Campus XXI - Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) - Ipiaú
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Navegando Campus XXI - Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) - Ipiaú por Orientador "Santos, José Fagner Alves"
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- ItemOralidade e cultura popular em Macunaíma, de Mário de Andrade: entre o arcaico e o moderno na ficção modernista brasileira(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-19) Pereira Neto, João Alberto; Santos, José Fagner Alves; Oliveira, Sayonara Miranda; Alves, Izabel Cristina Lima DiasEste trabalho analisa o papel da oralidade e da cultura popular na rapsódia Macunaíma, de Mário de Andrade, destacando sua relevância para a constituição da ficção modernista brasileira. A pesquisa parte do reconhecimento de que, ao longo do século XX, especialmente após os estudos linguísticos de Saussure, a oralidade e as manifestações culturais tradicionais passaram por um processo de renovada valorização. Nesse contexto, investiga-se como Mário de Andrade incorpora elementos da cultura arcaica e da tradição oral na construção estética e narrativa de sua obra, aproximando a literatura da vivência cotidiana do povo brasileiro. Metodologicamente, o estudo envolveu a seleção do corpus, revisão bibliográfica, análise textual e elaboração crítica. Os resultados apontam que Macunaíma exemplifica de forma contundente o uso literário da oralidade e do chamado “português brasileiro”, evidenciando como essas manifestações contribuem para a representação identitária e para a modernização da linguagem literária. Conclui-se que a integração entre oralidade, cultura popular e escrita, realizada de modo inventivo por Mário de Andrade, constitui um marco essencial na consolidação da estética modernista no Brasil.
- ItemRacismo estrutural e educação superior: uma análise do pequeno manual antirracista(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-18) Alcântara, Ivan Santos de; Santos, José Fagner Alves; Oliveira, Sayonara Miranda; Cerqueira, Tereza Cristina DamásioEste trabalho tem como objetivo analisar como a obra Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro, contribui para a compreensão e para o fortalecimento de práticas antirracistas no contexto universitário brasileiro. Partindo de uma pesquisa bibliográfica e de abordagem qualitativa, o estudo discute inicialmente os fundamentos históricos e conceituais do racismo estrutural no Brasil, relacionando-os à formação das universidades ocidentais e à consolidação de um ensino superior marcado por elitismo, desigualdade e epistemologias eurocentradas. Em seguida, examina-se a trajetória intelectual de Ribeiro e os elementos discursivos e pedagógicos presentes no manual, destacando seu papel na popularização de conceitos como lugar de fala, privilégio racial e interseccionalidade, bem como sua função formativa na articulação entre teoria acadêmica e prática cotidiana. A análise evidencia que o livro oferece ferramentas teóricas acessíveis e orientações práticas que podem orientar instituições, docentes e estudantes na construção de ambientes acadêmicos mais inclusivos, pluralizadores e comprometidos com a justiça social. Os resultados indicam que pensar uma universidade antirracista implica não apenas ampliar o acesso de pessoas negras, mas também transformar modelos epistemológicos, políticas institucionais e práticas pedagógicas. Conclui-se que Pequeno Manual Antirracista se mostra um instrumento relevante para a formação crítica e para o desenvolvimento de ações que visem superar desigualdades históricas, contribuindo para a construção de um ensino superior verdadeiramente democrático e diverso.
- ItemTerra, propriedade e negritude: uma leitura social de Torto Arado à luz de Antonio Candido(Universidade do Estado da Bahia, 2025-08-07) Silva Neto, Moises Vaz; Santos, José Fagner Alves; Oliveira, Sayonara Miranda; Damásio, Tereza Cristina; Souza, Tatiane Gonçalves Pereira;Este trabalho analisa as intersecções entre terra, propriedade e negritude no romance Torto Arado (2019), de Itamar Vieira Júnior, a partir da perspectiva crítica apresentada por Antonio Candido em Literatura e Sociedade (2006). A pesquisa parte da premissa de que a literatura é um instrumento de interpretação da realidade social, capaz de revelar contradições históricas e estruturas de opressão. A obra estudada é ambientada na Chapada Diamantina, no sertão baiano, e retrata a vida de trabalhadores rurais descendentes de pessoas escravizadas, explorando os vínculos espirituais e históricos com a terra. A análise evidencia como o romance configura a terra como símbolo de identidade, memória e resistência, dialogando com o debate sobre a função social da propriedade. O estudo estrutura-se em três capítulos: o primeiro apresenta o panorama do sistema literário brasileiro com base na teoria de Antonio Candido o segundo trata da representação da terra na literatura nacional; e o terceiro realiza a leitura crítica de Torto Arado. Conclui-se que a obra literária ao articular forma estética e conteúdo social, atua como meio de denúncia das desigualdades fundiárias e de valorização da herança cultural afro-brasileira.