Google Earth, 2024) limites municipais com Jussara e Itaguaçu da Bahia, clima tropical Semiárido. A atividade investigativa foi realizada mediante pesquisa qualitativa, exploratória, viabilizada pela observação participante. As informações de campo, laboratório foram registradas em diário de bordo, fotografias, áudio/vídeo, coordenadas com auxílio de uma câmera Canon T5 EOS, Celular e GPS Garmim. Os dados foram transcritos, categorizados e analisados qualitativamente por meio do método comparativo, sendo posteriormente discutidas de acordo com os fundamentos da área. Evidenciou-se que a espécie A. caraya se alimenta de vegetais, como Ficus doliaria Kunth (Gameleira), Maytenus rígida Mart (Pau de colher), Ziziphus joazeiro Mart (Juazeiro) dentre outras não identificadas. Na sua dieta incluem galhos, cascas e raízes de outras plantas. Ressalta-se que a germinação e desenvolvimento dessas espécies ocorrem nas áreas com menores temperaturas e maiores umidades. Destaca-se que a espécie A. Caraya é fundamental para disseminação desses vegetais, na Serra do Calcário, contribuindo para o equilíbrio do agroecossitema local.
- ItemEducação ambiental na formação humana: experiências na pré-escola(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-15) Santos, Flávio Gabriel Martins dos; Castro, Darcy Ribeiro de; Paiva, Núbia Pereira; Paiva, Valnice SousaInspirada pelas experiências de crianças em contato com ambientes naturais, esta pesquisa nasceu como resposta ao distanciamento da natureza que aflige muitas infâncias. Partindo dessa inquietação, indaga-se: quais as implicações das oficinas pedagógicas sobre Educação Ambiental (EA) na formação do sujeito da pré-escola? Buscando iluminar essa questão, o estudo teve como objetivo compreender as implicações das oficinas pedagógicas de EA na formação do sujeito da pré-escola. Adotou-se uma abordagem qualitativa e uma Pesquisa-Ação Participativa (PAP), utilizando observação participante, e o planejamento, execução e tomada de decisões foram realizados de forma compartilhada entre pesquisador, equipe escolar e crianças. A investigação foi conduzida ao longo de um ano letivo em uma instituição de educação infantil localizada no semiárido baiano, envolvendo turmas de 4 e 5 anos e centrando-se na construção e consolidação de um ambiente agroecológico no quintal da escola. As informações produzidas em forma de documentação pedagógica foram pensadas a partir da análise narrativa, valorizando as vozes dos sujeitos. Os resultados sugerem que a EA, através das oficinas, contribuiu para a formação humana em diferentes dimensões: no aprender a aprender, favorecendo a curiosidade e a inventividade; no aprender a fazer, por meio de práticas ecológicas; no aprender a conviver, fortalecendo laços afetivos com a natureza, com a Caatinga, com os outros e consigo mesmas; e, sobretudo, no aprender a ser, favorecendo a construção de uma ética do cuidado e do afeto pela Terra.
- ItemEspécie Amburana Cearenses (Allemao) A.C.SM. a partir de estômatos e tricomas para indicação ambiental de áreas de caatinga(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-01) Silva , Paulo José Ferreida da; Castro, Darcy Ribeiro de; Farias , Ivania Batista de Oliveira; Alves , Lander de JesusEstudos relacionados as economias de água para vegetais da Caatinga são escassos na literatura, principalmente em relação às influências de fatores do clima sobre os processos biológicos de fotossíntese, transpiração e respiração. Diante disso, a presente proposta teve como objetivo avaliar a economia de água na espécie Amburana cearensis (Alemão) A.C.SM a partir dos estômatos, como indicação ambiental. Pesquisa desenvolvida em Área Natural (AN) e Área Antropizada (AA) dos Municípios de Irecê-BA (A1) e Guanambi-BA (A2), nas estações seca (ES) e chuvosa (EC), material coletado no bioma Caatinga: savana estépica para A1 e estacional semidecídua para A2, entre os anos de 2024- 2025. Envolveu um trabalho quali- quantitativo, descritivo/experimental em campo e laboratório, em que se utilizou como instrumento a observação direta em lâminas com impressões feitas na epiderme abaxial das folhas mediante uso de supercola e de cortes paradérmicos para as amostras in vivo. As análises foram feitas no Laboratório Multidisciplinar da Universidade do Estado da Bahia, Campus VI em micrografias efetuadas podendo ser analisadas em tela através do microscópio Motic Panthera C2 com câmera MOTICAM A5, além do uso de termômetro infravermelho e termo-higrômetro. Os dados foram categorizados nos Indicadores Ecológicos (IEs): Classificação do Estômatos (E) e Células Epidérmicas (CE), Abertura Estomática (AE- nº/mm2), Tricomas (T- nº/mm2), Tamanho (Ta- µm), Densidade (D- mm²) e Índice Estomático (IE- %), Frequência (F-%), em seguida sendo processados e analisados quantitativamente e qualitativamente com auxílio do software Motic Images Plus 3.1, da estatística do Microsoft Excel e discutidos comparativamente. Em geral, encontraram-se para ambos os ambientes, vegetais com folhas hipoestomática, com estômatos anomocíticos situados abaixo da epiderme para (A1A2AN) e tricomas tectores não secretores abaxiais. Em A1AN, teve se uma menor AE, tricomas maiores e mais densos, menorTa (4,13<21,44), F (7,63<21,26) e I (7,09<17,53) maiores de que as demais áreas, com exceção de D (92<109), o que indica uma melhor economia hídrica para este ambiente. Assim, os IEs podem auxiliar na definição de padrões taxonômicos, seleção de matrizes, formas e locais para multiplicação, podendo contribuir com ações de recaatingamento das áreas já desmatadas ampliando as possibilidades para recuperação de áreas degradadas e conservação do bioma.
- ItemMudanças climáticas e a cafeicultura: o potencial dos sistemas agroflorestais na região semiárida para o controle microclimático dos ambientes produtivos – um caso de sucesso na região do Malhador – Seabra – Chapada Diamantina – estado da Bahia(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-01) Santos, Venâncio Ferreira dos; Castro, Darcy Ribeiro de; Farias, Ivânia Batista de Oliveira; Santos, Roberta Machado; Castro, Darcy Ribeiro deEstudos atrelando a análise estomática de Coffea arabica produzido na região semiárida, em consórcio com vegetais nativos no sistema agroflorestal – SAF – e a funcionalidade desses no controle microclimático e recuperação de ambientes produtivos, corroborado pela influência na plasticidade morfológica e anatômica de estômatos das cultivares são escassos na literatura. A pesquisa envolveu um trabalho quali-quantitativo, descritivo/experimental em campo e laboratório, em que se utilizou como instrumento a observação direta. Como tratamentos, foi utilizado o Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC), onde as coletas foram realizadas em dois ambientes/tratamentos: Área 1 – ambiente agroflorestal de sequeiro e Área 2 – ambiente a sol pleno de sequeiro, ambos na localidade denominada Malhador, município de Seabra, território de identidade da Chapada Diamantina, região semiárida do Brasil, em um ecótono entre Caatinga e Cerrado, estado da Bahia. Para isso, foram realizadas coletas de dados microclimáticos das áreas de estudo por meio dos equipamentos Termo-Higrômetro e termômetro infravermelho. Para as análises foliar e estomática foram coletadas durante os meses de fevereiro a outubro de 2025 a temperatura do tecido epidérmico de C. arabica por meio de um termômetro infravermelho, além de impressões adaxial e abaxial da epiderme das folhas do vegetal por meio da utilização de adesivo instantâneo em lâminas de vidro, com vistas a avaliar o comportamento dos estômatos pelos efeitos climáticos das áreas nas cultivares. As análises foram feitas no Laboratório Multidisciplinar da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Campus XXIV e no Campus Seabra do Instituto Federal da Bahia - IFBA, sob aumento de 400x, em Microscopia Óptica Comum, e as informações registradas em diário de bordo. Os dados foram categorizados, processados, analisados quantitativamente e qualitativamente com auxílio do Microsoft Excel (2010) e do programa Sisvar por meio do teste Tukey que realizou as Análises de Variância (ANAVA) a 5% de significância para compreender as médias entre os tratamentos. Em relação dos dados microclimáticos das duas áreas de estudo, houve diferença significativa entre si, apresentando: Temperatura do Ambiente - TA (Área 1: 25,15ºC e Área 2: 29,58ºC) e do solo – TS (Área 1: 22,29ºC e Área 2: 47,83ºC) e Umidade Relativa do Ar - URA (Área 1: 50% e Área 2: 38,33%). Em relação aos dados foliares e estomáticos, houve diferenças significativas entre si os parâmetros: Temperatura da Folha – TF (Área 1: 22,70ºC e Área 2: 26,37ºC); Densidade Estomática – DE (Área 1: 22,65 e Área 2: 28,12 estômatos/mm²), Frequência Estomática - FE (Área 1: 57,55% e Área 2: 78,71%) e Índice Estomático - IE (Área 1: 18,38% e Área 2: 21,87%); não apresentou diferença significativa entre si entre os tratamentos referentes a: Tamanho dos Estômatos – TE (Área 1: 19,07µm e Área 2: 19,28µm). Em relação a Estômatos Abertos – EA houve diferença significativa entre si (Área 1: 13,32 e Área 2: 21,79 estômatos abertos), não houve diferença significativa entre si em relação a Estômatos Fechados – EF (Área 1: 54,48 e Área 2: 66,40 estômatos fechados), em 1mm2 de folha. Na área 2, ambiente a sol pleno, houve uma maior quantidade de estômatos abertos em relação ao ambiente agroflorestal, o que pode indicar um baixo controle de evapotranspiração da cultivar para ambientes xéricos. A partir dos dados obtidos foi possível indicar que os sistemas agroflorestais (Área 1) amenizam o stress da espécie C. arabica pelo controle das condições microclimáticas do ambiente como temperatura e umidade o que reflete no comportamento estomático. Esses aspectos estão relacionados ao melhor conforto térmico que os SAF garantem às cultivares, o que pode indicar uma qualidade ambiental pelo potencial desses sistemas com espécies nativas para recuperação de ambientes produtivos degradados e aperfeiçoamento da saúde vital e produtiva do cafeeiro.
- ItemPotencial do geomosaico para a educação ambiental: a geotinta como recurso pedagógico(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-15) Melo, Yure Guimarães; Castro, Darcy Ribeiro de; Sodré, Maria Dorath Bento; Paiva, Valnice SousaAs tintas naturais acompanham a história, entrelaçando arte, cultura e modos de vida por meio de processos expressivos que vinculam o sujeito com a natureza. Nos últimos anos, observa-se um movimento crescente de docentes que incorporam essas tintas em suas práticas pedagógicas, reconhecendo nelas um potencial formativo. Inserido nesse campo, o presente estudo concentra-se nas Geotintas – tintas produzidas à base de terra – com o propósito de compreender suas possibilidades de utilização como recurso pedagógico. Para isso, o trabalho inicia-se com uma discussão teórico-filosófica que fundamenta e apresenta o Geomosaico como um recurso potencialmente articulador da Educação Ambiental, valorizando a materialidade da terra e seus significados simbólicos. Em seguida, desenvolveu-se uma pesquisa participante no âmbito do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), envolvendo 28 crianças de 7 a 8 anos, na qual foram elaboradas, aplicadas e avaliadas oficinas com Geotintas. Esse processo possibilitou a construção de um plano de ação colaborativo e a observação direta das interações, aprendizagens e modos de expressão das crianças com o material. A interpretação das experiências evidencia que o Geomosaico, ao integrar cor, matéria e sentimento, constituise como recurso pedagógico significativo, favorecendo práticas educativas criativas e contextualizadas. Conclui-se que as Geotintas ampliam as possibilidades da Educação Ambiental ao promoverem um encontro entre vida, natureza e expressão artística, fortalecendo uma perspectiva educativa que reconhece a terra como fundamento vital, cultural e formativo.