Aptidão cardiorrespiratória como preditora de mobilidade funcional em idosas participantes de um projeto de extensão universitária

dc.contributor.advisorSouza, Luiz Humberto Rodrigues
dc.contributor.authorFernandes, Matheus Santana
dc.contributor.refereeCarmo , Mateus Santos
dc.contributor.refereeRodrigues , Deyvis Nascimento
dc.date.accessioned2025-12-19T12:46:24Z
dc.date.available2025-12-19T12:46:24Z
dc.date.issued2025-12-08
dc.description.abstractO envelhecimento é um processo natural e progressivo que acarreta alterações fisiológicas capazes de comprometer a autonomia e mobilidade funcional de pessoas idosas, sobretudo pela redução da força muscular e da aptidão cardiorrespiratória (ACR). Nesse contexto, compreender como essas variáveis se relacionam em idosas fisicamente ativas é fundamental para orientar estratégias de promoção da saúde e prevenção de declínios funcionais. O objetivo deste estudo foi verificar se a aptidão cardiorrespiratória prediz a mobilidade funcional em mulheres idosas praticantes de atividade física em um projeto de extensão universitária e, mais especificamente, examinar a relação entre a composição corporal e a força muscular com a aptidão cardiorrespiratória das idosas. Trata-se de uma pesquisa transversal, de abordagem quantitativa e delineamento analítico, realizada com 39 idosas participantes de projetos de extensão universitária. Foram avaliadas a estatura por meio de um estadiômetro e a massa corporal, índice de massa corporal (IMC), percentual de gordura (%G) e percentual musculoesquelético (%ME) por meio de uma balança de bioimpedância. Também foram avaliados a força de preensão manual (FPM), força de membros inferiores, mobilidade funcional (Time Up and Go [TUG] e velocidade da caminhada [VC]), e aptidão cardiorrespiratória (ACR). A análise de dados incluiu a estatística descritiva e testes inferenciais (correlação de Pearson, teste t de Student para uma amostra e regressões linear simples e múltipla). As participantes apresentaram idade média de 67,15 ± 6,12 anos. O IMC e o %G indicaram excesso de peso das participantes. Por outro lado, os resultados dos marcadores de capacidade funcional foram superiores aos seus respectivos valores de referência: FPM (t(38) = 16,29; p < 0,0001); VC (t(38) = 11,30; p < 0,0001); e desempenho no TUG (t(38) = - 6,35; p < 0,0001). A FPM apresentou correlação positiva e significativa com o teste da caminhada de seis minutos (TC6’) (r = 0,36; p = 0,02), sendo identificada como a principal variável preditora da ACR, explicando 13,3% de sua variabilidade. Quando associada à massa corporal, o modelo explicou 23,9% da variância total. O TUG apresentou correlação negativa (r = - 0,38; p = 0,01) e a VC correlação positiva (r = 0,44; p = 0,005) com a ACR, indicando que melhor desempenho funcional está associado a maior resistência aeróbica. Observou-se que idosas com melhor mobilidade apresentaram níveis superiores de ACR, explicando 14,4% de sua variabilidade. Conclui-se que a FPM foi uma preditora significativa da ACR em mulheres idosas praticantes de atividade física, ao passo que a massa corporal representou fator limitante. A ACR também mostrou associação positiva com a mobilidade funcional, reforçando seu papel na preservação da autonomia e da capacidade física durante o envelhecimento. Tais resultados evidenciaram a importância de programas de exercícios físicos multicomponentes que integrem o treinamento de força e resistência aeróbica como estratégia fundamental para a promoção do envelhecimento ativo e saudável.
dc.description.abstract2Aging is a natural and progressive process that leads to physiological changes capable of compromising autonomy and functional mobility in older adults, especially due to declines in muscles strength and cardiorespiratory fitness (CRF). Understanding how these factors interact in physically active older women is essential for guiding health promotion strategies and preventing functional deterioration. This study aimed to determine whether CRF predicts functional mobility in older women engaged in a university extension physical activity program and to examine the relationship between body compositions, muscle strength and CRF. These was a cross-sectional quantitative analytical studying involving 39 older women participating in extension programs. Height, body, mass, body mass index (BMI), body fat percentage (%BF), and muscular skeletal percentage (%MS) were assessed used in bioelectrical impedance. Handgrip strength (HGS), lower-limb strength, functional mobility (time up and go [TUG] and usual gate speed [GS]), and CRF were measured using standardized procedures. Data analyzes include descriptive statistics, Pearson correlations, one sample T tests, and simple and multiple linear regressions. Participants had a mean age of 67.15 ± 6.12 years and BMI and %BF values indicating excess weight. Functional performances was above reference values for HGS (t(38) = 16.29; p < 0.0001), GS(t(38) = 11.30; p < 0.0001), and TUG (t(38) = -6.35; p < 0.0001). HGS showed a positive correlation with the six-minute walk test (6MWT) (r = 0.36; p = 0.02) And emerged as the main predictor or CRF, explaining 13.3% of its variability, increasing to 23.9% when combined with body mass. TUG correlated negatively (r = -0.38; p = 0.01) and GS positively (r = 0.44; p = 0.005) with CRF, indicating that better functional mobility is associated with her aerobic capacity. Older women with superior mobility also exhibited higher CRF levels, accounting for 14.4% of its total variance. In conclusion, age GS was a significant predictor of CRF and physically active older women, whereas body mass acted as a limiting factor. CRF was positively associated with functional mobility, referencing its importance in maintaining autonomy and physical capacity during aging. These findings highlight the relevance of multi components exercise programs integrating his strength and aerobic Training as key strategies for promoting activity and healthy aging.
dc.format.mimetypeapplication/pdf
dc.identifier.citationFERNANDES, Matheus Santana. Aptidão cardiorrespiratória como preditora de mobilidade funcional em idosas participantes de um projeto de extensão universitária. Orientador: Luiz Humberto Rodigues Souza. 2025. 37f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Educação física) – Departamento de Educação, Universidade do Estado da Bahia, Guanambi-BA, 2025.
dc.identifier.urihttps://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/10285
dc.identifier2.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2526109642917732
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade do Estado da Bahia
dc.publisher.programColegiado de Educação Física
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
dc.subject.keywordsAptidão Cardiorrespiratória
dc.subject.keywordsDesempenho Físico Funcional
dc.subject.keywordsEnvelhecimento
dc.subject.keywordsPessoas idosas
dc.titleAptidão cardiorrespiratória como preditora de mobilidade funcional em idosas participantes de um projeto de extensão universitária
dc.title.alternativeCardiorespiratory fitness as a predictor of functional mobility in elderly women participating in a university extension project
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/bachelorThesis
Arquivos
Pacote Original
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Aptidão cardiorrespiratória como preditora_Matheus Fernandes.pdf
Tamanho:
926.78 KB
Formato:
Adobe Portable Document Format
Descrição:
Licença do Pacote
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
462 B
Formato:
Item-specific license agreed upon to submission
Descrição: