Navegando por Autor "Moraes, Fabio Valente de"
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- ItemEducação nas representações de civilização da revista do Brasil (Salvador, 1907-1912)(Universidade do Estado da Bahia, 2025-06-16) Moraes, Fabio Valente de; Brito, Gilmario Moreira; Mignot, Ana Chrystina Venâncio; Leite, Rinaldo Cesar Nascimento; Moreira, Raimundo Nonato Pereira; Souza, Elizeu Clementino deA presente pesquisa tem como objeto apresentar a finalidade educativa de publicações do quinzenário baiano “Revista do Brasil” norteada por representações de civilização voltadas aos moradores de Salvador entre 1907 e 1912 e como objetivo geral analisar a relação entre educação e a produção de notícias civilizatórias para tais habitantes da capital baiana, disseminadas por esse periódico em um lastro temporal que remete ao raiar do século XX e ao alvorecer republicano no país. Assim, primeiramente a “Revista do Brasil” é problematizada como fonte/objeto inserido em um periodismo de caráter pedagógico, que a partir de suas ações educativas atuava enquanto suporte de práticas sociais sob ingerências de valores civilizatórios europeus e dos Estados Unidos. Tais lições estão relacionadas ao itinerário de formação do bacharel José Alves Requião – fundador, proprietário, diretor e articulista da “Revista do Brasil” – cuja formação acadêmica remete a conversão de sua experiência nos últimos anos da década de 1880 na Faculdade de Direito de Recife – instituição que, naquele contexto, é largamente amparada pelo social darwinismo e pelo evolucionismo spenceriano – que usava como recomendações pedagógicas em seu quinzenário, identificando e discutindo intentos e dispersões de representações de percepções constituídas nessa revista, que, além de circular valores genéricos de civilização para residentes de Salvador, fazia pesar em algumas de suas publicações aspectos racialistas da época, estigmatizando pessoas pretas e mestiças como inferiores, degeneradas e adversas a qualquer possibilidade civilizatória. Trata-se de uma pesquisa documental de abordagem qualitativa, que se baseia em interseções da História da Educação com a História Cultural e as fontes – entre elas, as edições da “Revista do Brasil” de 1907 a 1912 – foram levantadas, principalmente, na hemeroteca da Biblioteca Digital da Fundação Biblioteca Nacional – BNDigital.
- ItemEducar pelas leituras: ações educativas como concepções morais e políticas veiculadas pelo jornal correio mercantil (Salvador, 1838-1839)(2017-08-24) Moraes, Fabio Valente de; Brito, Gilmário Moreira; Moreira, Raimundo Nonato Pereira; Sousa, Ione Celeste Jesus deEsta pesquisa é resultado da análise de duzentos e sessenta e três exemplares do jornal baiano “Correio Mercantil” – de mais de dois mil e duzentos disponíveis na Hemeroteca Digital do portal da Biblioteca Nacional. Utilizamos quarenta e nove números desse periódico para examiná-lo como empreendedor, entre outras possibilidades de leituras, de ações educativas em Salvador, produzindo, reproduzindo e fazendo circular, entre abril de 1838 e março de 1839, concepções morais e políticas que interessavam a determinados grupos sociais – comerciantes, proprietários, negociantes, empregados públicos e titulares (nobres) – cujos valores, alinhados à ordem vigente, alimentavam expectativas de serem utilizados e seguidos por outros grupos de menor visibilidade política na cidade. Assim, analisamos tensões sociais na capital da província da Bahia no contexto dos anos finais da década de 1830, como o Levante dos Malês (1835) e a Sabinada (1837-1838), além de outras sublevações e desobediências rotineiras locais atribuídas pelo jornal aos sabinos e escravizados africanos. Nesse sentido, apreciamos as estratégias de leitura que os redatores e proprietários do “Correio Mercantil” – os irmãos João Antonio e Luiz Antonio de Sampaio Vianna – usaram para elaborar ou disseminar conceitos em nome de determinados grupos sociais envolvidos com atividades relacionadas com a dinâmica comercial da cidade; e como esses escritores públicos – em suas atuações jornalísticas e educativas – fizeram do seu periódico um suporte de linguagem empenhado em receber, registrar de forma impressa e imagética opiniões, posicionamentos políticos e ideológicos de representantes incisivos de uma cultura letrada que experimentavam estampar no jornal o combate intransigente daquilo que consideravam perigo à manutenção das relações de poder do referido grupo. Cientes da importância das tradições de oralidade constitutivas da maioria dos moradores da cidade, recorreram aos “boatos” como forma de repercutir e disseminar o medo, visando a composição de versões que fizessem proliferar ou preservar princípios tidos como apropriados àquela sociedade. A pesquisa foi realizada a partir de fontes documental e bibliográfica, como referencial teórico abordagens dos Estudos Culturais e da História Cultural que realizaram aproximações entre a produção e veiculação de informações e notícias em jornal, com leituras à “contrapelo” de valores morais e políticos produzidos por letrados para o consumo da sociedade mediante o suporte do jornal. Esse exercício de pesquisa possibilitou analisar o “Correio Mercantil”, tanto como fonte para a história, quanto meio de veiculação de concepções educativas, superando a superficialidade que pode limitá-lo a mera condição de documento histórico ou simples veículo de informação. Logo, procuramos ir além da transcrição – integral, abreviada ou fragmentada – sem problematização dos textos, tornando indispensável e crucial a análise das linhas e entrelinhas do que era estampado e útil à pesquisa.