A literatura indígena: rompendo a elaboração de estereótipos e a figuração do bom selvagem
| dc.contributor.advisor | Ivo, Ivana Pereira | |
| dc.contributor.author | Souza, Renata Lauton de | |
| dc.contributor.referee | Ramos, Ricardo Tupiniquim | |
| dc.contributor.referee | Silva, Zoraide Portela | |
| dc.date.accessioned | 2025-11-24T21:01:40Z | |
| dc.date.available | 2025-11-24T21:01:40Z | |
| dc.date.issued | 2018-07-16 | |
| dc.description.abstract | Sabe-se que, por mais de 500 anos, a história dos povos indígenas do Brasil têm sido tecida por bocas e mãos de não índios, e guiadas por características do colonialismo europeu. Nesse processo, algumas imagens foram cristalizadas em torno da ideia do bom selvagem, o filho da natureza; isento do mal, nu de vestimentas e malícias, mas também o que não pode ser considerado civilizado. Por conseguinte, há uma reprodução de inverdades a respeito desses povos, suas línguas (quase sempre representadas como defectivas), sua religiosidade (por vezes associada ao tenebroso, quando não ao demoníaco), além da ideia de concebê-los como um povo único. No período do chamado Romantismo – em que se buscava a essência da cultura brasileira, os ameríndios passaram a assumir, convenientemente, o protagonismo da representação do que é puramente nacional, passando a ser vistos e retratados com outros olhos e mãos, agora de forma delicada, como é o caso do romance Iracema, de José de Alencar, embora alguns estereótipos sejam ainda tão marcados nas representações sobre eles. Considerando essas representações, sobretudo o distanciamento delas da realidade das nações indígenas do Brasil, indagamos sobre como rever e propor novos olhares sobre esses povos, suas culturas e línguas, assumindo, em especial, a inserção de uma literatura autóctone no cenário brasileiro. Nos últimos anos, alguns escritores autóctones têm iniciado uma produção literária, que retrata o seu modo de ver e de estar no mundo, como é o caso do Guarani Olívio Jekupé, que apresenta uma produção literária nativa, ainda desconhecida no país. Diante disso, esse trabalho pretende dar visibilidade a uma produção literária autóctone, que pode ser inserida nas leituras apresentadas nas redes de Ensino Básico. | |
| dc.description.abstract2 | Jaikuaa ramõ, 500 anos re ma, nhande keury kaujo Brasil py onhendu rai jurua kuery gui rive, ha’egui ogueraa kaujo mombyry katy, amboae yvy katy. ha’e gui jurua kuery ombojekua ave kova’e kaujo nhande kuery regua, ka’aguy ja, kuatia para vaikue, ao reve he’yn ha’e gui mba’emõ vai reve’yn, va’eri ha’etein ndaijayvui nhande kuery nahi’arandui hei nda’ei ave. ha’e ramo ma, japu oguatarai nhande kuery re, há’e kuery arvu (ojekua rai ave mba’emõ vai nhande kuery re), nhande kuery jeroviaa regua (amongue’i ramo ma ojekua mba’emõ vaikue arami, anhã mba’e arami), jurua kuery oexa ramõ ma joo rami meme pa nhande kuery he’i. Yma ma romantismo javé-oeka ojou aguã kaujo brasileiro, nhande kuery ojopy, kova’e arandu, kovoa’e yvy re, ha’e ramõ ojekua rai kuatia para re amboaeae rexa re ha’egui amboaeae po re, ayn ma mbeguei ve, mbaixa pa kaujo Iracema regua, José de Alancar mba’e, va’e ri ayn peve ojekua rai jurua kuery juru gui. kova’e jurua kuery ijayvu va’e ma, ha’e ramõ ojekua rai nhande kuery reko regua, ha’e ramo ronhe’angua jurua kuery nhande kuery reko oexa porã ve aguã, nhande kuery ayvu ha’e gui nhande kuery reko, ha’eguyi, ojejapo nhea’ã katia para nhande kuery re ijayvu amboae rami aguã, kova’e yvy re. yma guive escritores nhandeva’e kuery ojapo kuatia para re nhande kuery reko ete ha’e gui mba’eixa pa oiko yvy re, guarani Olivio Jekupe kuatia para re oexauka arami, kova’e yvy re ndojekuavaipai tein. ha’e tein, kova’e hembiapo mo ojekua rã kuatia para, xapy’arei ramõ ma ojekua rã nhembo’ea rupi. | |
| dc.format.mimetype | application/pdf | |
| dc.identifier.citation | SOUZA, Renata Lauton de. A literatura indígena: rompendo a elaboração de estereótipos e a figuração do bom selvagem. Orientador(a): Ivana Pereira Ivo. 62f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas). Departamento de Ciências Humanas, Campus VI, Universidade do Estado da Bahia, Caetité, BA, 2018. | |
| dc.identifier.uri | https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/10073 | |
| dc.identifier2.Lattes | http://lattes.cnpq.br/0547617597278383 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade do Estado da Bahia | |
| dc.publisher.program | Colegiado Língua portuguesa e literatura | |
| dc.rights | info:eu-repo/semantics/openAccess | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.rights2 | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.subject.keywords | Literatura Indígena | |
| dc.subject.keywords | Povos Indígenas | |
| dc.subject.keywords | Romantismo | |
| dc.subject.keywords | Estereótipos | |
| dc.title | A literatura indígena: rompendo a elaboração de estereótipos e a figuração do bom selvagem | |
| dc.title.alternative | Indigenous literature: breaking with stereotypes and the portrayal of the noble savage. | |
| dc.type | info:eu-repo/semantics/bachelorThesis |
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