Etnobotânica no semiárido nordestino: uma revisão narrativa sobre plantas, culturas e saberes tradicionais.
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Resumo
A presente pesquisa apresenta uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo sobre a etnobotânica do semiárido nordestino, com ênfase nas relações entre plantas, cultura e religiosidade. A pesquisa buscou compreender como os saberes tradicionais acerca da flora regional se constituem como formas de resistência cultural, histórica e ecológica, desde os períodos pré-coloniais até a atualidade. Foram analisadas produções científicas publicadas entre 2020 e 2025, bem como obras clássicas de referência, visando identificar as espécies vegetais mais representativas e suas múltiplas funções alimentares, medicinais e simbólicas no cotidiano das populações do Nordeste. O estudo revela que espécies como o bacurizeiro (Platonia insignis), a mandioca (Manihot esculenta), o milho (Zea mays), a babosa (Aloe vera) e a arruda (Ruta graveolens) integram um repertório biocultural que expressa a interdependência entre natureza e sociedade. Os resultados indicam que a etnobotânica, ao integrar saberes tradicionais e científicos, contribui para a valorização das identidades locais e para o fortalecimento de práticas sustentáveis no semiárido, reafirmando a importância da flora como patrimônio ecológico e simbólico da cultura nordestina.