Favela vive: narratividades e memórias na construção identitária do sujeito periférico

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Data
2025-12-17
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Universidade do Estado da Bahia
Resumo

Neste estudo, objetivou-se analisar como o projeto colaborativo Favela Vive (2016) construiu e projetou identidades periféricas por meio de suas práticas discursivas, considerando elementos sócio-históricos, políticos e culturais. Para tal, a seguinte questão de pesquisa se mostrou norteadora desta análise: como os discursos mobilizam a memória discursiva e, assim, afetam e moldam as identidades dos sujeitos periféricos? A pesquisa fundamentou-se na Análise de Discurso de linha francesa desenvolvida por Michel Pêcheux e reelaborada no contexto brasileiro por Eni Orlandi (2015), mobilizando os conceitos de Discurso, Interdiscurso e Memória discursiva; este último vinculado a noção de narratividade. Paralelamente, a análise integra os estudos culturais sobre identidade, especialmente a partir da perspectiva de Stuart Hall (2006), permitindo problematizar processos de identificação. Para situar o percurso histórico do rap e compreender suas transformações, recorremos também às contribuições de autores como Micael Herschmann (2005) e Tricia Rose (2021), cujas reflexões permitiram entendê-lo como uma prática cultural e política capaz de articular experiências coletivas, expressar tensões sociais e constituir territórios de enunciação. Os resultados apontaram que o rap, enquanto prática discursiva, tensiona estigmas associados à periferia ao reinscrever modos de pertencimento, funcionando como espaço político de produção de sentidos e de afirmação de identidades historicamente marginalizadas.


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ARAUJO, Danielle Martins. Favela Vive: narratividades e memórias na construção do sujeito periférico. Orientadora: Fernanda Araújo Dias Mendes Xavier. 2025. 25f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas). Departamento de Ciências Humanas, Campus IV, Universidade do Estado da Bahia, Caetité, 2025.
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