Navegando por Autor "Soares, Maria Isabel Silva"
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- ItemAnálise econômica da aquisição municipal de medicamentos da atenção básica através do sistema de registro de preço compartilhado(Universidade do Estado da Bahia, 2025-01-07) Palmeira, Millena Conceição; Paixão, Marcelo Ney de Jesus; Queiroz, Ana Patrícia Pascoal; Soares, Maria Isabel SilvaA Política Nacional de Medicamentos (PNM) e a Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF), implementadas em 1998 e 2004, respectivamente, representam avanços significativos na garantia do acesso universal a medicamentos no Brasil. Essas políticas asseguram o direito à saúde, estabelecendo as bases para um sistema de saúde que prioriza a segurança, a eficácia, a qualidade dos medicamentos, e a garantia do direito à saúde de forma ampla. O SUS, ao nortear uma atenção à saúde integral, estabeleceu diretrizes para a aquisição de medicamentos, priorizando a transparência e a busca pela melhor oferta. As licitações, tradicionalmente utilizadas para a compra de medicamentos, visam garantir a escolha da proposta mais vantajosa para o serviço público. No entanto, a baixa concorrência e os preços elevados podem comprometer a eficiência desse processo. Diante desse cenário, o Sistema de Registro de Preços (SRP) surge como uma alternativa promissora para otimizar a aquisição de medicamentos, pois possibilita garantir um preço fixo para um determinado período. Esta condição pode gerar uma economia aos cofres públicos e reduzir a burocracia. Logo, este trabalho tem como objetivo analisar o impacto do SRP compartilhado na economia de recursos públicos de municípios do Estado da Bahia para aquisição de medicamentos da atenção básica. A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados: Pubmed, Biblioteca Virtual em Saúde, ScienceDirect, portal CAPES, portal Gov.br e SciELO, a fim de reunir informações pertinentes ao tema. Foram consideradas publicações entre 2000 e 2023, exceto para leis, portarias e resoluções. Quanto à utilização de dados, foram utilizadas as informações oriundas do Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica (SIGAF) e do Sistema Integrado de Material, Patrimônio e Serviços (SIMPAS), no ano de 2023. A análise foi realizada com dados de 10 municípios que adquiriram os 10 medicamentos selecionados da Ata de Registro de Preço Compartilhado da SESAB. Os medicamentos escolhidos foram Ácido Acetilsalicílico, Amitriptilina, Diazepam, Dipirona, Fluoxetina, Glibenclamida, Hidroclorotiazida, Loratadina, Losartana e Sinvastatina. A comparação dos preços unitários visou identificar a vantagem do SRP, assegurando critérios uniformes para todos os municípios e evitando distorções. Foram observados valores exorbitantes por unidade de medicamento em comparação ao SRPC. Os medicamentos com as maiores diferenças percentuais de preços em relação à referência foram, a Losartana (98,44%), Hidroclorotiazida (98,25%), Loratadina (96,20%), Amitriptilina (97,89%) e Dipirona (94,17%), evidenciando que compras independentes, sem o uso do Sistema de Registro de Preços Compartilhado (RPC), resultam em custos significativamente mais altos, enfatizando a importância da maior adesão dos municípios ao RPC. Conclui-se que o RPC, além de viabilizar a promoção de aquisições de medicamentos com preços menos onerosos, contribui para o aumento da disponibilidade destes à população.
- ItemDepressão na adolescência e suas abordagens farmacológicas: uma revisão integrativa(Universidade do Estado da Bahia, 2024-12-16) Mendes, Ana Luiza Mazetti; Queiroz, Ana Patrícia Pascoal; Paixão, Marcelo Ney de Jesus; Soares, Maria Isabel SilvaIntrodução: A depressão é um transtorno mental comum e estima-se que mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo sofram com esse transtorno. A adolescência é um período transitório turbulento entre a infância e a fase adulta, marcada por diversas mudanças fisiológicas e emocionais, portanto, diversos fatores de riscos estão envolvidos no desenvolvimento e agravamento da depressão nessa faixa etária. O tratamento da depressão na adolescência é baseado na psicoterapia e no uso dos antidepressivos de diversas classes farmacológicas, porém esses medicamentos podem apresentar alguns efeitos adversos. Objetivo: Revisar a literatura cientifica sobre a depressão em adolescentes, incluindo seus fatores de risco, sintomatologia e opções de tratamento farmacológico. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa. Para embasamento teórico sobre o tema, foi realizada uma busca nas seguintes bases de dados: PubMed, Science Direct e Periódicos CAPES, e selecionados artigos publicados no período de tempo de 2019 a 2023. Resultados e discussão: Após a busca nas bases de dados com as palavras-chaves e descritores, foram encontrados 712 artigos, que após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 8 artigos foram incluídos. Os Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRSs) foram considerados os antidepressivos mais seguros e eficazes para o tratamento da depressão na adolescência, apesar de causarem efeitos adversos com seu uso. O convívio social conflituoso e mudanças hormonais estão relacionados com o surgimento da depressão em adolescentes. O tratamento adequado e a longo prazo diminuem o risco de suicídio nessa faixa etária. Considerações finais: A presente revisão destacou as opções farmacológicas mais seguras e eficazes para o uso em adolescentes, como é o caso da fluoxetina. Foi possível identificar os principais fatores de riscos e causas para o agravamento da depressão em adolescentes, trazendo maiores informações. É evidente a necessidade de futuras pesquisas para novas alternativas de antidepressivos para o tratamento em adolescentes, considerando sua eficácia e segurança.
- ItemEfeitos nos níveis séricos, adesão terapêutica, parâmetros clínicos, e hematológicos após mudança em posologia do ácido fólico em crianças com doença falciforme(2020-12-12) Soares, Maria Isabel Silva; Boa Sorte, Ney Cristian Amaral; Silva, Genoile Oliveira Santana; Noblat, Lúcia de Araújo Costa BeislIntrodução: A Doença Falciforme (DF), uma das patologias hematológicas hereditárias de mais elevada frequência mundial, tem no estado da Bahia, a maior incidência do Brasil. Em seu manejo, o ácido fólico (AF) apresenta-se como terapia profilática para a anemia hemolítica persistente. Em geral, o AF era utilizado em doses diárias de 5mg, após os dois anos de idade. Atualmente, tem-se preconizado a redução desta posologia, sendo recomendado a dose de 5mg, três vezes na semana. Objetivo: Comparar os níveis séricos de ácido fólico, em crianças com DF, acompanhadas por Serviço de Referência em Triagem Neonatal do estado da Bahia, durante o período de novembro de 2018 a março de 2020, antes e após a mudança na posologia prescrita desse medicamento, analisando-se os efeitos clínico-laboratoriais e de adesão terapêutica. Métodos: Estudo observacional, longitudinal, prospectivo, com crianças entre 2 a 11 anos, com hemoglobinopatias SS ou SC, diagnosticadas pela triagem neonatal, em uso de AF. Foram aplicados questionários validados, Teste de Morisky-Green (TMG) e Brief Medication Questionnaire (BMQ), para avaliação da adesão à farmacoterapia, e coleta, em prontuário eletrônico, de dados sociodemográficos, parâmetros hematológicos, níveis séricos de AF, e eventos clínicos. Após três a quatro meses da mudança, nova mensuração e avaliação dessas variáveis foram realizadas. Após análise descritiva, comparação dos níveis de AF, parâmetros hematimétricos, adesão e eventos clínicos foram realizados com teste de McNemar e teste de Wilcoxon. Resultados: Todas as 50 crianças apresentaram níveis medianos de folato sérico elevados nos dois momentos de aferição. A atualização da prescrição reduziu os níveis séricos de folato em 22%, no entanto sem alterações no percentual de indivíduos com folato elevado. Esse achado foi ainda mais significativo para as crianças em uso de AF 5mg/dia, que tiveram suas prescrições ajustadas para AF 5mg, 3x/semana (p=0,040). A adesão terapêutica foi “máxima” em apenas 36,8% e 39,5%, respectivamente para o TMG e BMQ. Considerações finais: O ajuste das prescrições de AF reduziu os níveis séricos medianos de folato, no entanto, sem alterações relevantes para parâmetros hematimétricos, eventos clínicos e adesão. Dessa forma, faz-se necessário reavaliar a aplicação posológica de suplementação adequada do ácido fólico, considerando condições clínicas da criança, impactos futuros a sua saúde e custo-efetividade.