Bacharelado em Arqueologia - DEDC8
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Navegando Bacharelado em Arqueologia - DEDC8 por Orientador "Silveira, Jamile Silva"
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- ItemArqueologia da escravidão num contexto colaborativo: as memórias da Fazenda do Pinhal, São Carlos – SP(Universidade do Estado da Bahia., 2025-01-09) Assis, Jeane Santana de; Silveira, Jamile Silva; Vieira, Bruno Vitor de Farias; Heim, Bruno Barbosa; Ferreira, Mariane PereiraCom sede erguida durante o século XIX, no meio rural da atual cidade de São Carlos do Pinhal, a Fazenda do Pinhal tem em si a sorte de um contexto singular para trabalhar a memória da escravidão com relações dialógicas que transcendem a dinâmica puramente arqueológica. A Antiga Senzala da Fazenda do Pinhal, contexto sobre o qual este trabalho irá se debruçar, carrega em sua imaterialidade noções de ancestralidade, memória e pertencimento que só podem ser inferidas de maneira colaborativas. O objetivo deste trabalho é auxiliar na reflexão que envolve este espaço, usando de referencial teórico-metodológico, pensando-o enquanto instituição museal, memorial ou qualquer outra atribuição enquanto um Lugar de Memória que representa tão fortemente a identidade preta de São Carlos.
- ItemArqueologia de sertão: raízes energéticas da CHESF no cotidiano pauloafonsino.(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-12) Souza, Karen Suelen Vieira de; Silveira, Jamile Silva; Vergne, Maria Cleonice de Souza; Costa, Juliana Ribeiro dos SantosEste trabalho examina a modernização promovida pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) como eixo estruturante das transformações históricas, culturais e materiais na região de Paulo Afonso. A partir de meados do século XX, a atuação da empresa introduziu tecnologias e racionalidades industriais que remodelaram profundamente a paisagem do Rio São Francisco, desencadeando processos de globalização nos quais saberes e práticas locais foram reinterpretados, incorporados ou tensionados pela nova ordem técnica em implantação. A Cachoeira de Paulo Afonso, antes celebrada como força natural e símbolo do sertão, foi integrada ao projeto nacional de desenvolvimento energético, adquirindo novos significados tanto no imaginário regional quanto no discurso estatal. Esse movimento converteu a área em um espaço híbrido, onde elementos tradicionais e práticas tecnológicas avançadas passaram a coexistir e a influenciar-se mutuamente. Metodologicamente, a pesquisa fundamenta-se em bibliografia especializada em livros e artigos produzidos por autores dedicados à temática, embora ainda constituam um conjunto relativamente reduzido, oferecem suporte teórico-metodológico sólido para a análise proposta. A opção por essa abordagem documental e interpretativa, articulada ao campo da Arqueologia Histórica, mostra-se fundamental para ampliar a compreensão sobre a região e sobre os processos de transformação que a moldaram ao longo do tempo. Sob essa perspectiva, o estudo investiga como a cultura material produzida pela CHESF (usinas, estruturas industriais, equipamentos, edificações e paisagens transformadas) permite compreender não apenas a modernização física, mas também seus impactos sociais, simbólicos e ambientais. A análise da paisagem cultural, que engloba a Usina Angiquinho, o complexo hidrelétrico e os vestígios das diferentes fases de trabalho, evidencia como esses elementos foram incorporados à memória e à identidade locais, ao mesmo tempo em que revelam conflitos, resistências e negociações diante do avanço tecnológico. No século XXI, a região consolidou-se como patrimônio natural e cultural, tornando-se foco de turismo e de debates sobre preservação. A arqueologia oferece, assim, uma leitura crítica dessas dinâmicas, iluminando os processos de mudança que moldaram o sertão nordestino e destacando o papel central da modernização energética na reconfiguração do território e das formas de vida social.
- ItemCapoeira: a resistência do povo negro sob uma ótica da arqueologia histórica(Universidade do Estado da Bahia, 2018-12-17) Lima, Naiane Costa de Jesus Santos; Silveira, Jamile Silva; Heim, Bruno Barbosa; Cardoso, Salomão David VergneEste trabalho estuda a resistência do povo negro a capoeira, durante o seu período do Brasil colônia e império, no Brasil. Explana também sobre a chegada dos africanos até o Brasil, como era a sua trajetória no atlântico negro. Explanando sobre o trabalho escravo as torturas, a subjugação do povo negro, a partir da sua identidade, raça e cultura. Permeando pela arqueologia histórica e processo da etnoarqueologia, para haver uma analise de como esse povo silenciado pelos seus colonizadores vivam e tentavam sobreviver a cada dia, em uma terra que não fazia parte da sua história, sem conhecimento, ou pertencimento dela. O que realmente foi à resistência coletiva, a diferença entre linhas da capoeira de Angola e a regional, os seus contrapontos. A marginalização de uma etnia qual procurava através da mandinga se proteger dos seus algozes, diversos processos históricos foram contribuintes para viabilização da libertação do povo negro.