Licenciatura em Letras -Lingua Portuguesa e Literaturas - DLLARTES2
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- ItemConstituição discursiva da posição sujeito da deputada federal transgênero Erika Hilton(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-02) Santos, Ynaê Franco dos; Madureira, André Gaspari; Santana, Erivelton Nonato de; Santos, Marcos Bispo dosA presente pesquisa visa analisar as condições de produção que promovem determinados efeitos de sentido no discurso trans, em detrimento de outros efeitos de sentido, sob a luz da Análise do Discurso de linha francesa (AD). Para isso, foram mobilizados alguns princípios e noções da AD, tais como discurso, forma-sujeito, formações discursivas (FD’s), Aparelhos Ideológicos de Estado (AIE) e Aparelhos Repressores de Estado (ARE). Nessa linha, para tratar do dizer trans, foi selecionado um recorte de uma entrevista da parlamentar Erika Hilton, realizada no programa Roda Viva. O corpus de análise se constitui por algumas sequências discursivas. Do ponto de vista metodológico, a análise se dá a partir da apreciação de uma sequência de materialidades: linguística, ideológica e discursiva. O propósito é compreender o processo de produção de sentidos e, consequentemente, a possibilidade de identificar certas regularidades no funcionamento das FD’s e a relação que elas mantêm com a sua memória relacionada aos processos discursivos. Através deste gesto de interpretação, os resultados encontrados na análise dizem respeito tanto a uma questão social, na medida em que a pesquisa dá visibilidade à discussão sobre identidade de gênero, quanto a uma questão teórica, pois promove a aplicabilidade da AD. Desse modo, o discurso trans é um objeto de análise atual e de relevância social, uma vez que promove relações tanto de adesão, quanto de afastamento no ambiente social.
- ItemPor uma pedagogia da variação linguística na educação básica:o estudo das construções relativas(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Santos, Fernanda Ketele da Silva; Ramos, Ricardo Tupiniquim; Macedo, Juliete Bastos; Soares, Janara Laíza de AlmeidaResponsáveis por estabelecer relações anafóricas entre termos e orações, as construções relativas constituem um dos pontos mais sensíveis do vernáculo geral brasileiro (VGB), tanto pela complexidade estrutural quanto pela distância entre norma-padrão portuguesa e os usos vernaculares reais. Trabalhos anteriores (Bagno, 2001) demonstram que o VGB organiza suas relativas de modo próprio, recorrendo majoritariamente ao pronome que em seu uso, em situações em que a norma-padrão portuguesa exige preposição: Ele é o rapaz de que lhe falei. Assume, assim, uma estratégia cortadora – Ele é o rapaz que lhe falei –, cortando a preposição; ou uma copiadora – Ele é o rapaz que lhe falei dele –, em que se copia o pronome antecedente ao relativo. A essas duas formas vernaculares a escola raramente contempla, o que enseja o estudo de como estudantes do 3º ano do Ensino Médio mobilizam essas construções na escrita escolar, observando em que medida suas escolhas dialogam, ou se afastam do funcionamento efetivo do VGB descrito pelos estudos de variação sociolinguística. O corpus contempla 47 redações produzidas durante o Estágio Supervisionado IV, de regência, continuidade ao período de observação iniciado no Estágio Supervisionado III, onde se constatou um ensino centrado na memorização normativa e na apresentação do pronome que como praticamente único relativizador. Desde uma abordagem qualitativa e interpretativa, com descrição dos dados e categorização das estratégias de relativização, os resultados revelam predomínio de relativas introduzidas por que (78,7%) em sua forma padrão portuguesa, ausência das estratégias cortadora e copiadora, uso residual de onde e o qual e duas ocorrências equivocadas, conforme aquele padrão, de cujo. Isto demostra que, marcada pela vigilância normativa e pela insegurança diante da avaliação, a escrita escolar não reflete o repertório de fala dos alunos e que, mesmo a aplicação de uma pedagogia da variação linguística não é suficiente, sem condições estruturais e tempo pedagógico, não permite ao estudante arriscar, refletir e escrever com autonomia.