Análise da economia solidária como estratégia para o desenvolvimento sustentável em comunidades quilombolas da Bahia
Data
Autores
Orientador
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
Nas comunidades quilombolas, práticas de economia solidária revelam caminhos para conciliar desenvolvimento socioeconômico e preservação ambiental. Este trabalho analisa a economia solidária como estratégia para o desenvolvimento sustentável em comunidades quilombolas do estado da Bahia, no período de 2000 a 2025. Caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva e bibliográfica, que utiliza análise documental de fontes secundárias, como Amaral, Teixeira e Polli. O estudo foca em três comunidades – Giral Grande (Maragogipe), Rio dos Macacos (Simões Filho) e Bananeiras (Ilha de Maré) – para identificar as principais práticas de economia solidária e avaliar seus impactos ambientais e socioeconômicos. Os resultados demonstram que iniciativas como a agricultura familiar agroecológica, o reaproveitamento de resíduos e o monitoramento comunitário de águas contribuíram significativamente para a geração de renda coletiva, a redução da erosão do solo e da poluição hídrica, e o fortalecimento da segurança alimentar. Especificamente, identificou-se que em Bananeiras, a preservação de ecossistemas representa 55% dos impactos positivos, decorrentes do monitoramento comunitário das águas e da pesca sustentável. No Rio dos Macacos, a redução da poluição em manguezais atinge cerca de 30%, impulsionada pelo reaproveitamento de óleo de dendê, enquanto Giral Grande registra 19% de redução na erosão do solo via técnicas agroecológicas. Conclui-se que a integração entre saberes tradicionais e os princípios da engenharia sanitária e ambiental é um fator crucial para o sucesso e a sustentabilidade dessas iniciativas, reforçando a economia solidária como um modelo viável para o desenvolvimento resiliente nesses territórios.