Campus XXIII - Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) - Seabra
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Navegando Campus XXIII - Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) - Seabra por Orientador "Souza, Josane Silva"
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- ItemEntre dor e a resistência: o feminicídio no romance Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-22) Santos, Janaína Ribeiro dos; Souza, Josane Silva; Silva, Odailta Alves da; Guimarães, Michel SilvaEste artigo analisa as relações entre feminicídio, violência de gênero e racialidades a partir das escrevivências de Conceição Evaristo, a escrevivência se configura como um gesto político de escrita protagonizado por mulheres negras, tomando como corpus o romance Ponciá Vicêncio (2003). Parte-se do entendimento de que a literatura constitui um espaço privilegiado de articulação entre ficção e realidade social, especialmente quando se trata da representação de violências historicamente naturalizadas na sociedade brasileira. O problema central que orienta o estudo consiste em investigar de que modo as escrevivências de Evaristo articulam raça, gênero e violência contra a mulher na representação do feminicídio, evidenciando a produção histórica da vulnerabilidade dos corpos femininos negros. Nesse sentido, o objetivo central é analisar como o feminicídio é representado em Ponciá Vicêncio, considerando suas inter-relações com a violência de gênero e as racialidades, compreendendo a obra como um dispositivo de denúncia e resistência às estruturas patriarcais e racistas. Metodologicamente, o estudo fundamenta-se em uma pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo, ancorada na análise literária do romance, com ênfase em três episódios de violência que culminam em mortes na narrativa, relacionados às personagens Vó Vicência, Ponciá e Bilisa. A análise dialoga com estudos teóricos de caráter interdisciplinar, sobretudo com o feminismo negro, além de estabelecer aproximações entre a narrativa ficcional e reportagens jornalísticas contemporâneas sobre violência contra a mulher. Conclui-se que Ponciá Vicêncio ultrapassa os limites da ficção ao ressignificar violências reais, contribuindo para a construção de uma consciência crítica acerca do feminicídio e reafirmando a centralidade da memória, da voz e da resistência das mulheres negras no enfrentamento das desigualdades de gênero e raça.
- ItemResistência e reexistência de mulheres negras em Água de barrela (2018) de Eliana Alves Cruz: a escrevivência como força(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Oliveira, Camila Silva Alves de; Souza, Josane Silva; Silva, Odailta Alves da; Santos, Aline Nery dosEste trabalho tem como objetivo demonstrar, por meio da análise do livro Água de barrela (2018) de Eliana Alves Cruz, as violências que perseguiam crianças e mulheres negras na época colonial e as formas pelas quais elas reinventavam suas culturas, através da resistência e reexistência, pautando, principalmente, a reversão daquele cenário cruel de maldades e apagamento cultural das pessoas negras, além de destacar a educação como única saída para essa realidade, libertando as próximas gerações desse jugo desumano. A análise literária está fundamentada em autores que já realizaram estudos sobre o livro, como Laís Fagundes (2023), Adriana Bastos (2022), Jéssica Carvalho (2023) e Lara Frias (2023), com o intuito de reforçar as críticas presentes nesta análise; o conceito de escrevivência assenta-se na própria criadora, Conceição Evaristo (2018), principalmente sobre a figura da mãe preta e a representação da coletividade em cada personagem; a discussão estabelecida sobre resistência e reexistência centra em Ana Lúcia Silva Souza (2011) e não menos importante, a abordagem sobre as violências está pautada em Genivaldo Cavalcanti (2022) e Grada Kilomba (2019), que relatam as subordinações às quais os escravizados eram expostos e os estereótipos criados sobre eles.