Caos controlado: a tensão entre controle técnico e liberdade criativa em Mistérios e paixões e Cidade de Deus
dc.contributor.advisor | Durão, Fabio Akcelrud | |
dc.contributor.author | Félix, José Carlos | |
dc.date.accessioned | 2025-03-25T00:00:47Z | |
dc.date.available | 2025-03-25T00:00:47Z | |
dc.date.issued | 2013 | |
dc.description.abstract | Expressão mais sintomática do sistema capitalista, a indústria cultural opera em uma lógica que incorpora e harmoniza expressões estéticas antagónicas, emulando uma tensão dialética análoga as obras de arte. O cinema, dada vua natureza industrial, desponta como uma das esferas da indústria cultural a atingir o mais alto grau de sofisticação e controle técnico, firmando padrões estético-narrativos rígidos seguidos não apenas por filmes convencionalmente chamados de comerciais, mas também por aqueles circunscritos ao circuito alternativo e independente. Assim, considerando o argumento de que filmes produzidos fora de esfera comercial estariam mais propensos a romper e subverter a hegemonia do idioma tecnicamente controlado do cinema padrão, a proposta deste trabalho é examinar os filmes Mistérias e paixões [Naked lunch, David Cronenberg, Canadi, 1991) e Cidade de Deus (Fernando Meirelles, Brasil, 2002), a fim de venficar como se estabelece a tensão entre as convenções do idioma tecnicamente controlado do cinema padrão e os gestos que visam a sua desestabilização. A primeira parte está dividida em duis capítulos corelatos, cujo objetivo é discutir como as convenções estético-narrativas do cinema moinstream de Hollywood sintetizam de maneira sui generis o idioma tecnicamente controlado da indústria cultural. O primeira capitulo investiga os procedimentos a partir dos quais e conjunto de protocolos visuais de cinema norte-americano (composição de quadro, montagem, sonorização, etc.) estabeleceu um modelo diegético prescritivo de bases rigidas, convertendo-se na noma-padrão para a cultura cinematográfica ao redor do planeta. O segundo capitalo discute a maneira pela qual esse mesmo modelo de cinema, movido por tendências de mercado e objetivando alcançar um stures de obra de arte, absorve inovações estéticas advindas justamente de movimentos cinematográficos contrários à sua norma estética sem, contado, alterar suas bases. A segunda parte está dividida em deis capítulos volados ás interpretações dos filmes. O serceiro capitulo abonda o carier autoral e trasgressor na filmografia de Cronenberg em relação ao cinema padrão a partir da problemática de embate entre controls técnico e expontaneidade na criação artistics. A hipótese interpretativa centra-se no argumento de que Matérias putzides apropria-se da defesa de Burroughs acerca de intoxicação como um mecanisme de subversão de convenções artisticas para forjar uma estrutura de narrativa filmica que inverte a oposição entre as categorias de alucinação e sehriedade. Como resultado, a inversão dessas valências converte a alacinação em procedimento narrativo modulado justamente por formulas e convenções do cinema padrão de Hollywood. O quarto capitulo investiga come a senado entre controle técnico e liberdade crianva engendra em Cidade de Deus uma nova forma de realiums filmios contemporánco en que estéticas e procedimentos cinematográficos historicamente revolucionários são absorvidos pela maquinaria do cinema dominante. Essa tese d discutida a partir de sama leitura corrala de algumas cenas do filme que evidenciam a fabricação de uma espontaneidade programada, na qual a cinematografia clavvica é utilizada para recompor sem imaginário da favela com ecos do sertão do Cinema Novo. A discundo assinala ainda como, erração narrativa e estilistica, Cidade de Deus acomoda uma representação vanguardista de criminalidade e violencia juntamente com una estética padrão de cinema e televisão, apagando qualquer traço de tenda historica entre ambas O resultado das pestações aponta para o fato de que nos dos filmes, a força do impete criativo, expresa por meso de acaso, aleatoriedade e improviso, é incorporada pela idiorsa tecnicameme controlada de cinema, não apenas perdendo seu poder desestabilizador, mas também reduzindo esse impeto a meni dispoutiso com função cailidica | |
dc.description.abstract2 | The culture industry, a central expression of the capitalistic system, operates through a logic that incorporates and conciliates antagonistic aesthetic expressions by emulating a dialectic tension akin to artworks. Cinema, given its industrial nature, stands out as one of the domains of culture industry to achieve the highest level of sophistication and technical control, establishing stable aesthetic-narrative patterns followed by not only the so-called mainstream films (produced by Hollywood film industry) but also by those labelled as independent. Thus taking into account the arganent that films produced out of the mainstream production system are more likely to break with and subvert the hegemony of the technical controlled language of mainstream cinema, the objective of this dissertation is scrutinize the films Naked lunch [David Cronenberg, Canadá, 1991] e City of God (Cidade de Deus, Fernando Meirelles, Brasil, 2002), in order to verify how the tension between the cinematic protocols of mainstream cinema and the artistic expressions that operate against it is established. The first part of this work is divided into two correlated chapters which aim at discussing how the aesthetic-narrative conventions of mainstream Hollywood cinema particularly epitomize the technical controlled language of culture industry in general. Chapter one investigates the procedures upon which the bulk of the mainstream cinema visual protocols (frame composition, montage, sound-system, etc.) set up a stable prescriptive diegetic framework which ends up being the parameter for cinematic culture worldwide. Chapter two discuses the way in which the very type of cinema, triggered by marketing tendencies and aiming to reach the same status of artwork, absorbs aesthetic innovations engendered by cinematic movements contrarious to its aesthetic nerms without altering its rigid aesthetic principals. The second part is divided into two chapters devoted to the interpretations of both films. The third chapter focuses on Cronenberg's status as an auteur filmmaker as well as his transgressions with regards to mainstream cinema taking into account the tension established between technical control and sportancity in the artistic process. The interpretive hypothesis states that Naked Lanch incorporates Burroughs well-known claim about the intoxication as a means to subvert artistic conventions in order to create a narrative film structure that inverts the epposition between the categories of hallucination and sobriety. The outcome of such inversion transforms the hallucinating experience into a narrative procedure shaped by mainstream cinematic conventions. Chapter four investigates how, in City of God, the tension between technical control and creative freedom results in a new type of film realism in which both aesthetic and cinematic protocols historically revolutionary is absorbed by the mainstream cinematic language. Such argument is discussed through a series of close readings of the film's scenes which evince the forging of a controlled spontaneity in which the classic cinematic conventions are employed to recreate an imagery of the favela that echoes the Cinema Novo portrait of wilderness. The discussion also peints out how the narrative and stylistic structure of City of Goal adjust an avant-gardist depiction of criminaliny and violence alongside with both cinematic mainstream and television scothetics, effacing any trace of historical tension between them. In a nutshell, these film interpretations conclude that the power of creative impulse, materialized in elements such as chance and improvisation, is incorporated by cinematic sushnical ontrolled language in a way that it does not only wanes their disruptive powers but converts them into sheer styfotic devices Keywords: Technical control, artistic freedom, mainstream cinema, Naked Lunch, City of God | |
dc.format.mimetype | application/pdf | |
dc.identifier.citation | FELIX, José Carlos. Caos Controlado: A Tensão Entre Controle Técnico e Liberdade Criativa Em Mistérios e Paixões e Cidade de Deus. Orientador: Fabio Akcelrud Durão. 2013. 277f. Tese (Doutorado em Teoria e História Literária, Universidade Estadual de Campinas). Departamento de Ciências Humanas, Campus IV, Universidade do Estado da Bahia, Jacobina-BA, 2013. | |
dc.identifier.uri | https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/7903 | |
dc.language.iso | por | |
dc.publisher | UNEB | |
dc.rights | info:eu-repo/semantics/openAccess | |
dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/ | |
dc.rights2 | Attribution 3.0 Brazil | en |
dc.subject.keywords | Controle técnico | |
dc.subject.keywords | Liberdade criativa | |
dc.subject.keywords | Cinema padrão | |
dc.subject.keywords | Mistérios e paixões | |
dc.subject.keywords | Cidade de Deus | |
dc.title | Caos controlado: a tensão entre controle técnico e liberdade criativa em Mistérios e paixões e Cidade de Deus | |
dc.type | info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |